Futebol

ARE YOU READY FOR IT? TUDO SOBRE A REPUTATION TOUR DE LEO MESSI

Mesmo que você seja rocker demais e não curta a cantora soft indie pop country Taylor Swift, deve lembrar do advento que foi quando, tem uns anos aí, ela rompeu com a imagem de santinha boazinha que tolera tudo e se assumiu uma grande cobra venenosa (correndo para que Naja pudesse caminhar). Na época, todo mundo ficou “kkkk nossa, que exagero“, mas no fundo pensou “pior que é foda, o pessoal passou dos limites com ela”.

E esse é todo o contexto que você precisa ter porque, honestamente? Quem se importa? O que ficou mesmo foi essa quebra de personagem, essa mudança inesperada e dramática, que a gente acha graça e debocha, rindo no Twitter e pensando no travesseiro: puts, queria.

É o símbolo, né? Os signos da nossa cultura. Mas o que estou dizendo?

Hoje eu estava tranquila, literalmente cuidado da minha vida, se você considerar que lavar louça hoje é a minha vida, quando chegam as notificações de todos os lados a respeito da saída de Messi do Barcelona. Sendo eu hoje, segundo levantamento feito por mim, a maior autoridade em Messi na mídia mundial, é natural que a notícia 1. seja da minha alçada; 2. não me pegue de surpresa.

Ainda assim, tudo me magoa.

Tentando entender o que de fato aconteceu e preenchendo todos os fatos que não aceito com romantismos que só vão me magoar ainda mais em um futuro muito próximo, trago aqui a cronologia dos fatos que culminaram na virada de mesa de Messi, que após 20 anos de clube simplesmente amarrou um post it no pé de uma pomba e arremessou a penosa por sua janela até acertar a cabeça do técnico Koeman. O post it dizia apenas “Seu bosta!”.

Ou pelo menos isso foi o que se soube.

Que seja. A seguir, como Messi foi de santinho abobalhado que come doce de leite e chora (se reconheceu? recomendo terapia) para a cobra vingativa que aproveitou uma cláusula ambígua de contrato e deu um cagaço de 700 milhões de Euros em seu clube do coração para salvar o emprego do seu verdadeiro amor, Luiz Suárez.

Ah, por que você achou que não era sobre isso, né?

Você está falando com Tati Lopatiuk, biografa informal de Lionel Messi e inventora do ship #Messuarez. Tudo é sobre isso. Se não é, eu faço ser.

Are You Ready For it?

Tudo o que Neymar toca vira bosta – o começo do imbróglio

Lembra de junho, julho… Agosto de 2019? Era outra vida, né? Era bom demais. Mas foi ali que começou a azedar a linda história do Messi com o Barcelona. Até então, Messi sempre foi um lindo anjo bonzinho que nunca reclamava de nada. Porém, por volta dessa época, houve uma negociação, que acabou não dando em nada, sobre uma possível volta do Neymar para o Barcelona. Pois é. Mas não deu certo e o Messi ficou muito puto.

Como todos sabem (hola, advogados do Messi, o print pro processo contra mim começa aqui), Neymar foi o primeiro amor extra-conjugal de Messi. Com a saída do brasileiro para o PSG, a história de amor dos dois ficou muito mal resolvida (leia o livro 1 da minha série O Evangelho Segundo Leo Messi para saber mais). Isso foi em 2017. Em 2019, houve essa tentativa de volta, que não rolou, e sobre a qual Messi se pronunciou contra o Barcelona pela primeira vez: “Não sei se fizeram todo o possível“, disse o argentino. Quer dizer, bravo. Isso aí era o Messi bravo. A declaração chocou a todos, foi praticamente o Bad Blood dele.

O fator Griezmann – pão francês na frança é só pão

Vamos lembrar que lá em 2017, quando o Neymar saiu do Barcelona, foi complicado porque ele, junto com o Messi e o Suárez, formavam o trio de ataque dos sonhos, o famigerado MSN. Após essa quebra, foram várias as tentativas de recriar essa mágica, mas não dava muito certo. Coutinho, embora um anjinho lindo, esforçado e puro, não conseguiu (mas rendeu um bom affair, leia o livro 2 das minhas fanfics).

Só que não tinha jeito. Nem Neymar voltaria, nem ninguém conseguia ocupar o seu espaço. Enquanto isso, o romance entre Messi e Suárez se intensificava (leia minha thread) (saiba tudo no livro 3). E nisso, ainda em julho de 2019, chegava Griezmann para sepultar qualquer chance do pai voltar a ficar on no Barcelona. Isso também desagradou Messi, o que fez o argentino até mesmo tratar mal (dizem) o francês Griez, um pobre rapaz sem costume de lavar o cabelo que só queria ser feliz e ganhar muito dinheiro!

No fim, o Messi até acabou se envolvendo com o Griez (leia o livro 4), mas não foi lá aquelas coisas e Messi já estava até aqui com ninguém ouvi-lo sobre seus pitacos de escalação.

E ficaria pior.

O calado não vence: big reputation, big reputation, ooh you and me would be a big conversation, ah

A partir do momento que foi estabelecido que Neymar não voltaria e que seu substituto seria essa coisa aí chamada Griezmann, Messi passou a ser mais vocal, vamos colocar assim, sobre qualquer coisa no clube que lhe causasse descontentamento. Vale dizer que a insatisfação de Messi vinha não só de não ter sua opinião levada em conta, basicamente, mas porque ele via (e qualquer um podia ver) (e todos nós estávamos vendo) que o Barcelona já não rendia tanto com o time como estava. E que ficava cada vez mais unicamente sob sua responsabilidade as vitórias do Barcelona. Especialistas afirmam que entre o meio de 2019 e o meio de 2020 Messi chegou a desenvolver uma hérnia sentimental de tanto carregar o Barcelona nas costas.

Enquanto isso, o mundinho Barça desabava. No começo de 2020, Valverde, o icônico técnico do Barcelona e muito respeitado por Messi, é demitido. Algum tempo depois, Messi vai ao Instagram dizer para terem cuidado ao reclamar dos jogadores do Barcelona, dizendo que não era para colocar todos no mesmo “balaio”. Seja qual balaio Messi estivesse, imagina-se que vários estavam se formando no clube, indicando um racha na equipe após a troca de técnico.

Outras questões marcaram o começo de 2020, quando em março, com o início da pandemia, Messi se envolveu em toda aquela treta de redução do salário dos jogadores. Ele pediu para não pressionarem o elenco. Ninguém estava pressionando o elenco, todo mundo estava nervoso. Calma, Messi.

Entre junho e julho de 2020, Messi foi notícia ao literalmente dar as costas e ignorar as orientações do auxiliar Sarabia. Coisa que ele, sempre muito educado, jamais faria. Após mais uma derrota inevitável, Messi foi enfático, dizendo que o Barcelona tinha sido muito fraco na temporada.

Nesse ponto, já era clara a insatisfação de Messi. Seja por falta de voz, seja pelas decisões arbitrárias dos dirigentes. E aí chegou agosto, mês do desgosto, e aconteceu a gota d’água.

Nobody puts Suarez in a corner

Após algumas derrotas e vergonhas, mais um técnico cai e chega Koeman, um safado que já teve passagem no Barcelona e nessa volta, chega com a missão de ser pau mandado da diretoria. Mas estou me exaltando.

Eu já mencionei o pisão de 8×2 que o time levou do Bayern? Nem precisa, né? Risos.

Estando o time um bosta, Koeman, como qualquer Head de Criação em seu lugar, chega querendo mudar tudo achando que entende muito do trabalho do pessoal que é chão de fábrica (spoiler: não entende). Entre seus primeiros e mais polêmicos desmandos, Koeman pega o telefone, desbloqueia a tela, e telefona para Suárez para demiti-lo, em uma ligação de menos de um minuto de duração.

Swifters, vejam como a história se conecta. Foi exatamente do mesmo jeito que o Joe Jonas terminou com a Taylor.

Suárez não é só o amor da vida de Messi, embora isso pese mais do que tudo (na minha opinião de historiadora). O uruguaio é também o terceiro maior artilheiro da história do Barcelona e, sim, o maior garçom de Messi, servindo taças de vinho em casa e passes à gol em campo. Toda a trajetória de Suárez foi jogada no lixo com o telefonema, o que é uma pena e uma vergonha em qualquer nível que se observe.

E isso, somado a todo o cenário que se desenhou desde o ano passado, mais o vexame recente na Champions, mais uma certa preguicinha de estar 20 anos no mesmo emprego, mais a conversa que Koeman teve com Messi, dizendo que ele perderia todos os seus privilégios(???) no time, mais o fato de mandarem embora literalmente (estou em uma fase de dizer muito “literalmente”) o único sorriso no rosto de Messi fez com que o jogador desse um basta!!! e arremessasse o pombo metafórico na cabeça do Koeman, como falamos lá no começo.

Mas não foi só uma pomba. Messi, tão ardiloso quanto sua musa inspiradora Taylor “Big Rep” Swift, tinha uma carta na manga para sair dessa por cima.

A cobra que mordia: Messi faz seu truque final

Agora você deve estar pensando (eu sei o que você está pensando): mas cacetada, o Messi pedir as contas assim do nada, ele vai perder todo o FGTS dele, tinha que esperar os caras demitirem ele!

Os caras nunca vão demitir ele. Por que o contrato do Messi foi feito aos 13 anos de idade, em um guardanapo de papel, do tanto que esse asno ama essa merda desse clube. Que ódio.

Desculpe. Hoje estou um pouco sentimental.

O fato é: Messi ama o Barcelona. Muito. Desde criança. E por todo esse tempo, o que a gente sente é que a diretoria sempre contou com esse fator sentimental da história de Messi com o Barça, com o fato de que ele ama o clube mais do que tudo, para fazer o que bem entendia, acreditando que Messi, esse santinho bobo, jamais sairia do seu time do coração.

Porém, o homem só aguenta até certo ponto. Messi poderia continuar ali ouvindo bosta por mais uns anos e curtir tranquilo sua aposentadoria? Poderia. Mas por mais que ele ame o Barcelona, ele não ama mais do que ama o Suárez.

Por favor, não me interrompa enquanto estou falando de amor.

Por isso, Messi pegou um brecha em uma das cláusulas do seu contrato e achou um jeito de sair do Barcelona sem pagar um centavo sequer de multa. Em algum ponto do documento, se menciona que o jogador pode sair do time sem multa após o final da temporada. Em um ano normal isso se daria em maio. Com a pandemia e o isolamento social, esse período ficou nebuloso, já que houve paralisação dos jogos. Em tese, a temporada só acabou agora. Por isso, só agora, já por aqui com tudo, Messi pede demissão e periga sair de graça do Barcelona, em uma artimanha fiscal sem precedentes.

Mas dizem…. Dizem que por mais que essa cláusula realmente exista e tenha esse entendimento tão subjetivo, Messi a usou como falsa ameaça. Só para dar um susto nos caras, já que mediante a apresentação da sua carta de demissão hoje (a pomba passa bem), ainda existe um período de uma semana para negociação. Durante esses sete dias, Messi tentaria trazer Suárez de volta, como condição para ele mesmo ficar.

Não é fanfic (nunca foi, leia o livro 5 da minha série), Messi realmente estaria disposto a esse blefe para salvar a carreira do seu amor Luchito.

No entanto, mesmo que não seja isso… A janela de contratações termina em duas semanas. Qualquer que seja o plano de Messi, esse é o prazo máximo para ele se movimentar. Em setembro, já saberemos se ele estará aposentado vivendo de renda em Santa Catarina, feliz da vida com Suárez no Barcelona, em um grande comeback a la Tieta do Agreste ou, essa opção também existe, em um novo clube que tenha cacife para bancá-lo. Dizem que esse time seria o Manchester City.

Eu não sei de mais nada. Eu apenas choro em posição fetal e espero. Enquanto escrevo esse texto, é madrugada em Barcelona. Qualquer decisão que vá ser tomada, já está encaminhada e prestes a ser revelada.

Veremos. O próximo álbum da Taylor Swift depois de Reputation é Lover.

Eu quero acreditar.

Dicas

10 chick lits modernas para aquecer o coração

Para quem cresceu lendo chick lit, ou livro de mulherzinha, como chamam por aí, é um pouco complicado seguir encontrando boas obras nesse gênero na vida adulta, quando nossa visão de amor muda um pouco e a gente já evoluiu tanto. Além disso, a partir das conversas que o movimento feminista ampliou no decorrer dos últimos anos, é difícil hoje ler as histórias “água com açúcar” como as que líamos dez ou quinze anos atrás e não problematizar.

A boa notícia é que, ao contrário do que se pode pensar, esse gênero não parou no tempo. É claro, ainda existe por aí muita coisa datada e de mau gosto nas prateleiras. Mas também existem muitos títulos modernos, que sabem falar de amor como hoje queremos ouvir. E ainda com aquele toque romântico que nos encantou lá no começo da nossa jornada como leitor.

A seguir, trago a minha lista de dez chick lits modernas favoritas. São histórias de amor, com romance, paixão e humor, mas sem ferir ninguém. Além do seu coração, é claro.

Importante! Clicando no título dos livros, você será direcionado para a página deles na Amazon. É possível comprar na versão física ou ebook. Comprando por esse link, você garante uma pequena comissão para mim, sem acréscimo no valor final da compra.

Lendo de cabeça para baixo, de Jo Platt

Esse livro me fez rir e chorar com a história de uma recém-divorciada que trabalha em uma loja de livros e tem um vizinho muito bonito e bonzinho. A escrita é super fluente e chique, uma coisa meio Um Lugar Chamado Notthing Hill, sabe? É daqueles livros que fazem você se sentir super refinada por estar lendo um romance de alto nível que é, no final das contas, mais uma história de amor super clichê. Porque a gente ama ser erudita, mas ama ainda mais um clichê.

Aliança de casamento, por Jasmine Guillory

Falando em clichê, esse é um clássico: eles se conhecem no elevador e o moço convida a moça para ser namorada “falsa” dele em um casamento. Ela topa, é claro. Esse é um livro especialmente interessante porque o casal é inter-racial, o que rende algum caldo. Além disso, eles moram em cidades diferentes, e amor à distância acaba sendo outro elemento importante da trama.

Minha vida (não tão) perfeita, por Sophie Kinsella

Kinsella é rainha do gênero e soube adaptar suas histórias para os dias de hoje. Prova disso é esse seu título, um dos mais recentes, que conversa bem com o que a gente vive no cotidiano. Aqui a nossa heroína finge ter uma vida perfeita nas redes sociais. Na vida real, a história é outra, e isso acaba se virando contra ela quando contratempos a obrigam a cair na real. E, claro, no meio disso, surge uma história de amor inesperada.

Uma noite com Audrey Hepburn,
por Lucy Holliday

Primeiro de uma série, esse livro traz a história de uma moça meio maluquinha que, um belo dia ao voltar para casa, se depara com Audrey Hepburn em seu sofá. Ainda sem saber se é sonho ou delírio, o fato é aceito e logo temos Hepburn ajudando a protagonista em seus casos amorosos. É hilário e muito fofo.

E se acontece?, por Melanie Harlow e David Romanov

Esse livro incrível tem todos os elementos que a gente ama em uma chick lit: casal que começa se detestando, depois ficam próximos, depois ficam juntos, uma química irresistível, cenas hilárias e outras super quentes. A diferença é que… é uma história de amor entre dois homens. Um dos melhores romances que já li, vai surpreender você também.

O ar que ele respira, por Brittainy C. Cherry

Foi lendo os famigerados romances de banca como Júlia, Bianca e Sabrina, que muitas de nós começamos a amar chick lit. Hoje esse tipo de literatura ganhou um “banho de loja” e faz bonito nas prateleiras comuns, com títulos poderosos que se tornam best sellers entregando o que a gente mais ama: romances inevitáveis, heróis irresistíveis e a Cura Através do Amor. Cherry domina essa literatura muito bem e esse é só mais um dos seus livros maravilhosos. Sério, é paixão à primeira página.

O lado feio do amor, por Colleen Hoover

Gosta daquelas histórias de amor sofridas, onde os dois no casal são problemáticos, onde o drama impera e tudo parece sem solução? Esse livro é para você. Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas, e ainda assim, é uma história incrível e impossível de parar de ler. Recomendo demais.

A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida, por Laura Tait e Jimmy Rice

Esse é daqueles romances bonitinhos onde dois jovens que já foram um casal se reencontram após anos e decidem ter uma segunda chance. É super leve e divertido. A narrativa, escrita a quatro mãos, é deliciosa.

Amor à segunda vista, por Mhairi McFarlane

Adoro esse livro, detesto essa capa, que conta muito pouco da grandeza desse romance. Também na linha “ex-casais que se reencontram”, esse ainda traz elementos que somam à discussão, como bullying, gordofobia e mais. Bem interessante, brilhantemente construído e mais, extremamente divertido e inspirador.

Beijando horrores, por Tati Lopatiuk

Gosto tanto de chick lit que já escrevi mais de dez, nos mais variados formatos. Mas essa é a minha favorita, porque é a mais recente e, também, porque foi a que mais me diverti escrevendo. E ainda me divirto muito com ela, relendo de vez em quando. É a história de uma garota um pouco atrapalhada que começa em um novo emprego se envolve em uma paixão bem improvável.

Gostou da lista? Espero que ela inspire suas próximas leituras. 🙂

Dica final: mesmo que você não tenha um Kindle é possível ler ebooks pelo app do Kindle no seu celular ou tablet ou pelo próprio site da Amazon, no seu navegador. Esse artigo aqui explica certinho, é bem simples.