Dicas

10 chick lits modernas para aquecer o coração

Para quem cresceu lendo chick lit, ou livro de mulherzinha, como chamam por aí, é um pouco complicado seguir encontrando boas obras nesse gênero na vida adulta, quando nossa visão de amor muda um pouco e a gente já evoluiu tanto. Além disso, a partir das conversas que o movimento feminista ampliou no decorrer dos últimos anos, é difícil hoje ler as histórias “água com açúcar” como as que líamos dez ou quinze anos atrás e não problematizar.

A boa notícia é que, ao contrário do que se pode pensar, esse gênero não parou no tempo. É claro, ainda existe por aí muita coisa datada e de mau gosto nas prateleiras. Mas também existem muitos títulos modernos, que sabem falar de amor como hoje queremos ouvir. E ainda com aquele toque romântico que nos encantou lá no começo da nossa jornada como leitor.

A seguir, trago a minha lista de dez chick lits modernas favoritas. São histórias de amor, com romance, paixão e humor, mas sem ferir ninguém. Além do seu coração, é claro.

Importante! Clicando no título dos livros, você será direcionado para a página deles na Amazon. É possível comprar na versão física ou ebook. Comprando por esse link, você garante uma pequena comissão para mim, sem acréscimo no valor final da compra.

Lendo de cabeça para baixo, de Jo Platt

Esse livro me fez rir e chorar com a história de uma recém-divorciada que trabalha em uma loja de livros e tem um vizinho muito bonito e bonzinho. A escrita é super fluente e chique, uma coisa meio Um Lugar Chamado Notthing Hill, sabe? É daqueles livros que fazem você se sentir super refinada por estar lendo um romance de alto nível que é, no final das contas, mais uma história de amor super clichê. Porque a gente ama ser erudita, mas ama ainda mais um clichê.

Aliança de casamento, por Jasmine Guillory

Falando em clichê, esse é um clássico: eles se conhecem no elevador e o moço convida a moça para ser namorada “falsa” dele em um casamento. Ela topa, é claro. Esse é um livro especialmente interessante porque o casal é inter-racial, o que rende algum caldo. Além disso, eles moram em cidades diferentes, e amor à distância acaba sendo outro elemento importante da trama.

Minha vida (não tão) perfeita, por Sophie Kinsella

Kinsella é rainha do gênero e soube adaptar suas histórias para os dias de hoje. Prova disso é esse seu título, um dos mais recentes, que conversa bem com o que a gente vive no cotidiano. Aqui a nossa heroína finge ter uma vida perfeita nas redes sociais. Na vida real, a história é outra, e isso acaba se virando contra ela quando contratempos a obrigam a cair na real. E, claro, no meio disso, surge uma história de amor inesperada.

Uma noite com Audrey Hepburn,
por Lucy Holliday

Primeiro de uma série, esse livro traz a história de uma moça meio maluquinha que, um belo dia ao voltar para casa, se depara com Audrey Hepburn em seu sofá. Ainda sem saber se é sonho ou delírio, o fato é aceito e logo temos Hepburn ajudando a protagonista em seus casos amorosos. É hilário e muito fofo.

E se acontece?, por Melanie Harlow e David Romanov

Esse livro incrível tem todos os elementos que a gente ama em uma chick lit: casal que começa se detestando, depois ficam próximos, depois ficam juntos, uma química irresistível, cenas hilárias e outras super quentes. A diferença é que… é uma história de amor entre dois homens. Um dos melhores romances que já li, vai surpreender você também.

O ar que ele respira, por Brittainy C. Cherry

Foi lendo os famigerados romances de banca como Júlia, Bianca e Sabrina, que muitas de nós começamos a amar chick lit. Hoje esse tipo de literatura ganhou um “banho de loja” e faz bonito nas prateleiras comuns, com títulos poderosos que se tornam best sellers entregando o que a gente mais ama: romances inevitáveis, heróis irresistíveis e a Cura Através do Amor. Cherry domina essa literatura muito bem e esse é só mais um dos seus livros maravilhosos. Sério, é paixão à primeira página.

O lado feio do amor, por Colleen Hoover

Gosta daquelas histórias de amor sofridas, onde os dois no casal são problemáticos, onde o drama impera e tudo parece sem solução? Esse livro é para você. Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas, e ainda assim, é uma história incrível e impossível de parar de ler. Recomendo demais.

A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida, por Laura Tait e Jimmy Rice

Esse é daqueles romances bonitinhos onde dois jovens que já foram um casal se reencontram após anos e decidem ter uma segunda chance. É super leve e divertido. A narrativa, escrita a quatro mãos, é deliciosa.

Amor à segunda vista, por Mhairi McFarlane

Adoro esse livro, detesto essa capa, que conta muito pouco da grandeza desse romance. Também na linha “ex-casais que se reencontram”, esse ainda traz elementos que somam à discussão, como bullying, gordofobia e mais. Bem interessante, brilhantemente construído e mais, extremamente divertido e inspirador.

Beijando horrores, por Tati Lopatiuk

Gosto tanto de chick lit que já escrevi mais de dez, nos mais variados formatos. Mas essa é a minha favorita, porque é a mais recente e, também, porque foi a que mais me diverti escrevendo. E ainda me divirto muito com ela, relendo de vez em quando. É a história de uma garota um pouco atrapalhada que começa em um novo emprego se envolve em uma paixão bem improvável.

Gostou da lista? Espero que ela inspire suas próximas leituras. 🙂

Dica final: mesmo que você não tenha um Kindle é possível ler ebooks pelo app do Kindle no seu celular ou tablet ou pelo próprio site da Amazon, no seu navegador. Esse artigo aqui explica certinho, é bem simples.

Resenhas

Leia mulheres: Lindsey Kelk e Kate Atkinson

Photo by Thought Catalog on Unsplash

Títulos da Fundamento trazem autoras falando sobre amor e suspense em livros sequenciais, sempre com muito humor e delicadeza.

Estava lendo aqui os livros que a Fundamento me enviou em cortesia, dois títulos escritos por mulheres, e que integram séries literárias, e parei para pensar: quantas autoras que escrevem séries de livros a gente conhece?

Claro, assim de cabeça o primeiro nome que nos vem é J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter. Um caso de sucesso entre, possivelmente, milhões de tentativas. Escrever livros sequenciais é um desafio enorme. Se já é difícil manter uma história que apresente qualidade e “interessância” constante por 300 páginas, imagine repetir essa fórmula por mais dois ou três livros? Sem dúvida, é um dom que vem para poucos. No caso das escritoras sobre as quais falaremos hoje, esse dom veio com muita propriedade.

Títulos da Fundamento trazem aos holofotes as autoras de livros sequenciais.

Para começar, vamos falar de “Eu ❤ Hollywood”, título de Lindsey Kelk e segunda obra da série “Eu ❤”. Já falamos de Kelk aqui e do quanto a sua trajetória é inspiradora: de ghost writter a talento contratado pela HarperCollins, gigante da literatura feminina.

Em “Eu ❤ Hollywood”, a britânica Kelk novamente brinca com a fantasia feminina de mudar de cidade e mudar completamente de vida. Aqui, nossa heroína Angela Clark se vê tendo que ir para a cidade dos famosos em busca de uma entrevista com um grande galã de cinema.

Deslumbramento, paqueras, uma boa dose de inconsequência e temos todos os ingredientes para uma chick lit perfeita. Para a série “Eu ❤”, Kelk criou a fórmula de sempre levar sua protagonista para uma cidade diferente a cada livro, criando novas aventuras e novos interesses amorosos. Neste segundo livro da saga, a fórmula ainda está fresca e viva em sua ousadia. O livro dois não repete esquemas do um e temos uma aventura realmente diferente para a jornalista Clark. Com muito humor e leveza, como aprendemos ser característica da autora. É uma excelente continuação e não deixa nada a dever para o livro que inicia a série, outra pérola da Fundamento.

Já a inglesa Kate Atkinson empresta outro tipo de verniz aos seus livros seriados. Com forte pegada de suspense e mistério em sua escrita, seus livros são tão populares que o personagem Jackson Brodie, um ex-policial que se tornou investigador particular, acabou virando protagonista de uma série televisiva da BBC de Londres. A escritora já recebeu vários prêmios literários por sua obra e, em 2011, foi agraciada pela rainha Elizabeth II com o título de Membro da Ordem do Império Britânico por serviços prestados à literatura.

Em “Saí Cedo, Levei Meu Cachorro”, único título da autora traduzido para o Brasil, temos Jackson Brodie em mais uma aventura. O romance é o quarto livro da autora a trazer seu consagrado personagem e o faz em uma trama que mistura passado e presente para contar contar uma história que está longe de ter apenas um lado. O livro conta história de três personagens em paralelo: Jackson Brodie, o ex-policial que atualmente trabalha como detetive particular; Hope MacMaster, uma mulher que procura Brodie para descobrir quem são seus pais biológicos; e Carol Braithwaite, uma garota de programa que fora assassinada há mais de 25 anos e teve o caso arquivado por “força maior”. Em uma narrativa onde a brutalidade é vencida pela ternura, a história desses três personagens se conecta para contar essa trama cheia de mistério e, inesperadamente, humor.

Se temos muitas autoras que escrevem livros em série? Acredito que sim e estas são um bom exemplo de como essa arte é preciosa. Lindsey Klerk e Kate Atkinson, cada uma a seu modo, acrescentam doçura e força à literatura mundial, um livro de cada vez.


Livros recebidos em parceria pela Editora Fundamento. Você pode adquirir Eu ❤ Hollywood e Saí Cedo, Levei Meu Cachorro através do site da editora.

Processo Criativo

Como eu publiquei 3 livros de uma só vez

Photo by Thought Catalog on Unsplash

Não parece fácil e realmente não é — mas também não é impossível

Tem essa história que eu sempre conto de como sempre escrevi sobre tudo, mas não escrevia ficção porque tinha vergonha (!) de escrever diálogos. Aí meu marido me disse que isso era a única coisa que me impedia de criar coisas maiores, o que era uma grande besteira. Então, eu simplesmente parei com essa bobagem de ter vergonha e comecei a escrever romances, histórias de ficção.

Incrível como as suas maiores limitações geralmente são apenas coisas da sua cabeça. Difícil mudar isso, mas tendo essa noção, o caminho da mudança fica muito mais suave.

O primeiro livro que escrevi na vida se chama All Across The World. Ele foi um trabalho bruto e brutal, quase físico, já que, enquanto o escrevia, eu estava em tratamento de quimioterapia de um câncer de intestino. De certa forma, escrever era um alívio no meio da realidade dura que eu vivia então. Ele foi publicado no Wattpad e eu escrevia um capítulo e já publicava, uma clara atitude de quem está louca de remédios. A revisão era pífia, o planejamento era inexistente. Eu queria apenas escrever enquanto estava viva.

All Across The World gerou entrevistas para portais de notícias, um fandom (que resiste bravamente até hoje), mais de 18 mil visualizações no Wattpad e duas continuações: uma direta, que saiu como All Across The World 2 e um tipo de spin off, intitulado Perto.

São romances novelescos, chick lit sem medo de ser piegas. Moça encontra rapaz. Tem muito do meu coração ali, bastante erros de principiante e etc, mas o mais importante é que esses livros carregam a minha verdade mais profunda: a certeza de que para escrever um livro você não precisa ser o Bukowski ou a Ferrante. Você não precisa ter tudo pronto. Não precisa saber de tudo ou fazer milhões de cursos para te dar alguma confiança.

Você só precisa começar. Ter uma ideia e trabalhar por ela.

Pode ser que leve anos, mas você consegue.

Essas são as primeiras capas de AATW, meu primeiro livro. A primeira, claramente feita no paint por mim. A outra foi feita depois, pelo Tico. ❤

Nesse ponto, preciso esclarecer que All Across The World surgiu como uma fanfic do Daniel Johns, ex-líder da silverchair e atual artista andrógino do pop eletrônico (Jesus!). Eu me inspirei muito nele nos meus dias de doença porque ele cantou muito sobre seus problemas de saúde (artrite, anorexia, depressão) e ele, tipo, SOBREVIVEU. Eu também queria sobreviver.

Então, inventei Nicky, essa moça paulistana que conhece um cara misterioso e se apaixona por ele, até que um dia… Nada de novo, mas para mim era um mundo sendo descoberto. E consegui imprimir a minha marca ali, criando uma história cativante, divertida e adorável (isso foi o que me contaram).

Capas originais do livro dois. Mais uma vez, a primeira capa eu fiz no paint. Anos depois, o Tico faria essa nova para mim. ❤

O segundo livro surgiu logo em seguida, continuando aquela história. Nicky estava de volta com aventuras ainda mais loucas. Criei algumas tramas paralelas para dar sustentação e, nisso, um personagem que tinha surgido apenas para criar um conflito acabou crescendo muito. Com o final do livro dois, achei que ele merecia um desfecho só dele. Foi aí que surgiu “Perto”.

Capa original de Perto. Essa eu não importunei o Tico e fiz no PicMonkey!

“Perto” foi importante para mim como escritora porque foi o primeiro romance “não-fanfic” que escrevi. Aqui eu já estava um pouco mais experiente — e não estava mais doente — então pude trabalhar um pouco mais a minha ideia, escrever com mais calma e desenvolver melhor os personagens e a minha escrita.

Todos esses três livros foram publicados no Wattpad em menos de dois anos. Como eu disse, eu tinha muita pressa em estar viva.

Eu ainda escreveria mais dois contos (“Invisível” e “Malvarrosa”) no Wattpad, até criar coragem de começar a publicar na Amazon.

Então, fiz o caminho inverso, fui do fim para o começo: peguei esses dois últimos contos e levei para lá como teste. Deu certo, escrevi um terceiro (sexto?) livro, este inédito, Despertar, e publiquei direto na Amazon.

Tendo passado quase quatro anos, com esses seis livros escritos (e mais uma curta fanfic #NeyMessi, pois uma vez fanfiqueira, sempre fanfiqueira!), eu sentia que estava na hora de criar uma história totalmente nova. Quem sabe até uma trama que não fosse uma história de amor, algo totalmente diferente do que já fiz, sabe?

Porém, eu sentia também que faltava alguma unidade na minha obra, porque essa trilogia de AATW estava jogada no Wattpad e os outros livros estavam bonitinhos na Amazon. Parecia que algo estava fora do lugar, incompleto e injusto.

Foi quando me dei conta de que para andar para frente, eu precisaria parar um pouco e dar uma boa olhada para trás. Antes de seguir naquele turbilhão de um novo romance, precisava parar e deixar a casa arrumada. A solução me veio com clareza: eu teria que trilhar o caminho das pedras novamente, pegar aqueles primeiros livros e revisá-los adequadamente para levá-los para a Amazon e deixar minha bibliografia unificada.

Escrever um livro é difícil, reescrever é infinitamente pior. Em agosto de 2017 eu comecei esse processo, que fez com que eu me odiasse, risse de mim, sentisse orgulho e vontade de morrer, tudo ao mesmo tempo.

Em um primeiro momento, a principal preocupação da revisão era tirar o verniz de fanfic da história, então eu mudei nomes de alguns dos personagens e adaptei características que os tornavam caricatos nesse sentido.

Depois, tratei de tirar algumas referências que já soavam datadas, além de, é claro, corrigir enganos e até alguns erros de digitação. Por último, tentei ver o livro como um todo (algo inédito no caso dos dois primeiros, que foram escritos capítulo a capítulo) e tornar a história mais coesa. Foi o momento de tomar a história novamente pelas mãos e ver o que podia mudar, o que tinha que ser cortado.

Nisso muita coisa mudou e foi eliminada, porque quando você escreve um capítulo por semana (e as pessoas esperam a semana toda por esse capítulo), você acaba fazendo-o mais extenso do que deveria, para “durar mais” para o leitor. Em um livro único, essas partes a mais precisavam ser enxugadas, em prol de tornar o livro mais dinâmico. Os capítulos também precisavam ser menores, para dar ao leitor a sensação de que ele leu mais rápido (sim, tem isso), então houve essa reestruturação também.

Para além desses aspectos práticos, foi também um tremendo exercício de olhar para a minha escrita, ver o quanto eu tinha mudado, o que eu pensava de início e como poderia seguir adiante depois de tudo isso. Foi um processo muito trabalhoso, intenso de sentimentos, mas valeu a pena porque eu queria isso. Eu quero isso, então não desistiria jamais.

Ainda pensando na necessidade de desvincular da fanfic (“All Across The World” é o nome de uma música da silverchair), eu precisava de um título novo para os dois primeiros livros da série — “Perto” seguiria sendo “Perto”. Isso é um assunto muito delicado, mudar o título de um livro é como tirar a toalha de uma mesa posta. Conversando com o fandom, chegamos juntas a um novo nome, que condizia com a história e com o meu alinhamento como escritora: Encantamento. Uma palavra só, como em todos os meus livros posteriores. Uma palavra forte e bonita, como a história que ela agora passaria a dar nome.

Meus amigos Tico & Jules mais uma vez entraram em ação e produziram novas capas, tão lindas quanto ver um sonho se realizar com o suor do seu trabalho.

E então, passados quatro anos desde a primeira página escrita e oito meses desde o começo da revisão mais terapêutica que já fiz na vida, eu tinha meus primeiros três livros prontos para serem publicados na Amazon e ganharem o mundo (sendo o mundo tão vasto quanto um Kindle pode dizer).

É com muito orgulho que os apresento agora para você.

Encantamento 1, Encantamento 2 e Perto. Mais uma vez, capas do mais do que talentoso Tico.

Orbitando em missões espaciais pelos confins do universo, astronautas podem ver mesmo da Lua que eu sou a pessoa mais feliz deste planeta. Ao meu lado, meu marido pode ver o quanto estou feliz. Julie, minha melhor amiga, tem recebido incontáveis áudios meus onde eu apenas grito, com uma calma que não tenho, um infinito “aaaaaaaaaaaaaaa” febril e entusiasmado.

Essa é a minha maior realização. E, ao mesmo tempo, é só a primeira.

Com o lançamento desses três livros, encerro um ciclo. Essa foi a minha primeira “era” como escritora. Foram as minhas primeiras experimentações, a época de dar a cara a tapa.

E o que eu aprendi? Escrever não é fácil, mas você precisa tentar. Publicar não é impossível, mas você precisa correr atrás. Seus amigos de verdade continuarão ao seu lado mesmo você só tendo um assunto por quatro anos seguidos. Todo trabalho vale o esforço quando chega ao final.

Escrever pode curar sua alma ao estraçalhar ela todinha. E vai ser bom para você.

Por último? Ah, sim. Eu aprendi que escrever diálogos não é nenhum bicho de sete cabeças. Aliás, hoje eu até escrevo contos inteiros só de diálogos!

Com esses seis livros na rua, eu volto para dentro de casa. E recomeço a criar. Limpo a estante dessas velhas ideias e personagens que me acompanharam por tantos anos e abro espaço para o novo. Dou a vocês essas histórias, para que as conheçam ou as revisitem.

É tudo lindo e maravilhoso, tudo feito com um amor que sempre tive e uma coragem que eu nem sabia que tinha.

Obrigada a todos que estiveram comigo nessa jornada.

Alex, Julie, Tico, Carol e Daniel Johns (poxa, lógico): eu não conseguiria sem vocês.

Aguardem novas histórias. E curtam muito essas, enquanto isso.


Encantamento 1, Encantamento 2, Perto, Invisível, Malvarrosa e Despertar. Você pode encontrar todos os meus livros à venda em formato digital na Amazon. Já Amor em Jogo, a minha fanfic #NeyMessi, você lê gratuitamente no Wattpad.

Estou produzindo meu oitavo livro, ainda com o título provisório de “A Mulher Que Todo Dia Desaparecia”. Não prometo data, mas a intenção é publicar ainda este ano pela Amazon.

Resenhas

Leia mulheres: Lindsey Kelk e Sarah Rayner

Imagem: Lindsey Kelk / Sarah Rayner (divulgação)

Apostando na delicadeza, escritoras da Fundamento trazem novo ar para a literatura mundial

Quando se fala em literatura feminina, é comum ainda o pensamento de que tal gênero verse apenas sobre o que se considera o “universo feminino”, como relacionamentos amorosos, algumas futilidades e questões sentimentais diversas. Limitada assim, por muito tempo, a literatura feita por mulheres, como um todo, foi vista com certo demérito, como se falar sobre sentimentos ou futilidades fosse algo menor ou até mesmo simples.

No entanto, quanto mais o mercado se abre para as escritoras, mais elas provam que podem produzir obras incríveis de todo o tipo, quebrando inclusive o estigma de que “literatura feminina” é algo fútil e raso. Afinal de contas, não existe gênero quando um livro é bem feito. E, quando a narrativa é boa, ela se impõe independente do tema sobre o qual verse.

É o que podemos observar nas obras de Lindsey Kelk e de Sarah Rayner, duas autoras com vertentes diferentes dentro da literatura e, ainda assim, com muitos valores e qualidades em comum. Falando sobre o universo feminino, os dois nomes da Editora Fundamento nos apresentam narrativas incríveis e poderosas sobre mulheres comuns e maravilhosas, como todas as mulheres são.

É sobre o que falaremos a seguir.

Vamos começar por “Eu Amo New York”, da britânica Lindsey Kelk.

A trajetória de Kelk como escritora é inspiradora, para dizer o mínimo. Jornalista de formação e trabalhando como editora de livros infantis, ela teve a ideia para seu primeiro romance ao voltar à Londres após passar um feriado em Nova York.

Foi assim que escreveu “Eu Amo Nova York”, precisamente a história de Angela Clark, uma londrina editora de livros infantis que, após uma grande decepção amorosa, decide de supetão ir para Nova York para fugir de seus problemas.

Coincidências à parte, Kelk usou sua paixão pela cidade de Nova York para construir uma chick lit adorável, onde narra as agruras da mocinha em conflito com seu futuro e presente ao ter seu passado destruído — tudo isso enquanto afoga as mágoas em compras, chocolates e romances de uma noite apenas.

O sonho de toda garota, dirão alguns.

Mas a narrativa de “Eu Amo Nova York” é boa, a protagonista cativa e o livro mostra uma coesão incrível, sem apelar para saídas fáceis e indo para caminhos imprevistos. Existe algum tipo de força em romances assim, escritos com o coração e sem pretensões. E foi com esse romance inaugural que Kelk, então com vinte e poucos anos, bateu de porta em porta nas editoras. Como não poderia deixar de ser, ela teve seu livro negado e seu talento questionado inúmeras vezes: sugeriram que ela fosse ghost writter e até que mudasse de nome — um agente chegou a dizer que Lindsey Kelk parecia “o som de um gato ficando doente”.

Sem jamais desistir, ela acabou conseguindo um contrato de três livros com a HarperCollins, gigante da literatura feminina. Foi o início de sua carreira como romancista.

Hoje, até o momento, Lindsey Klerk já escreveu 13 livros. “Eu Amo Nova York” acabou virando uma série de livros com sete títulos contando as aventuras da nossa heroína Angela Clark nos mais diversos pontos de planeta. Para uma garota com uma escrita “de mulherzinha”, você pode perceber que ela conseguiu ir bem longe — e, certamente, conseguirá ainda muito mais.

Vindo de uma formação e uma vivência diferente, mas com a mesma sensibilidade para tratar de narrativas sobre mulheres, está Sarah Rayner e seu sensível “Um Momento, Uma Manhã”.

Antes de se tornar escritora, Rayner trabalhava como redatora de publicidade. O contrato com uma editora veio em 2001, dois títulos foram lançados, mas foi só em 2010, com seu terceiro livro, “Um Momento, Uma Manhã” que ela alcançou o posto de bestseller.

Também, pudera. O livro vendeu 300 mil cópias apenas no Reino Unido e muitas mais pelo mundo contando uma história delicada e emocionante sobre três mulheres que tem seu destino interligado por uma fatalidade que acontece no trem que elas pegam todas as manhãs.

Abruptamente no trem das 7h44, a caminho do trabalho, um homem morre de um ataque cardíaco fatal. Karen (a esposa), Ana (melhor amiga de Karen), e Lou (uma desconhecida que presencia tudo), são as vítimas indiretas dessa tragédia, sendo afetadas em diferentes níveis. A forma com que vão lidar com isso também difere entre elas, mostrando que não existe jeito certo ou errado de lidar com um sentimento.

Romance pegado nas relações humanas, a narrativa alterna os pontos de vista dessas três protagonistas, dividindo a história em dias, minutos e horas. Sem cair no dramalhão e com uma maestria que impressiona, Rayner parece mesmo ter atingido seu ápice criativo em “Um Momento, Uma Manhã”. Deve ser mesmo verdade aquela crença de que para ser bom, você precisa praticar. Em seu terceiro livro, a autora finalmente se encontra e nos entrega o seu melhor. Se trata de tratado tocante sobre perda, amizade e superação, uma história delicada contada por Sarah de forma empática e inteligente.

Comparado com “Eu Amo New York”, o título de Sarah Rayner é um tanto mais profundo e maduro. Mas, de algum modo, a literatura das duas se completa. Nem tanto ao norte, nem tanto ao sul, é ótimo ter esse panorama amplo para que possamos escolher com propriedade para onde queremos navegar. Se nas ondas doces da descoberta pessoal ou nas águas profundas do redescobrimento interno.

Seja como for, uma mulher sempre poderá lhe contar essas histórias.


Livros recebidos em parceria pela Editora Fundamento. Você pode adquirir Eu Amo New York e Um Momento, Uma Manhã através do site da editora.

Desafio Literário

Tema de abril no #DLdoTigre2018: “Que meu amigo mandou ler”

É hora de colocar as amizades para trabalhar!

Olá, pessoal!

Venho trazer as indicações de leitura para o tema de abril no Desafio Literário do Tigre 2018. Para esse mês, pensei em colocarmos pra jogo aquelas dicas literárias dos nossos amigos. O que acham?

Dentro desse tema, não existe limitação quanto à gênero literário ou densidade da obra. Tudo é válido!

Para facilitar na hora de escolher qual livro ler, a dica é puxar pela memória aquelas indicações que os amigos vivem fazendo, os livros que te emprestaram para ler e as publicações em redes sociais de conhecidos contando os livros que leram e amaram.

Nas minhas dicas a seguir, trago quatro títulos que meus amigos vivem mandando eu ler — e um que eu, como sua amiga pessoal, vou mandar você ler!

Todo mundo fala de Elena Ferrante desde 2015, eu não aguento mais! E ainda não li nada dela até hoje, acreditam? Ferrante traz romances sobre e para mulheres, escritos com uma sensibilidade que tem arrastado multidões por seus lançamentos. “A Amiga Genial” é o primeiro volume da Série Napolitana da autora e, se formos começar por algum lugar, que seja daí.

Considerado a maior revelação da literatura de suspense no Brasil, Montes traz em “Jantar Secreto” a história de um grupo de amigos que organiza jantares misteriosos. Preciso ler pra ontem, muita gente já me indicou!

Esse quem recomenda sou eu! Acabei de ler e estou muito impactada. Além da história ser instigante por si só (quem não lembra da tragédia que foi o assassinato misterioso da menina Nardoni?), o livro de Pagnan é altamente viciante e de narrativa explosiva. Leia!

Amo (quase) tudo o que a Colleen Hoover faz e este, mais recente dela, todo mundo está dizendo que está lindo. O projeto gráfico é realmente uma beleza, pelo o que já pude ver. Se você gosta de histórias de amor daquelas bem sofridas, eis a dica.

Esse aqui também faz anos que me indicam. É um young adult desses bonitinhos, leves, para ler no intervalo entre uma leitura mais pesada e outra. Preciso muito ler!

E essas são as minhas dicas. Já escolheu seu livro do mês para o #DLdoTigre? Conta pra mim!


Ok. E o que eu faço agora?

Busque um livro dentro das especificações mencionadas no post ou escolha um dos indicados! Após a leitura, publique nas redes sociais com a hashtag #DLdoTigre. Boa leitura!

Descobri o #DLdoTigre2018 agora, posso participar?

Mas é LÓGICO que você pode! Nosso Desafio Literário não tem entraves. Se quiser participar, é só postar o card oficial dos temas nas suas redes, usando a hash #DLdoTigre2018, escolher um livro e você está dentro! Aqui nesse post você encontra o tal card e todas as informações de que possa precisar.


Esse post faz parte do Desafio Literário do Tigre, uma iniciativa criada por mim para ajudar você a ler mais! Acompanhe todos os posts relacionados a esse desafio pela tag. Curta a fanpage do #DLdoTigre no Facebook. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário neste post e responderei tão breve quanto possível.

Resenhas

Leia mulheres: Dawn French e Anne Holt

Imagem: Dawn French (© Rob Greig) e Anne Holt (Ole Gunnar Onsøien / NTB scanpix)

Títulos da Fundamento mostram a diversidade da literatura feminina

Ainda de carona com as postagens do Dia da Mulher, falo hoje sobre dois livros que li recentemente e mostram o quanto a literatura feminina pode ser diversa.

Tanto na comédia como no suspense policial, gêneros quase que diametralmente opostos, temos aqui bons exemplos de como a literatura feita por mulheres é forte e enriquecedora.

Para começar, temos A Maravilha das Pequenas Coisas, da britânica Dawn French.

French é uma atriz e comediante britânica famosa pelas séries de TV French & Saunders e The Vicar of Dibley. Mas é provável que você a conheça mesmo por sua participação em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, onde ela interpreta a Mulher Gorda, o retrato que guarda a entrada da Torre da Grifinória ou por As Crônicas de Narnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, onde ela fez a Sra Castor.

Com forte veia de comédia, French traz em A Maravilha das Pequenas Coisas uma história hilária, de uma família improvável e comum ao mesmo tempo.

Lançado pela Fundamento recentemente, o livro de French tem o formato inesperado de diário, onde a narrativa de uma família é contada pelo ponto de vista de três de seus membros: a filha adolescente revoltada, o filho que pensa que sabe tudo da vida e a mãe, uma mulher tentando agradar à todos.

Achei esse modo de contar a história muito curioso. Aos poucos vamos nos identificando mais com este ou aquele personagem (eu adorei o filho, um dândi moderno que se considera um Oscar Wilde incompreendido) e nos vemos inseridos na história da família.

A grande graça de A Maravilha das Pequenas Coisas acaba sendo nem tanto as boas tiradas dos personagens, principalmente da mãe, que perdida se vê em uma situação definidora e passa por ela lindamente, mas sim a doçura com que percebemos a figura da família em nossa vida.

Com a mãe, a filha e o filho, cada pequeno mundo desse universo ajuda a formar um todo que enternece quando percebemos que toda família é maluca. E, por isso mesmo, toda família é maravilhosa.

French Dawn sabe como ninguém mostrar toda essa ternura com muito humor e, por fim, nos vemos rindo de passagens do livro que lembram a nós mesmos em nossas histórias com nossos irmãos, irmãs e, principalmente, com nossas mães, que sempre fazem de tudo para nos ver felizes.

Vinda de outra formação e experiência, temos a literatura da norueguesa Anne Holt.

Já falei aqui sobre ela, quando li dois dos seus outros livros lançados pela Fundamento: Números de Azar e Demônio ou Anjo. Grande nome da literatura de suspense, Anne Holt é uma das escritoras de tramas policiais mais bem-sucedidas da Noruega e já teve seus livros editados em 25 países.

Em 1222, seu lançamento mais recente no Brasil, temos a policial Hanne (protagonista também de Números de Azar e Demônio ou Anjo, além de A Deusa Cega) novamente em ação, dessa vez em um cenário totalmente atípico: ilhada na neve a 1222 metros de altitude, após um acidente isolar todos os passageiros, incluindo ela mesma, de um trem em um hotel. Todos precisam ficar ali até que uma impiedosa nevasca chegue ao fim. E, para piorar esse cenário, um assassinato misterioso ocorre no hotel.

Hanne é impelida a resolver o caso, embora seja uma policial já aposentada. E, contra toda a sua relutância, terá que tomar alguma atitude antes que mais crimes ocorram. É interessante observar como a autora soube trabalhar bem com a questão do envelhecimento da personagem. Conhecemos Hanne como uma policial ativa e jovem, em A Deusa Cega, de 1993, e assim a vemos nos livros seguintes da autora, podendo acompanhar a evolução da personagem. Em 1222, ela já é uma senhora de idade avançada, com limitações de mobilidade, mas ainda com a conhecida perspicácia e personalidade forte que a tornaram uma policial renomada.

1222 é, quem sabe, o melhor livro de Anne Holt. A autora parece muito à vontade e totalmente em seu elemento, construindo uma trama de suspense com todos os ingredientes que esse gênero costuma ter, e nem por isso sendo previsível ou tedioso. Pelo contrário, assim como é forte a personagem Hanne, é forte a escrita de Anne, que nos entrega mais um de seus livros incríveis e densos, perfeitos para uma leitura que faz o coração acelerar e o cérebro pensar.

Entre as gargalhadas de Dawn French e os arrepios de Anne Holt, sugiro que fiquemos com as duas. São dois livros que ensinam de maneira diferentes e acrescentam demais. Recomendo fortemente a leitura de ambos!


Livros recebidos em parceria pela Editora Fundamento. Você pode adquirir A Maravilha das Pequenas Coisas e 1222 através do site da editora.

Desafio Literário

Tema de março no #DLdoTigre2018: Contos curtos!

E eu sei que contos geralmente são curtos, mas é que esses…

Para o primeiro tema a ter seus livros sugeridos, escolhi “contos curtos” por dois motivos: são rápidos de ler, no que vão te motivar ao mostrar resultado rápido; e também são uma forma de incentivar autores nacionais.

É uma tendência que vem se firmando entre os autores que estão começando e querem mostrar seu material: ao invés de se debruçar por anos em longos romances, é cada vez mais comum vermos esses escritores lançarem contos curtos, de até 100 páginas, em edições únicas em plataformas virtuais como a Amazon.

Essa é uma estratégia ótima que traz benefícios para os dois lados. O autor tem a chance de mostrar seu material, recebendo por isso e tendo a resposta do público tanto por resenhas quanto por quantidade de vendas. E o leitor tem a chance de conhecer autores novos, ao mesmo tempo em que lê uma história curtinha, fácil de digerir e rápida de ser inclusa na lista de leituras do ano.

Foi dessa maneira que conheci muitos autores novos, dos quais sou fã hoje em dia. É importante dizer que esse gênero dos “contos curtos”, por assim dizer, também tem sido onde a literatura brasileira LGBT tem florescido, com histórias de romance gay, algo não tão comum na nossa estante. Mas isso vem mudando.

Minhas sugestões são todas baseadas em livros que já li. Logo após a imagem, trago um pequeno contexto sobre cada obra e o link de compra na Amazon. Se você assina o Kindle Unlimited, a maioria desses livros são de graça, inclusos na assinatura. Se você não tem kindle, mesmo assim é possível ter o aplicativo dele e ler pelo celular — falo melhor sobre isso aqui.

Vamos às indicações? Todos os autores indicados aqui são brasileiros.

Nesse universo alternativo trazido por Clara Madrigano, Watson deixou uma filha moça que trabalha com Sherlock Holmes em um caso envolvendo a morte misteriosa de uma criança especial.

História de amor entre dois rapazes, tem uma narrativa muito interessante que revela uma surpresa no final.

Uma história de amor bonita e delicada entre duas moças. A escrita da Olívia é muito suave, quase poética.

Sempre é tempo de histórias de natal! Essa coletânea foi lançada em dezembro do ano passado e traz contos natalinos de 5 expoentes da nossa literatura jovem. Uma história mais incrível que a outra.

Primeiro livro da série As Estações, aqui temos um conto curto de natureza fantástica, mostrando um amor com ares de conto de fadas.

Como disse, são apenas sugestões. Você pode ler outro livro que não seja esse — e pode, inclusive, ler outro livro que nem seja desse tema, mas de outro que escolher no Desafio.

De qualquer forma, dentro do tema “contos curtos” o que vale para participar é ler um livro de até 200 páginas.

O que eu faço agora?

Busque um livro dentro dessas especificações ou escolha um dos indicados! Após a leitura, publique nas redes sociais com a hashtag #DLdoTigre. Boa leitura!


Esse post faz parte do Desafio Literário do Tigre, uma iniciativa criada por mim para ajudar você a ler mais! Acompanhe todos os posts relacionados a esse desafio pela tag. Curta a fanpage do #DLdoTigre no Facebook. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário neste post e responderei tão breve quanto possível.

Desafio Literário

Desafio Literário do Tigre — Edição 2018

Tudo o que você precisa saber para participar!

Entre 2013 e 2015 eu inventei um Desafio Literário no meu extinto blog “Elvis Costello Gritou Meu Nome”. Era bem legal porque era bem solto. Eu apenas criava uma lista de temas e você podia ler qual tema quisesse no mês, quantos temas por mês desse vontade, quantos livros quisesse.

Embora esse sistema “solto demais” pareça induzir ao caos, o que acontecia era justamente o contrário. Muitas pessoas (mais de mil!) participaram no decorrer dos anos e várias delas me contaram que se sentiam muito mais motivadas a ler com o meu Desafio porque essa amplitude de escolha funcionava melhor pra elas.

Veio a vida e me fez parar com essa iniciativa. O blog foi encerrado também… Mas esses dias, dando uma organizada no quartinho dos fundos do meu perfil no Facebook eu achei a fanpage do Desafio e tive vontade de retomar. Uma rápida pesquisa mostrou que ainda havia interessados, então aqui estamos.

Sei que já estamos em março, por isso a dinâmica esse ano será um tanto diferente.

A minha proposta é sugerir 10 temas para o ano, onde você pode ler um livro de cada tema por mês daqui até dezembro. Você escolhe o tema, você escolhe o livro, você escolhe quanto ler.

Mensalmente, eu trarei aqui dicas de livros para cada um dos temas. Não vai ser o “tema do mês” porque você é quem escolhe entre os dez temas, como eu disse, mas pode ser se você assim o desejar.

Para marcar as suas leituras ou resenhas (você resenha se quiser), você precisa apenas postar mensalmente sobre o assunto, mostrando a sua edição do livro ou algo do tipo, nas redes sociais com a hashtag #DLdoTigre2018.

Sem mais delongas, vamos ao card com os temas:

Logo mais eu publicarei aqui o primeiro post com dicas literárias sobre um dos temas, além de um breve contexto sobre o motivo de ele ser importante.

Os temas foram escolhidos entre os mais fáceis e alguns fora da zona de conforto. Mas, principalmente, a minha ideia é fazer com que essa lista faça você ler mais dos livros que já tem, que estão parados na fila de leitura e deixam você se sentindo frustrado achando que não lê nada. Eventualmente, teremos alguns que exijam obras mais recentes. Ainda assim, é tudo dentro desse propósito de ler mais e, ao mesmo tempo, organizar a própria fila de leitura.

Por fim, são temas que me agradam e esse foi o motivo principal de tê-los escolhido. Não porque sou egoísta ou porque acho que saiba melhor do que os outros o que deve ser lido, mas apenas porque, como alguém que lê em bastante quantidade, acredito poder indicar alguns temas e obras que ajudam a gente a se motivar e tornar a leitura um hábito possível mesmo com a correria que a nossa vida é.

Vamos começar?

Se você quer participar do #DLdoTigre2018, o que você precisa fazer agora é:

  • Postar o card com os temas em alguma das suas redes, usando a #DLdoTigre2018 e (se for o caso) marcando a fanpage no Facebook.

E depois?

  • Você já pode ir escolhendo um tema e um livro, ou pode aguardar meu post seguinte (em menos de 24 horas!) com o primeiro tema e dicas de livros.
  • Ao final da leitura, poste nas redes sociais sobre o livro que leu. Resenhando ou apenas contando um pouco sobre o que achou da leitura, sempre marcando #DLdoTigre2018 e/ou a fanpage!

E nos outros meses?

  • Seguimos assim, com você escolhendo um livro baseado em qualquer um dos temas ou seguindo o tema que eu vou escolher para o mês. E publicando sobre o livro em suas redes após a leitura, usando #DLdoTigre2018 e/ou marcando a fanpage.

Seguindo assim, de pouquinho em pouquinho, até o final do ano você terá lido pelo menos dez livros dos mais variados gêneros. Bem legal, não é?

Se você ainda tiver alguma dúvida sobre o Desafio, não deixe de me perguntar por aqui ou nas redes sociais. Me segue no Twitter e/ou no Instagram!

E boas leituras!

Resenhas

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi

Com relato tocante sobre uma infância incomum, lançamento da Editora Valentina encanta e faz pensar

Josse precisa atravessar todos os dias um quintal enorme cheio de loucos até conseguir chegar ao portão e ir para a rua, para o colégio. De alguns desses loucos, Josse tem medo. De outros, ele consegue tirar algum tipo de empatia e fazer deles amigos. Gosta de ouvir dormindo seus gritos, quando eles gritam é porque está tudo normal. Josse é só uma criança e já sabe, desde muito cedo, que loucura é um conceito relativo em um mundo confuso como o nosso.

Livros que trazem relatos de infância são o que há de mais puro na literatura. É difícil não se reconhecer nas emoções cegas que histórias como essas trazem. No caso de Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, (Editora Valentina / 2016 / 350 páginas), de Joachim Meyerhoff, mesmo sendo uma trama tão improvável, a identificação é imediata e desnorteia. Falando de um menino que mora nas dependências de um hospital psiquiátrico — o pai é diretor da instituição — Joachim acaba por falar um pouco de cada um de nós.

É um livro de memórias. Josse vai contando capítulo a capítulo os “causos” de sua infância povoada por doente mentais, cachorros que eram sua vida, uma vontade enorme de viver mergulhado nos livros e uma família atípica. Pelo pai ele nutre uma admiração desmedida, própria de criança inocente, que o blinda de ver os seus muitos defeitos. Pela mãe, uma mulher doce e com recorrentes crises nervosas, sente um medo respeitoso. E ainda têm os dois irmãos mais velhos, que tratam de acrescentar adrenalina à sua vida, com provocações e brigas.

Para além da história extraordinária, é preciso falar do projeto gráfico desenvolvido pela Editora Valentina para esse livro. Cuidadoso e atento aos detalhes, se vê que foi feito com muito carinho desde a capa (com figura central em relevo) e suas partes internas, que contam com ilustrações mencionadas na história, em uma beleza que se estende até as páginas internas do livro, com o título meio torto no topo, entregando que ali nada é como se espera.

Esse livro é daqueles raros, que você nem imagina o estrondo que vai causar no seu coração ao lê-lo pela primeira vez. Falando com melancolia e saudosismo dessas improváveis histórias de menino, Meyerhoff traz um livro incrível, de tirar o fôlego, mostrando de um jeito doce e triste como a infância é o nosso primeiro e último refúgio de ingenuidade. E que, mesmo em um mundo corrompido, nosso amor pela família e pelo o que ela representa acaba por tornar tudo grandioso e definitivo nessa fase da vida.

Resenhas

18 livros para ler em 2018

Crédito da imagem: Anthony Tran via Unsplash

Dicas e novidades de todos os gostos para incluir na sua lista

Procurando inspiração para turbinar sua lista de leitura para o ano que se inicia? Ah, que bom, porque eu trouxe aqui uma lista de livros legais para você incluir nas suas metas para 2018!

Antes de começar, já aviso que todos os livros indicados estão linkados pelo título para a Amazon. Indico que você compre por lá porque eles têm um sistema bem prático para você gerenciar suas metas de leitura. Você pode criar, em seu perfil, sua própria wishlist literária e assim ir acompanhando as oscilações do preço — aí você compra quando estiver mais em conta! Essa lista da Amazon permite, inclusive, que outras pessoas comprem para você de presente e você receba o livro em casa, de surpresa. Se por acaso você tentar comprar o livro nesse período, o site avisa que já tem um a caminho pra você e não estraga o presente.

A minha lista é essa, falando nisso. Hehehe.

Separei minhas indicações entre para se apaixonar, para desgraçar a cabeça, para ser jovem, para relaxar e para pensar. Acho que isso engloba tudo, certo?

Espero que sim. Vamos começar?

Minha vida (não tão) perfeita, de Sophie Kinsella:
Sophie Kinsella é a rainha do famigerado chick lit, a chamada “literatura de mulherzinha” que traz histórias de amor carregadas de humor e açúcar. Para quem não sabe ou não lembra, ela é a autora de “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” também. “Minha Vida (Não Tão) Perfeita” é o novo dela, que promete entregar tudo o que já conhecemos e amamos em sua obra: dramas, confusões e uma boa dose de amor. Traz a história de Cat Brenner, uma publicitária que parece ter uma vida perfeita (pelo menos é o que ela mostra no Instagram), até que uma reviravolta faz tudo mudar.

A Melhor Coisa que Nunca Aconteceu na Minha Vida, de Laura Tait e Jimmy Rice:
Este livro não é um lançamento, eu mesma o li em 2016. Mesmo assim, acho que vale a indicação, pois é fofo demais. Foi escrito por dois amigos, cada um assumindo um dos personagens principais e fala sobre uma segunda chance para o primeiro amor. Holly e Alex eram amigos na adolescência e, onze anos depois, já na casa dos trinta anos de idade, eles se reencontram por acaso. E aí, existe a chance da história de amor deles finalmente acontecer. É tudo muito bonito e divertido, principalmente na escrita do Jimmy Rice, que constrói um Alex extremamente humano e adorável.

Confesse, de Colleen Hoover:
Estou louca para ler esse livro, lançamento mais recente de Colleen Hoover, autora das séries Slammed e Hopeless. Para além da capa maravilhosa, “Confesse” é um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Tem tudo para ser incrível.

Uma História Simples, de Leila Guerriero:
Eu absolutamente recomendo para TODO MUNDO esse livro-reportagem da Leila Guerriero. Foi das coisas mais impactantes que li em 2017 e o mais louco é que é uma história real. Em janeiro de 2011, a jornalista argentina viajou até um povoado de seis mil habitantes, no interior do país, com o objetivo de contar a história de uma competição de dança típica tão secreta quanto prestigiada, realizada anualmente desde 1966: o Festival Nacional de Malambo de Laborde. Lá ela conheceu um dos competidores e ficou totalmente impactada pela trajetória e pela dança dele. Largou tudo e foi acompanhar a carreira do cara por um ano. Daí nasceu “Uma História Simples”, uma história real e cativante até a última gota sobre determinação, paixão e dança. Um dos livros mais maravilhosos que já li na vida.

Cama, de David Whitehouse:
Esse livro destruiu minha cabeça! Fala sobre um moço, Malcolm Ede, que ao completar 25 anos de idade decide simplesmente não sair nunca mais da cama, como protesto silencioso pela vida mediana que leva e a perspectiva de ter um futuro medíocre com emprego, namorada e tédio. E é isso! Aí começa o drama, da família que passa a orbitar ao redor dele, das promessas de futuro jogadas fora para as pessoas que o amam. O livro é contado pela ótica do irmão mais novo de Malcolm, que não entende como o primogênito pode ser tão egoísta — ao passo que Malcolm acha que está fazendo um verdadeiro ato heroico e político. Anos se passam e Malcolm nunca mais saiu da cama, algo agora impossível já que ele atingiu a marca de 600 quilos. A vida de Malcolm se resume a comer e dormir, a cama já faz parte do seu corpo, literamente. Sua família foi destruída por sua escolha. É grotesco e triste. E é lindo. É literatura do absurdo e choca demais.

Em Águas Sombrias, de Paula Hawkins:
Depois do sucesso estrondoso de “A Garota No Trem”, chegou outro arrasa-quarteirão de Paula Hawkins. “Em Águas Sombrias” segue a fórmula certeira de trazer como protagonistas mulheres em crise, indo ainda mais fundo dessa vez ao contar a história de um suicídio que não é o que parece, em uma trama que bota o dedo na ferida ao falar de violência sexual, relacionamentos abusivos e machismo. Na minha opinião, não é tão bom quanto “A Garota No Trem”, mas ainda assim é bom demais.

Tash e Tolstói, de Kathryn Ormsbee:
É cada vez mais coisa do passado o estigma de que literatura jovem precisa necessariamente ser algo fútil, vazio de mensagem ou conteúdo. Entretenimento pode e deve ensinar algo e, em alguns casos, aliar cultura pop com conhecimento “de gente grande” só torna tudo mais divertido. É o caso de “Tash e Tolstói”, que conta a história de uma adolescente apaixonada por livros clássicos e pelo escritor russo Liev Tolstói. Youtuber anônima, ela vê sua webserie inspirada em Anna Kariênina viralizar da noite para o dia. E agora precisa lidar com a fama súbita. O que Tolstói faria?

Ordem Vermelha: Filhos da Degradação (Vol. 1), de Felipe Castilho:
Lançamento febre da CCXP 2017, “Ordem Vermelha: Filhos da Degradação” é o mais recente e audacioso projeto de Felipe Castilho, autor que se consagrou ao renovar as figuras do folclore brasileiro de maneira jovem e inédita com a série “O Legado Folclórico”. Trazendo o gênero fantasia para um patamar nunca antes visto no Brasil, “Ordem Vermelha…” inicia a série de quatro livros que traz heróis improváveis lutando pela liberdade de um povo. Épico medieval sobre resistência e luta, Felipe coloca o Brasil no mapa dos grandes lançamentos de fantasia que tanto agradam o mercado jovem e faz literatura “pra gringo ver” e brasileiro nenhum botar defeito.

Tartarugas Até Lá Embaixo, de John Green:
Após um hiato literário de seis longos anos, John Green volta à carga com seu livro mais pessoal e emotivo. Para quem não lembra, Green, além de youtuber consagrado, é também autor do mega hit literário e cinematográfico “A Culpa é das Estrelas”. A história de “Tartarugas…” acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido — quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro — enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo. QUERO.

Quinze dias, de Vitor Martins:
Mais um brasileiro fazendo bonito. Vitor Martins é mais conhecido como youtuber e webceleb com ótimo conteúdo sobre filmes, livros e séries, daqueles que sempre arrancam um sorriso da gente quando postam novos vídeos no Youtube. Recentemente lançou seu primeiro romance, “Quinze Dias”, uma história linda e cheia de humor sobre Felipe, um menino prestes a curtir suas férias escolares na santa paz de sua casa, quando o inesperado acontece: a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. O menino entra em desespero porque Caio foi sua paixãozinha na infância e ainda hoje, já adolescente, ele não se sente lá muito seguro em lidar com isso. Versando sobre temas como bullying, aceitação e amor-próprio em um universo adolescente, o livro é um encanto, cheio de referências pop e amor.

Caleidoscópio, de Arthur Chrispin:
Nosso Rubem Fonseca carioca, Chrispin é mestre nos romances policiais. Caleidoscópio, seu mais livro mais recente, mais uma vez mergulha no mundo do crime em Terra Brasilis ao contar a história de Viviane que, ao ser assassinada, levou com ela outras três vidas. Falando sobre o mundo doloroso e amargo da vida policial, Chrispin entrega mais uma trama surpreendente e trágica, uma de suas especialidades. Ainda que de tema pesado, classifico como livro para relaxar porque livro bom relaxa.

Manual da faxineira — Contos escolhidos, de Lucia Berlin:
Comecei a ler em 2017, pretendo terminar em 2018. Esse livro é incrível, o que é esperado se formos pensar que foi escrito por uma mulher incrível. Lucia Berlin usou sua experiência pessoal e vida nada comum (aos 32 anos, já tinha passado por três casamentos, superado alcoolismo e trabalhado como faxineira, professora e enfermeira até se tornar professora universitária) para escrever esses contos que, transformados em livro, a consagraram como uma mestre do gênero, sendo comparada a Raymond Carver e Grace Paley. São história cotidianas, humanas e, por isso mesmo, tocam fundo no coração.

Eneaotil: Mãe é pra quem a gente pode contar tudo mas não conta nada, de Leonor Macedo:
Esse eu preciso ler, já me enrolei demais. São crônicas publicadas originalmente no saudoso blog “Eneaotil”, da Lele. A Leonor Macedo, para quem não conhece (sinto muito por você), foi mãe aos 19 anos e solteira. Nisso, resolveu escrever sobre as aventuras do dia a dia com o filho. Hoje o menino já está beirando os dezoito anos (meu Deus, o tempo…). O livro traz mais de 100 dessas crônicas reunidas, entre textos do blog e inéditos. São escritos que vão desde quando Lucas tinha menos de dois anos até seus 15 anos, completados em 2016. Eu sei que você vai dizer que não dá para relaxar com um livro sobre as agruras da maternidade, mas eu te digo que com esse dá sim. Porque a escrita da Lele é leve, divertida e traz uma alegria enorme. Faz bem demais lê-la.

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, de Joachim Meyerhoff: 
Comecei a ler na última semana de dezembro esse lançamento da Editora Valentina e estou absolutamente apaixonada. Sabe aqueles livros que trazem memórias de infância do personagem? Eu adoro livros assim, são tão bucólicos e poéticos. Esse em especial tem uma temática super interessante, contando a história de um menino que cresceu ao redor de uma clínica psiquiátrica, ele era filho mais novo do diretor dessa clínica, e mostra como isso afetou de maneira definitiva seu modo de ver o mundo. Afinal, quando se cresce em meio ao diferente, como saber o que é normal? Muito, muito bom!

Diários de Sylvia Plath, de Sylvia Plath:
Lançamento de final de ano, essa nova edição luxuosa da Biblioteca Azul traz os diários de uma das poetas mais aclamadas do século XX, transcritos dos manuscritos originais, além de um caderno de fotos da autora. É item de desejo mesmo. Sylvia Plath é das autoras e poetisas mais importantes da literatura e merece muito ser reverenciada e ter sua obra revivida SEMPRE com lançamentos como esse. Leitura obrigatória.

Exames de Empatia, de Leslie Jamison:
Gosta daqueles livros mais “teóricos”, com discussões filosóficas e psicológicas sobre os mais diversos assuntos? Eu também! Por isso, “Exames de Empatia” já está na minha lista. Nele Leslie Jamison realiza uma investigação poética, dolorosa e incisiva sobre violência, sexo, doença, autoestima e capacidade de expressão. Com enfoque feminista, um dos ensaios se propõe a desbancar o que se costuma estereotipar como “dor feminina”. Mal posso esperar.

O Ódio que Você Semeia, de Angie Thomas:
Livro de estreia de Angie Thomas, “O Ódio Que Você Semeia” já foi direto para a lista de bestsellers do The New York Times. Falando sobre preconceito, racismo e crimes de ódio, o romance conta a história de Starr Carter, uma menina de 16 anos que inicia uma revolução pessoal quando seu amigo de infância é morto em um confronto policia. De partir o coração e de fazer pensar.

Mindhunter: O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano, de John Douglas e Olshaker Mark:
Todo mundo viu a série da Netflix, certo? Com riqueza de detalhes, o livro mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. John Douglas trabalhou por mais de duas décadas no FBI, desde antes mesmo do termo “serial killer” existir. Assim como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes”, em sua carreira ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein. E é isso que temos nesse livro, que estou ansiosa para ler, aliás.

E essas são as minhas dicas! Gostaram? Conta aí nos comentários quais foram as suas escolhas. Que 2018 seja cheio de livros incríveis na sua vida!