Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI: Dia nada – Pra mim já deu

Não sou de encerrar projetos pela metade, mas sinceramente pra mim já deu. Não gostei dos temas e, embora acredite firmemente que é possível sim escrever sobre qualquer coisa, não vou ficar aqui gastando tutano em conteúdo que não acrescenta em nada.

Eu tenho o maior respeito pelo meu tempo e pelo meu esforço. Por extensão, também tenho respeito por vocês, três pessoas que formam minha audiência nesse blog.

Então, encerramos por aqui. E vamos focar no que interessa, escrever sobre o que realmente se tem vontade. E aprender com essa lição.

Grata.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 15: Achievements

Aos meus ouvidos caipiras, “achievements” parece nome de comida, mas na verdade é uma palavra inglesa para “realização”.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que me preocupa um pouco a quantidade de prompts desse desafio que remetem a conquistas, objetivos e realizações, como já vimos anteriormente em temas como ambition, goals e mesmo em productivity. Eu se sou uma pessoa com alguma baixa estima por não me sentir realizando coisas, ficaria ainda mais desanimada com esses temas, afinal parece até uma cobrança para que você mostre que está “dando certo” na vida. Caramba, pessoal, em quinze dias ter que escrever pelo menos três vezes sobre seus feitos é algo no mínimo estranho. Ninguém tem tanto sucesso na vida assim – e, caso tenha, não vai ser uma pessoa com um blog.

Os blogueiros são, por definição, pessoas que escrevem sobre suas frustrações, não para contar vantagem.

Tendo dito isso, eu me recuso a escrever mais um post sobre o que já fiz ou realizei esse ano ou na vida, estou simplesmente cansada dessa ostentação que só cria ansiedade e rivalidade. Desse modo, prefiro transformar esse post em um metapost, um exercício de metalinguagem onde eu fico só falando do meu texto e não desenvolvo o texto em si de fato.

Parece uma boa ideia, certo? No entanto, pensando melhor, não. É uma péssima ideia. Eu detesto metalinguagem e me sinto incomodada em produzir um conteúdo nessa vertente.

Diante dessa sinuca de bico que eu mesma me coloquei por conta dos meus ideais, encerro por aqui, de maneira inconclusiva e pouco lógica, esse texto.

Mas encerro com dignidade, provando o meu ponto.

Eu acho.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 14: Productivity

Produtividade, eis um assunto no qual me espalho.

Sou obcecada por ser produtiva. Alguma má função nos meus genes, provavelmente, vai saber, o caso é que tenho fixação por extrair cada segundo do dia em alguma atividade útil. Por conta disso, sou uma pessoa extremamente chata, que não relaxa por um minuto sequer.

O lado bom, eu nunca vou me atrasar em um compromisso com você e provavelmente vou fazer tudo por você no seu lugar, para garantir que está sendo feito.

O lado ruim, como já foi dito, eu sou um porre de pessoa.

Não vou ficar dando dica de app aqui, isso não é o Tecnoblog, mas gostaria de apontar quais são os aplicativos que hoje validam e incentivam a pessoa produtiva moderna que sou. Com a ajuda dessa tecnologia, hoje todos podem ser ansiosos digitais, como eu, ou em uma leitura mais otimista, uma pessoa produtiva e com apps. Que sou eu.

Por exemplo, eu uso o Steps, que traça uma meta diária de passos. Com isso, nenhum passo meu é em vão, tudo é produtividade. Esses dias, fui almoçar com uma amiga e nós só sabíamos muito por cima o lugar onde o restaurante ficava. Ficamos caminhando por quase horas até achar, e eu apenas sorria: isso ajudava na minha meta diária de caminhada. Um pessoa que precisa caminhar 12 mil passos por dia jamais está perdida, ela sempre está em uma missão.

Para listar todos os filmes e séries que assisto, fazendo com que mesmo um momento de lazer se transforme em uma tarefa realizada com sucesso, tenho o IMDB e o TV Time, respectivamente. Graças a esses aplicativos eu posso te dizer que hoje, no dia da graça de 15 de outubro de 2019 (escrevo atrasada, sim, mesmo uma vida controlada desanda), eu já assisti a 91 filmes no ano. Além disso, o app de séries conta que já vi mais de 4.500 episódios de série durante toda a minha vida (sim, eu cataloguei), sendo que no último mês eu assisti a 47 episódios.

Dados como esses me validam como pessoa e me acalmam. É por isso que uso também o GoodReads, onde marco todas as minhas leituras. Até o presente momento, li 47 livros em 2019, sendo que a minha meta é 52 títulos.

Para além disso, esse ano publiquei dois livros.

Por fim, gostaria de dizer que essa é a minha vida e eu não acho ela ruim. De verdade, me sinto feliz e realizada por acordar às 5am em um sábado porque preciso caminhar por 10km e ainda faxinar a casa. Ao fim de tudo, me sinto bem em ser produtiva e realizar coisas.

Nesse dia mesmo, no sábado, depois de todas as tarefas concluídas, me joguei no sofá e assisti ao delicioso filme de terror psicológico em um crescendo retumbante Clímax, do cineasta argentino (que ainda não trabalhou com o Ricardo Darín, olha que diferente?) Gaspar Noé. Foi ótimo ver um monte de gente sofrendo na tela por conta do abismo da droga, mais uma validação para mim, a pessoa certinha e careta, ansiosa digital que jamais vai se atrasar em um compromisso com você.

O que deve valer de alguma coisa.

Desnecessário dizer, mesmo assim estou dizendo, contabilizei o filme de sábado no meu aplicativo de filmes.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 13: Helping

Viver não tem sido fácil. Essa é uma lista de 10 coisas que estão ajudando:

  • A oitava temporada de The Office
  • Fazer algum tipo de exercício todo dia para bater a minha meta no app Steps
  • Acordar cedo e acreditar que estou sendo útil por isso
  • Almoçar em um restaurante vegano que é R$29 incluindo suco e sobremesa
  • Estar adiantada na minha meta de leitura do ano
  • A possibilidade de estar empregada ano que vem
  • A descoberta do pão na chapa com requeijão (não na saída) da Padaria Segredo dos Pães
  • Projetos pessoais como esse, que me dão um motivo
  • A estreia da nova temporada de The End of The F***ing World em novembro
  • A ideia que eu tive para o meu livro número 12
Resenhas

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 12: goals

Um dos meus objetivos para o ano era ler pelo menos 52 livros. Calculei que não escreveria nada para 2019 (que piada, publiquei 2 livros) e assim teria tempo de ler, em média, um livro por semana.

Chegando na reta final de 2019, vejo que consegui, de um jeito ou de outro, cumprir meu goals literário. Já li mais de 40 livros até agora, a se conferir no meu GoodReads (me adiciona lá!) e tudo se encaminha para bater essa meta e ultrapassá-la.

Tendo dito isso, fiz uma lista rápida dos 5 melhores livros que li até agora. Espero que ela seja superada até o final do ano – e, se for, volto aqui para contar.

Importante: quase todos os livros dessa reduzida lista estão de graça na Amazon. Clicando no link embutido no título de cada livro, você é redirecionado direto para a página dele na Amazon, onde pode ler mais sobre a obra e conferir opções de compra.

Os Criadores de Coincidências, por Yoav Blum

Esse é um livro bem doido e bom, sobre jovens que trabalham criando coincidências. As coisas se complicam quando o coração entra em jogo e eles começam a criar coincidências em benefício próprio para que seus relacionamentos aconteçam como eles desejam. Não se preocupe, não é nada piegas, na verdade é bem interessante e divertido. O livro tem menos de 400 páginas e você lê rapidinho, porque é bem cativante mesmo.

E Se Acontece?, por Melanie Harlow e David Romanov

Por definição, livros escritos à quatro mãos sempre me fascinam, sobretudo se não terminam com assassinato mútuo entre os escritores até o final do processo. No caso de E Se Acontece?, aparentemente deu tudo certo, os autores tem até uma seção de comentários finais contando como conseguiram unir seus cérebros para criar essa história. A história do livro, aliás, é muito boa. Não costumo ler sinopse e nem vou escrever uma aqui para você, mas resumindo bem, se trata de um caso de amor bem improvável, quente e bonitinho. A história foi escrita pela Melanie, e o David dava alguns pitacos meio de “consultoria” do meio em que a trama é inserida. O resultado é uma romcom gay nada fantasiosa e super fofa.

Favores vulgares: A história real do homem que matou Gianni Versace, por Maureen Orth

Depois de ver American Crime Story: Versace, eu fiquei um pouco desacreditada do grau de loucura das pessoas envolvidas e fui atrás de entender melhor. Isso me levou a ler o livro que inspirou a série. Embora um pouco datado em sua visão de mundo, Favores Vulgares é um importante documento de sua época, mostrando não só as motivações do homem que matou um dos maiores estilistas da história, mas também como a sociedade (e a família) o adoeceu tanto a ponto de levá-lo a cometer tal crime. Bem interessante. Falei mais sobre esse livro em uma resenha completa aqui.

Escrito em Algum Lugar, por Vitor Martins

Segundo definição própria, Vitor Martins escreve histórias de jovens gays desbravando o mundo enquanto conversam horrores. É isso o que temos nesse conto, que me pegou de jeito contanto a história de dois caras que se conhecem na fila para comprar ingresso do show de uma boy band. O que mais gosto nesse livro é a maneira como o Vitor usa uma história casual para falar sobre pertencimento e sobre como as coisas que amamos nos definem e nos ajudam a encontrar a nossa voz. Me senti extremamente validada e vista.

Variações Enigma, por André Aciman

Do mesmo autor de Me Chame Pelo Seu Nome, esse romance traz a história de um homem comum em busca do amor (como todos nós), fragmentando essa busca em várias histórias curtas que se conectam em diferentes níveis. A delicadeza e a poesia que Aciman usa como motor dessa narrativa é, para mim, o maior trunfo da trama toda. Sabe aqueles autores que conseguem enxergar e traduzir absolutamente todo o impacto sentimental de uma situação? Aciman é assim, e por isso ele é um romancista perfeito.


Por enquanto, esses são os meus favoritos do ano. Vamos ver o que esses poucos meses restantes de 2019 ainda me reservam, literariamente falando.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 11: Fear

Rapaz, se tem uma coisa que eu tenho é medo. Não na vibe Regina Duarte, é mais no sentido verdadeiro da palavra.

Desse modo, o medo é tanto que, indecisa sobre qual deles abordar aqui, resolvi fazer uma lista rápida de tudo que me causa arrepios:

  • Fantasmas
  • Móveis que estalam de noite
  • Pessoas que puxam conversa comigo por conta da minha tatuagem do Palmeiras
  • Sair de casa sem a carteira
  • Perder minha carteira
  • Me atrasar para qualquer evento ou acontecimento banal
  • Assar um bolo e ficar ruim
  • Pegar uma caneta e ela estar seca
  • Entrar em um restaurante e ser a única cliente
  • Filmes de medo
  • Séries de medo
  • Livros de medo
  • Ter um tuíte com mais de 10k RT e com isso atrair atenção indesejada
  • Precisar explicar em voz alta o teor das minhas fanfics do Messi
  • Tomar decisões
  • Olhar o meu saldo bancário
  • Cachorro
  • Andar sozinha na rua quando anoitece
  • Quando meus gatos ficam com o olhar parado e começam a miar para o nada
  • Que meus dentes caiam
  • Dormir de preto e ter pesadelos
  • Comidas apimentadas
  • Pegar uma fila enorme e ser a fila errada
  • Abrir um pacote de bolacha e ter formigas.

Eu poderia continuar eternamente, mas agora fiquei mexida por tocar em todos esses tópicos. Me retiro. Até o próximo post.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 10: Hopeful

Esperançosa? Com essa economia?

Falando sério, não dá. Até tento em alguns momentos, mas é só abrir o Twitter ou qualquer outra rede social e você é soterrado por tanta notícia ruim que é impossível manter a fé.

Tudo é ultrajante e desesperador, em níveis que são ultrapassados a cada dia. O que é terrível sob qualquer ponto de vista, deixando a gente exausto só de começar a pensar.

Mesmo aqueles recortes raros onde algo de bom acontece são capazes de trazer algum tipo de tristeza. E nem é por cinismo, o que acontece é que você vê aquilo e pensa no quanto precisa se agarrar naquela notícia para acreditar que as coisas vão ficar bem.

Eu não acho que as coisas vão ficar bem.

Uma saída possível é a negação, apagando todas as redes sociais e vivendo de literatura e séries na TV.

Tenho vontade de tentar.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 09: Past

Falar sobre o passado é complicado, o que não é doloroso per se é doloroso pela saudade. Eu tenho essa relação um tanto delicada com o que deixei para trás – algo que já comecei a tratar em terapia, não se preocupem.

Trazendo esse tema para um contexto mais ameno, vou contar uma história boa do meu passado recente. Não é nada demais, mas sempre lembro dela com um sorriso.

Foi um dia depois de alguns exames, ainda durante o tratamento de câncer. Minha amiga Carol me acompanhou ao médico e depois disso estávamos livres. Era um dia útil, meio de semana, e nós duas estávamos de folga por conta desses compromissos. Saindo do laboratório, eu não me sentia exatamente bem, mas queria estar. Vinhamos falando sobre cuidado pessoal e beleza, essas coisas mais leves, quando tivemos a ideia de cortar o cabelo.

Assim, virando uma rua e entrando em outra, passeando de carro, paramos em um salão.

Meu cabelo é bem cheio, tenho muito mesmo. Com a quimioterapia, ele vinha caindo, mas não a ponto de me deixar careca, só com algumas falhas. Explicar isso para o cabeleireiro foi tranquilo, apesar daquela costumeira comoção inicial. O meu corte não foi muito radical, só diminui um pouco o tamanho, e foi curioso ver como o caimento dele ficou melhor por conta da diminuição de volume que o tratamento causava.

Minha amiga Carol também fez um corte básico, e tudo bem. A gente não estava ali pelo chock value, era mais a coisa simbólica mesmo. Eu quero dizer, a minha vida desmoronando e eu sentada no salão cortando o cabelo com a minha melhor amiga.

Posteriormente, acho que no ano seguinte, tive uma experiência similar com outra melhor amiga, a Julie, que foi comigo cortar o cabelo do nada, nós duas saindo do salão tarde da noite com nossos novos penteados.

Olhando de fora até parece besteira, no entanto quando estamos vivendo sabemos que não é. Foi bom ter vivido esses momentos, com essas duas amigas tão importantes para mim. Serviu para me mostrar o que realmente importa.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI – Dia 08: Ambition

Toda vez que eu entro em uma livraria eu penso nisso. Se é isso o que eu realmente quero, se isso me traria a felicidade definitiva. Se um dia eu vou conseguir conquistar isso e – mais importante – se conquistando isso um dia, vai ser como eu imagino e vai me dar a satisfação que eu penso que dará.

Os meios estão mudando. Um livro físico, hoje, já é um artigo quase ultrapassado. Cresce a quantidade de pessoas que têm e-book reader, um item muito mais prático e moderno para a leitura. Ainda assim, não se pode desprezar o encanto e o alcance de um livro “de verdade”, de papel, palpável e feito para durar. Ter um livro publicado assim, por uma editora, é um sonho para mim.

Mas sonhos são diferentes de ambições. Ambição, eu penso, fala muito mais sobre desejos que você almeja e pelos quais luta de maneira prática. Nesse ponto, a conversa fica muito mais delicada. Já tentei inúmeras vezes tornar o meu sonho realidade. Conversas e tentativas diversas com as mais diversas editoras. Contratos que ficaram em aberto com pessoas que diziam que podiam me agenciar.

No fim, nunca dá em nada. Já ouvi mais “não” do que você imagina. Vai cansando. Acabo preferindo trilhar sozinha e a meu modo o meu caminho. Não é plenamente satisfatório porque não contempla tudo o que sonho. Ter meus livros publicado online e com algum sucesso não me impede de pensar “e se…?” toda vez que entro em uma livraria. O que pode ser bem frustrante.

Talvez me falte ser mais ambiciosa do que sonhadora. De qualquer modo, a minha energia é valiosa, e eu prefiro gastá-la produzindo. O que virá disso, só o tempo vai dizer.

Enquanto nada acontece, escrevo.

Brain Dump*

#THINKTOBERTHINKTATI: Dia 07: Space

Espaço???

Completando a primeira semana desse desafio de textos, percebo que desvirtuei totalmente a proposta da página que o desenvolveu. Era para ser um espaço para compartilhar pensamentos sobre saúde mental, no entanto eu só fiz dizer abobrinhas e até escrever fanfic!

E o que se pode fazer? Se eu dou um passo para frente, já é tarde demais para voltar para trás. Eu simplesmente sigo em frente, estando certa ou não!

Coisa da minha cabeça, mas quando penso em espaço eu sempre lembro do David Bowie! E nem é como se eu fosse uma profunda conhecedora da obra dele, uma fã nervosa ou algo do tipo. Simplesmente ficou na minha mente desse jeito, um tipo de associação sem sentido.

Ou quem sabe faça sentido, de algum modo.

Bom, jogando no Google eu compreendi que essa conexão provavelmente se deve por conta de Space Oddity que é, até onde entendi, (não estou sendo pedante, é que pode ser também um CD ou um livro, sei lá) uma música do David Bowie. Clicando na letra eu logo lembro que canção é essa, e então tudo faz sentido!

Indo além e procurando pelo clipe, me deparo com essa versão de 2019 para ele, o que me lembra (olha essas sinapses acontecendo!) que o Phelipe indicou mesmo esse vídeo na última edição de Um Milkshake Chamado Wanda. Por que é uma nova versão para esse clipe clássico, com algumas imagens inéditas. Quando ele disse isso no podcast eu não liguei muito, mas repare no mundo girando e me obrigando a assistir o tal clipe.

Vamos ver juntos:

Hmmm, muito bonito mesmo. Bowie era um homem tão chique, não é mesmo? Você podia colocar ele com um cumbuca de miojo, comendo em pé escorado na parede e o homem era lindo da mesma forma. Interessante.

Gente, para o próximo post eu prometo me emendar e falar a sério sobre algo.

Juro.