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#Disney101: Pocahontas e A Princesa e o Sapo

A Princesa e o Sapo (2009)

Assistindo aos filmes da Disney depois de adulta

Após um breve hiato (de mais de um mês!) retomamos nosso projeto e com força total. Foi fácil escolher o filme antigo da tarde (Pocahontas), difícil foi escolher o filme recente. Estávamos entre Enrolados e Malévola, mas querendo manter algum tipo de unidade no tema da tarde, acabamos optando por A Princesa e o Sapo, já que aparentemente (quem sou eu para opinar) Enrolados não é um filme tão empolgante assim e Malévola merece ser visto com outra combinação de filme antigo. Então, foi isso.

Pocahontas (1995)

Nunca tinha visto esse (considerem que minha experiência com Disney vai de trás para frente, começando com Frozen) e achei triste que só. Livremente inspirado em uma história real, conta a história de amor entre a índia Pocahontas e o capitão inglês John Smith, que chegou ao Novo Mundo com outros pioneiros para começar uma vida nova. O pai de Pocahontas não aprova o romance e os ingleses querem roubar o ouro dos índios. Ou seja, treta.

Na questão de honra à família e conflito entre o que a mulher quer e o que o seu pai manda, o argumento de Pocahontas se assemelha muito ao de Mulan, que foi o primeiro filme que vimos nesse projeto. Não se trata de mera coincidência, já que ambos os filmes fazem parte da segunda geração de princesas Disney, compreendida entre 1989 e 1998 e denominada como a geração de “princesas rebeldes”. Assim, vemos aqui mais uma vez uma princesa lutando contra a tradição e tendo que se rebelar contra a sua família em busca de seguir seu coração. No entanto, estamos falando de Disney, então as princesas não são assim tão vida loka: a culpa e a moral sempre pesam mais na balança e o final é trágico.

Por isso achei Pocahontas triste que só, pelo final. Soube que existe um “dois” do filme, mas já me alertaram que é muito vergonhoso, logo não buscarei por ele. Fica assim a história com um final triste mesmo. De todo modo, Pocahontas me chamou a atenção pela beleza gráfica da animação e pela beleza do rostinho da Pocahontas em si — na minha opinião, é a princesa mais bonita de todas. Este filme também se destaca por ser dos primeiros, ou o primeiro, da Disney onde os animais não falam. Quer dizer, é uma história muito séria mesmo. E triste.

A Princesa e o Sapo (2009)

Já nos primeiros minutos, A Princesa e o Sapo te arranca um sorriso do rosto e esse sorriso só vai aumentando no decorrer do filme. Trazendo uma versão moderna da história clássica do príncipe transformado em sapo, temos um um arrogante e despreocupado Príncipe Naveen tendo seu caminho cruzado com o da batalhadora e humilde garçonete Tiana. Um feitiço transforma os dois em sapos e juntos eles devem buscar uma maneira de voltar à forma humana e realizar seus sonhos.

É um filme muito bonito e divertido, com um astral ótimo. A parte musical também chama a atenção. Ambientado nos anos 20, o jazz de New Orleans é a trilha condutora desse musical que traz preciosismo em suas canções: é a primeira animação 2D da Disney desde A Bela e a Fera (1991) em que todos os atores dublam tanto os diálogos quanto seus números musicais.

Houve um cuidado também ao não se apoiar em clichês racistas ao retratar uma negra como princesa. Originalmente, o filme se chamaria “A Princesa Sapo”, algo que mudou após a Disney receber reclamações sobre o que implicava relacionar uma negra a algo “feio” ou animal. Tiana também se chamaria “Maddy” a princípio, nome que foi trocado por “Maddy” soar muito como “Mammy”, o que reforçaria a ideia de que uma negra só pode ser vista como mãe. Por último, Tina seria uma simples empregada no plot original e mudou para garçonete para fugir de estereótipos.

Os cenários, se é que podemos chamar assim, são os mais lindos possíveis, em aquarela e muitas cores. Dos dois filmes que vimos nesta tarde, este foi o que me agradou mais. Embora os dois sejam lindos e importantes a seu modo, gostei mais de A Princesa e o Sapo por ele me fazer rir e por trazer a tal magia inocente da Disney em toda a sua glória entre números musicais, personagens cativantes, feitiços e histórias de amor.


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