Dicas

10 chick lits modernas para aquecer o coração

Para quem cresceu lendo chick lit, ou livro de mulherzinha, como chamam por aí, é um pouco complicado seguir encontrando boas obras nesse gênero na vida adulta, quando nossa visão de amor muda um pouco e a gente já evoluiu tanto. Além disso, a partir das conversas que o movimento feminista ampliou no decorrer dos últimos anos, é difícil hoje ler as histórias “água com açúcar” como as que líamos dez ou quinze anos atrás e não problematizar.

A boa notícia é que, ao contrário do que se pode pensar, esse gênero não parou no tempo. É claro, ainda existe por aí muita coisa datada e de mau gosto nas prateleiras. Mas também existem muitos títulos modernos, que sabem falar de amor como hoje queremos ouvir. E ainda com aquele toque romântico que nos encantou lá no começo da nossa jornada como leitor.

A seguir, trago a minha lista de dez chick lits modernas favoritas. São histórias de amor, com romance, paixão e humor, mas sem ferir ninguém. Além do seu coração, é claro.

Importante! Clicando no título dos livros, você será direcionado para a página deles na Amazon. É possível comprar na versão física ou ebook. Comprando por esse link, você garante uma pequena comissão para mim, sem acréscimo no valor final da compra.

Lendo de cabeça para baixo, de Jo Platt

Esse livro me fez rir e chorar com a história de uma recém-divorciada que trabalha em uma loja de livros e tem um vizinho muito bonito e bonzinho. A escrita é super fluente e chique, uma coisa meio Um Lugar Chamado Notthing Hill, sabe? É daqueles livros que fazem você se sentir super refinada por estar lendo um romance de alto nível que é, no final das contas, mais uma história de amor super clichê. Porque a gente ama ser erudita, mas ama ainda mais um clichê.

Aliança de casamento, por Jasmine Guillory

Falando em clichê, esse é um clássico: eles se conhecem no elevador e o moço convida a moça para ser namorada “falsa” dele em um casamento. Ela topa, é claro. Esse é um livro especialmente interessante porque o casal é inter-racial, o que rende algum caldo. Além disso, eles moram em cidades diferentes, e amor à distância acaba sendo outro elemento importante da trama.

Minha vida (não tão) perfeita, por Sophie Kinsella

Kinsella é rainha do gênero e soube adaptar suas histórias para os dias de hoje. Prova disso é esse seu título, um dos mais recentes, que conversa bem com o que a gente vive no cotidiano. Aqui a nossa heroína finge ter uma vida perfeita nas redes sociais. Na vida real, a história é outra, e isso acaba se virando contra ela quando contratempos a obrigam a cair na real. E, claro, no meio disso, surge uma história de amor inesperada.

Uma noite com Audrey Hepburn,
por Lucy Holliday

Primeiro de uma série, esse livro traz a história de uma moça meio maluquinha que, um belo dia ao voltar para casa, se depara com Audrey Hepburn em seu sofá. Ainda sem saber se é sonho ou delírio, o fato é aceito e logo temos Hepburn ajudando a protagonista em seus casos amorosos. É hilário e muito fofo.

E se acontece?, por Melanie Harlow e David Romanov

Esse livro incrível tem todos os elementos que a gente ama em uma chick lit: casal que começa se detestando, depois ficam próximos, depois ficam juntos, uma química irresistível, cenas hilárias e outras super quentes. A diferença é que… é uma história de amor entre dois homens. Um dos melhores romances que já li, vai surpreender você também.

O ar que ele respira, por Brittainy C. Cherry

Foi lendo os famigerados romances de banca como Júlia, Bianca e Sabrina, que muitas de nós começamos a amar chick lit. Hoje esse tipo de literatura ganhou um “banho de loja” e faz bonito nas prateleiras comuns, com títulos poderosos que se tornam best sellers entregando o que a gente mais ama: romances inevitáveis, heróis irresistíveis e a Cura Através do Amor. Cherry domina essa literatura muito bem e esse é só mais um dos seus livros maravilhosos. Sério, é paixão à primeira página.

O lado feio do amor, por Colleen Hoover

Gosta daquelas histórias de amor sofridas, onde os dois no casal são problemáticos, onde o drama impera e tudo parece sem solução? Esse livro é para você. Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas, e ainda assim, é uma história incrível e impossível de parar de ler. Recomendo demais.

A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida, por Laura Tait e Jimmy Rice

Esse é daqueles romances bonitinhos onde dois jovens que já foram um casal se reencontram após anos e decidem ter uma segunda chance. É super leve e divertido. A narrativa, escrita a quatro mãos, é deliciosa.

Amor à segunda vista, por Mhairi McFarlane

Adoro esse livro, detesto essa capa, que conta muito pouco da grandeza desse romance. Também na linha “ex-casais que se reencontram”, esse ainda traz elementos que somam à discussão, como bullying, gordofobia e mais. Bem interessante, brilhantemente construído e mais, extremamente divertido e inspirador.

Beijando horrores, por Tati Lopatiuk

Gosto tanto de chick lit que já escrevi mais de dez, nos mais variados formatos. Mas essa é a minha favorita, porque é a mais recente e, também, porque foi a que mais me diverti escrevendo. E ainda me divirto muito com ela, relendo de vez em quando. É a história de uma garota um pouco atrapalhada que começa em um novo emprego se envolve em uma paixão bem improvável.

Gostou da lista? Espero que ela inspire suas próximas leituras. 🙂

Dica final: mesmo que você não tenha um Kindle é possível ler ebooks pelo app do Kindle no seu celular ou tablet ou pelo próprio site da Amazon, no seu navegador. Esse artigo aqui explica certinho, é bem simples.

Resenhas

Meu top 5 livros (de 38 lidos) até o momento em 2020!

Chegamos à metade do ano, o que em qualquer perspectiva que se olhe, já é um feito e tanto. No campo do entretenimento, os livros têm sido um bom alento, ajudando a gente a se distrair da nossa rotina enclausurada e quase sem futuro.

Para 2020, tracei duas metas literárias: não comprar livros físicos, lendo só por e-book, e ler no mínimo 60 livros no ano. Por enquanto, junho terminando, está indo tudo bem. Tenho lido prioritariamente títulos do Kindle Unlimited, serviço do qual voltei a ser assinante, e também tenho uma wishlist literária na Amazon, onde checo diariamente quais dos meus livros desejados está em oferta. Se estiver por menos de 10 reais, eu compro, e assim vou alimentando minha biblioteca virtual e tendo sempre algo diferente para ler.

Nesse ritmo, já li 38 livros esse ano, o que me coloca adiantada em minha meta. Olhando a lista dos livros lidos, percebo que li menos chick lit do que gostaria, apesar de ser meu gênero literário favorito. É que não tenho gostado de nenhuma, aí estou tentando outras paragens.

No mais, vamos de infográfico.

E agora, a parte realmente divertida: escolhi os 5 livros que mais gostei até agora em 2020. É até surreal ver esses títulos, alguns lidos antes da quarentena, e pensar que eu lia no metrô, na rua, etc. Agora todas as minhas leituras são em casa. Outro ponto é que li boas biografias, um gênero que há tempos não lia. Acho que tenho procurado histórias mais sérias, é isso.

Mas isso são questões. Vamos logo ao que interessa, os melhores do ano até agora.

Será que esses cinco se manterão no topo nos próximos meses? Honestamente, espero que não, afinal ainda quero encontrar muitos outros livros incríveis daqui até o final do ano.

De qualquer modo, segue a lista com os links do meu Top 5 na Amazon:

E você, o que tem lido nesses dias?

Resenhas

18 livros para ler em 2018

Crédito da imagem: Anthony Tran via Unsplash

Dicas e novidades de todos os gostos para incluir na sua lista

Procurando inspiração para turbinar sua lista de leitura para o ano que se inicia? Ah, que bom, porque eu trouxe aqui uma lista de livros legais para você incluir nas suas metas para 2018!

Antes de começar, já aviso que todos os livros indicados estão linkados pelo título para a Amazon. Indico que você compre por lá porque eles têm um sistema bem prático para você gerenciar suas metas de leitura. Você pode criar, em seu perfil, sua própria wishlist literária e assim ir acompanhando as oscilações do preço — aí você compra quando estiver mais em conta! Essa lista da Amazon permite, inclusive, que outras pessoas comprem para você de presente e você receba o livro em casa, de surpresa. Se por acaso você tentar comprar o livro nesse período, o site avisa que já tem um a caminho pra você e não estraga o presente.

A minha lista é essa, falando nisso. Hehehe.

Separei minhas indicações entre para se apaixonar, para desgraçar a cabeça, para ser jovem, para relaxar e para pensar. Acho que isso engloba tudo, certo?

Espero que sim. Vamos começar?

Minha vida (não tão) perfeita, de Sophie Kinsella:
Sophie Kinsella é a rainha do famigerado chick lit, a chamada “literatura de mulherzinha” que traz histórias de amor carregadas de humor e açúcar. Para quem não sabe ou não lembra, ela é a autora de “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” também. “Minha Vida (Não Tão) Perfeita” é o novo dela, que promete entregar tudo o que já conhecemos e amamos em sua obra: dramas, confusões e uma boa dose de amor. Traz a história de Cat Brenner, uma publicitária que parece ter uma vida perfeita (pelo menos é o que ela mostra no Instagram), até que uma reviravolta faz tudo mudar.

A Melhor Coisa que Nunca Aconteceu na Minha Vida, de Laura Tait e Jimmy Rice:
Este livro não é um lançamento, eu mesma o li em 2016. Mesmo assim, acho que vale a indicação, pois é fofo demais. Foi escrito por dois amigos, cada um assumindo um dos personagens principais e fala sobre uma segunda chance para o primeiro amor. Holly e Alex eram amigos na adolescência e, onze anos depois, já na casa dos trinta anos de idade, eles se reencontram por acaso. E aí, existe a chance da história de amor deles finalmente acontecer. É tudo muito bonito e divertido, principalmente na escrita do Jimmy Rice, que constrói um Alex extremamente humano e adorável.

Confesse, de Colleen Hoover:
Estou louca para ler esse livro, lançamento mais recente de Colleen Hoover, autora das séries Slammed e Hopeless. Para além da capa maravilhosa, “Confesse” é um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Tem tudo para ser incrível.

Uma História Simples, de Leila Guerriero:
Eu absolutamente recomendo para TODO MUNDO esse livro-reportagem da Leila Guerriero. Foi das coisas mais impactantes que li em 2017 e o mais louco é que é uma história real. Em janeiro de 2011, a jornalista argentina viajou até um povoado de seis mil habitantes, no interior do país, com o objetivo de contar a história de uma competição de dança típica tão secreta quanto prestigiada, realizada anualmente desde 1966: o Festival Nacional de Malambo de Laborde. Lá ela conheceu um dos competidores e ficou totalmente impactada pela trajetória e pela dança dele. Largou tudo e foi acompanhar a carreira do cara por um ano. Daí nasceu “Uma História Simples”, uma história real e cativante até a última gota sobre determinação, paixão e dança. Um dos livros mais maravilhosos que já li na vida.

Cama, de David Whitehouse:
Esse livro destruiu minha cabeça! Fala sobre um moço, Malcolm Ede, que ao completar 25 anos de idade decide simplesmente não sair nunca mais da cama, como protesto silencioso pela vida mediana que leva e a perspectiva de ter um futuro medíocre com emprego, namorada e tédio. E é isso! Aí começa o drama, da família que passa a orbitar ao redor dele, das promessas de futuro jogadas fora para as pessoas que o amam. O livro é contado pela ótica do irmão mais novo de Malcolm, que não entende como o primogênito pode ser tão egoísta — ao passo que Malcolm acha que está fazendo um verdadeiro ato heroico e político. Anos se passam e Malcolm nunca mais saiu da cama, algo agora impossível já que ele atingiu a marca de 600 quilos. A vida de Malcolm se resume a comer e dormir, a cama já faz parte do seu corpo, literamente. Sua família foi destruída por sua escolha. É grotesco e triste. E é lindo. É literatura do absurdo e choca demais.

Em Águas Sombrias, de Paula Hawkins:
Depois do sucesso estrondoso de “A Garota No Trem”, chegou outro arrasa-quarteirão de Paula Hawkins. “Em Águas Sombrias” segue a fórmula certeira de trazer como protagonistas mulheres em crise, indo ainda mais fundo dessa vez ao contar a história de um suicídio que não é o que parece, em uma trama que bota o dedo na ferida ao falar de violência sexual, relacionamentos abusivos e machismo. Na minha opinião, não é tão bom quanto “A Garota No Trem”, mas ainda assim é bom demais.

Tash e Tolstói, de Kathryn Ormsbee:
É cada vez mais coisa do passado o estigma de que literatura jovem precisa necessariamente ser algo fútil, vazio de mensagem ou conteúdo. Entretenimento pode e deve ensinar algo e, em alguns casos, aliar cultura pop com conhecimento “de gente grande” só torna tudo mais divertido. É o caso de “Tash e Tolstói”, que conta a história de uma adolescente apaixonada por livros clássicos e pelo escritor russo Liev Tolstói. Youtuber anônima, ela vê sua webserie inspirada em Anna Kariênina viralizar da noite para o dia. E agora precisa lidar com a fama súbita. O que Tolstói faria?

Ordem Vermelha: Filhos da Degradação (Vol. 1), de Felipe Castilho:
Lançamento febre da CCXP 2017, “Ordem Vermelha: Filhos da Degradação” é o mais recente e audacioso projeto de Felipe Castilho, autor que se consagrou ao renovar as figuras do folclore brasileiro de maneira jovem e inédita com a série “O Legado Folclórico”. Trazendo o gênero fantasia para um patamar nunca antes visto no Brasil, “Ordem Vermelha…” inicia a série de quatro livros que traz heróis improváveis lutando pela liberdade de um povo. Épico medieval sobre resistência e luta, Felipe coloca o Brasil no mapa dos grandes lançamentos de fantasia que tanto agradam o mercado jovem e faz literatura “pra gringo ver” e brasileiro nenhum botar defeito.

Tartarugas Até Lá Embaixo, de John Green:
Após um hiato literário de seis longos anos, John Green volta à carga com seu livro mais pessoal e emotivo. Para quem não lembra, Green, além de youtuber consagrado, é também autor do mega hit literário e cinematográfico “A Culpa é das Estrelas”. A história de “Tartarugas…” acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido — quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro — enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo. QUERO.

Quinze dias, de Vitor Martins:
Mais um brasileiro fazendo bonito. Vitor Martins é mais conhecido como youtuber e webceleb com ótimo conteúdo sobre filmes, livros e séries, daqueles que sempre arrancam um sorriso da gente quando postam novos vídeos no Youtube. Recentemente lançou seu primeiro romance, “Quinze Dias”, uma história linda e cheia de humor sobre Felipe, um menino prestes a curtir suas férias escolares na santa paz de sua casa, quando o inesperado acontece: a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. O menino entra em desespero porque Caio foi sua paixãozinha na infância e ainda hoje, já adolescente, ele não se sente lá muito seguro em lidar com isso. Versando sobre temas como bullying, aceitação e amor-próprio em um universo adolescente, o livro é um encanto, cheio de referências pop e amor.

Caleidoscópio, de Arthur Chrispin:
Nosso Rubem Fonseca carioca, Chrispin é mestre nos romances policiais. Caleidoscópio, seu mais livro mais recente, mais uma vez mergulha no mundo do crime em Terra Brasilis ao contar a história de Viviane que, ao ser assassinada, levou com ela outras três vidas. Falando sobre o mundo doloroso e amargo da vida policial, Chrispin entrega mais uma trama surpreendente e trágica, uma de suas especialidades. Ainda que de tema pesado, classifico como livro para relaxar porque livro bom relaxa.

Manual da faxineira — Contos escolhidos, de Lucia Berlin:
Comecei a ler em 2017, pretendo terminar em 2018. Esse livro é incrível, o que é esperado se formos pensar que foi escrito por uma mulher incrível. Lucia Berlin usou sua experiência pessoal e vida nada comum (aos 32 anos, já tinha passado por três casamentos, superado alcoolismo e trabalhado como faxineira, professora e enfermeira até se tornar professora universitária) para escrever esses contos que, transformados em livro, a consagraram como uma mestre do gênero, sendo comparada a Raymond Carver e Grace Paley. São história cotidianas, humanas e, por isso mesmo, tocam fundo no coração.

Eneaotil: Mãe é pra quem a gente pode contar tudo mas não conta nada, de Leonor Macedo:
Esse eu preciso ler, já me enrolei demais. São crônicas publicadas originalmente no saudoso blog “Eneaotil”, da Lele. A Leonor Macedo, para quem não conhece (sinto muito por você), foi mãe aos 19 anos e solteira. Nisso, resolveu escrever sobre as aventuras do dia a dia com o filho. Hoje o menino já está beirando os dezoito anos (meu Deus, o tempo…). O livro traz mais de 100 dessas crônicas reunidas, entre textos do blog e inéditos. São escritos que vão desde quando Lucas tinha menos de dois anos até seus 15 anos, completados em 2016. Eu sei que você vai dizer que não dá para relaxar com um livro sobre as agruras da maternidade, mas eu te digo que com esse dá sim. Porque a escrita da Lele é leve, divertida e traz uma alegria enorme. Faz bem demais lê-la.

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, de Joachim Meyerhoff: 
Comecei a ler na última semana de dezembro esse lançamento da Editora Valentina e estou absolutamente apaixonada. Sabe aqueles livros que trazem memórias de infância do personagem? Eu adoro livros assim, são tão bucólicos e poéticos. Esse em especial tem uma temática super interessante, contando a história de um menino que cresceu ao redor de uma clínica psiquiátrica, ele era filho mais novo do diretor dessa clínica, e mostra como isso afetou de maneira definitiva seu modo de ver o mundo. Afinal, quando se cresce em meio ao diferente, como saber o que é normal? Muito, muito bom!

Diários de Sylvia Plath, de Sylvia Plath:
Lançamento de final de ano, essa nova edição luxuosa da Biblioteca Azul traz os diários de uma das poetas mais aclamadas do século XX, transcritos dos manuscritos originais, além de um caderno de fotos da autora. É item de desejo mesmo. Sylvia Plath é das autoras e poetisas mais importantes da literatura e merece muito ser reverenciada e ter sua obra revivida SEMPRE com lançamentos como esse. Leitura obrigatória.

Exames de Empatia, de Leslie Jamison:
Gosta daqueles livros mais “teóricos”, com discussões filosóficas e psicológicas sobre os mais diversos assuntos? Eu também! Por isso, “Exames de Empatia” já está na minha lista. Nele Leslie Jamison realiza uma investigação poética, dolorosa e incisiva sobre violência, sexo, doença, autoestima e capacidade de expressão. Com enfoque feminista, um dos ensaios se propõe a desbancar o que se costuma estereotipar como “dor feminina”. Mal posso esperar.

O Ódio que Você Semeia, de Angie Thomas:
Livro de estreia de Angie Thomas, “O Ódio Que Você Semeia” já foi direto para a lista de bestsellers do The New York Times. Falando sobre preconceito, racismo e crimes de ódio, o romance conta a história de Starr Carter, uma menina de 16 anos que inicia uma revolução pessoal quando seu amigo de infância é morto em um confronto policia. De partir o coração e de fazer pensar.

Mindhunter: O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano, de John Douglas e Olshaker Mark:
Todo mundo viu a série da Netflix, certo? Com riqueza de detalhes, o livro mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. John Douglas trabalhou por mais de duas décadas no FBI, desde antes mesmo do termo “serial killer” existir. Assim como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes”, em sua carreira ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein. E é isso que temos nesse livro, que estou ansiosa para ler, aliás.

E essas são as minhas dicas! Gostaram? Conta aí nos comentários quais foram as suas escolhas. Que 2018 seja cheio de livros incríveis na sua vida!

Resenhas

Leituras do ano: 62 livros lidos em 2017

Veja meus favoritos e como faço para ler tanto!

Para 2016 eu tinha definido: leria 35 livros no ano. Li 32. Até que cheguei perto, não é? Mas foi mais por pura coincidência numérica, já que no decorrer daquele ano eu desencantei da leitura em muitos momentos.

Eu estava mais focadas em outras atividades, entre elas escrever meus próprios livros, o que demanda uma energia criativa que quase não deixa espaço para que você embarque com tudo em outras histórias, como deve ser com a leitura de um livro.

Para 2017, então, eu insisti na meta dos 35 livros, prometendo melhorar. Não defini nenhum aspecto prático além deste: Eu leria pelo menos um capítulo por dia.

O truque é que, quando o livro é bom, você não consegue ler só um capítulo. Como em muitas outras atividades que nos jogam no desconhecido, quando se trata de ler um livro a gente tem medo é de começar. Preguiça até, muitas vezes. Fica enrolando… Mas a partir do momento que você começa, tudo fica mais fácil.

Perto do ano acabar, o GoodReads me avisa que o desafio está terminado. Eu li 62 livros no ano. Uau!

Uma grande loucura, pois nem pensei muito nisso. Acho que tive a sorte de pegar livros bons que me empolgaram na leitura. Assim como em 2016, também estive trabalhando nos meus romances, mas de algum modo dessa vez eu consegui usar melhor minha energia para balancear minha motivação. Aprendi a listar minhas atividades e prioridades no dia (pontos para o bullet journal!) e com isso ficou mais simples ter como tarefa diária o ato de ler. Minha cabeça se programou para isso.

Relendo aqui o meu post de leituras de 2016, vejo que focar na leitura como uma atividade como outra qualquer era exatamente o meu objetivo para 2017. E não é que deu certo?

Acho que o segredo é esse. Saber dosar. Não preciso passar a tarde lendo, posso ler só umas dez páginas e ir fazer outra coisa. E também aprendi que não preciso me fechar em apenas um estilo, mesmo ele sendo meu favorito. Esse ano eu li de tudo e intercalei livros densos com romances leves, histórias curtinhas com novelas mais longas. Isso dava um alívio na leitura, instigava a curiosidade.

Acima de tudo, esse foi o ano em que aprendi que não tem demérito nenhum em considerar leitura um livro de poucas páginas. Porque eu sei o quanto custa mentalmente escrever dez páginas que sejam de uma história. Então, é livro sim.

Também larguei mão de achar que só podia ler ebook. Eu estava muito paranoica sobre “gastar com livros”, sabe? Como se livro digital fosse sempre de graça… Não é. E, às vezes, faz um bem danado se presentear com aquele livro que está todo mundo falando e você morrendo de curiosidade. Me deixei levar por uma capa bonita na livraria, um impulso de “não tô fazendo nada mesmo” e acabei tendo boas surpresas.

Em 2017 eu deixei de resenhar no Medium e passei a fazer resenhas rápidas no Facebook mesmo, em um álbum dedicado a isso. Esse foi um passo importante para agilizar e dar valor à leitura. Registrando assim com rapidez, me sentia animada ao dar aquela tarefa como feita e iniciar outra.

Essas foram atitudes que tomei para ler mais esse ano. Não que ler seja um esforço doloroso, algo que faça por obrigação. Pelo contrário, é dos meus passatempos favoritos. A questão é que somos tão instigados por tantas outras opções de atividades, o dia todo e todo dia, que acabamos deixando de lado as que já estamos acostumados. E depois, nos sentimos culpados por não estar dando tanta atenção a isso quanto deveríamos. Esse ano eu quis corrigir isso.

Acho que consegui; e com isso fui presenteada com histórias incríveis, muitas delas já eternas no meu coração. Já pensou se eu tivesse me fechado de vez para isso?

Desses 62 livros, alguns marcaram muito, alguns nem tanto, e outros mais que todos. Por isso, sem mais delongas (risos), listo aqui o já tradicional…

Prêmio Tati Lopatiuk de livros lidos em 2017

Mais impactante: Cama, de David Whitehouse
Se Não Desisti Foi Por Pouco: Alriet: Quando O Amor Acontece, de Grazi Fontes
Encantador do Início ao Fim: O ar que ele respira, de Brittainy C. Cherry
Aqueceu o Coração: Quinze dias, de Vitor Martins
Ensinou a Viver: Romancista como Vocação, de Haruki Murakami
Desgraçou Minha Cabeça: Uma História Simples, de Leila Guerriero
Me Senti Jovem: Outros Jeitos de Usar a Boca, de Rupi Kaur
Apoie seu Artista Local: Ao vivo em Goiânia: quatro contos de patroa, de Seane Melo
Mulherão da P0rra: #GIRLBOSS, de Sophia Amoruso

E por fim…

O Grande Favorito & Mais Amado de 2017:

O Lado Feio do Amor, de Colleen Hoover!

Gostaria de destacar também a série “Elementos” da Brittainy C. Cherry. Li os quatro livros da coleção esse ano, chegando a comprar o último na pré-venda (nunca tinha feito isso por autor nenhum). Ela é uma romancista maravilhosa e, além de proporcionar histórias lindas, me fez aprender muito com seus livros, como escritora.

Aqui a lista completa das minhas leituras:

As minhas resenhas (curtinhas!) para cada um desses livros está aqui nesse álbum.

Esse gráfico bonitinho que você viu é feito no GoodReads. Tendo perfil lá, você pode definir uma meta de leitura para o ano e ir acompanhando seu progresso. Em dezembro, o site te mostra o resultado final.

Se você quiser, também é possível ir lá agora e cadastrar os livros que leu esse ano: basta você lembrar quais foram e colocar como lidos em 2017. Não esqueça de fixar qual foi sua meta em “2017 Reading Challenge”, uma das opções do menu no seu perfil.

Aliás, me adiciona lá? Vamos trocar dicas de leitura!

Para 2018, pretendo firmar o compromisso de ler ao menos 65 livros. Vamos ver se consigo manter esse ritmo e aprimorá-lo um pouquinho. Quero acreditar que sim!

Resenhas

Resenhas rápidas: final de maio

“O Maravilhoso Agora” (2013)

Os cinco livros que li antes do mês terminar

Olá! Enquanto repenso este formato de post (ele ainda funciona? se não ele, como faço para “guardar” minhas impressões sobre os livros que leio?), vamos com as resenhas curtinhas dos últimos livros que li antes do mês virar.

O Maravilhoso Agora, de Tim Tharp: Esse livro me fez pensar sobre a atual moda nos romances e séries de final “sem final”, aquela coisa meio em aberto que fica nas mãos do leitor concluir o que aconteceu no fim da história. Eu não sei se gosto muito disso, ainda mais se a história como um todo não me cativa. Se nada mais der certo, ao menos preciso saber como tudo terminou, não? Não é exatamente o que acontece aqui, onde conhecemos Sutter Kelly, o adolescente mais popular do colégio, e o acompanhamos em suas desventuras amorosas e tentativas de Se Encaixar No Mundo. Achei tudo um pouco irritante (eu já não tenho mais paciência pra homem que se acha O Cara, mesmo na ficção) e o final aberto me irritou ainda mais. Tentei ver o filme e fiquei ainda mais nervosa: atores de 24 anos interpretando jovens de 17 é algo que eu só tolero em Chaves e Gossip Girl. O filme traz um final, mas não é o final que queremos. Então, para mim, foi tudo uma grande perda de tempo. O santo não bateu mesmo.

Psicose, de Robert Bloch: Se você quiser saber o que acho sobre Psicose, eu já escrevi um artigo completo sobre o livro, o filme e a série. Resumindo aqui apenas no que tange ao livro, é realmente tudo impressionante. Incrível como Bloch conseguiu contar uma história pavorosa, profunda e densa em apenas 175 páginas. Nada ali sobra, não tem nada faltando, a medida de cada palavra é exata e o peso de cada uma é calculado. A história do homem que enlouquece sob as rédeas da mãe e se torna um psicopata debaixo dos olhos de todos é uma obra-prima sem igual na literatura até hoje. Dos melhores livros que já li na vida.

Nunca Jamais, de Colleen Hoover e Tarryn Fisher: Nunca Jamais é o que eu deveria dizer para os livros da Collen Hoover, mas obviamente se tem alguém que não aprende, este alguém sou eu. Não é que o livro seja ruim, é o contrário. São muito bons. O problema é que nunca é só um, é sempre uma trilogia, uma quadrilogia, e você fica preso nisso pelo resto da vida, pois a mulher escreve mais que tuiteiro revoltado. Falando desse livro em especial, se trata da história de dois jovens que eram namorados e em um belo dia acordam sem a mais remota lembrança de como costumava ser as suas vidas. Como em uma perda de memória recente, eles não lembram quem são seus pais, onde moram e nem se ainda gostam um do outro para continuar namorando. Uma trama bastante misteriosa e contada no conta-gotas: esse livro tem 192 páginas, o seguinte tem 144 e o livro final da trilogia tem 92 páginas! Por que não fazer em um livro só? Eu devo merecer. O livro é ótimo.

Se Vivêssemos Em Um Lugar Normal, de Juan Pablo Villalobos: Olha, se você está procurando um livro para voltar a ter fé na literatura, pode apostar nesse. Conta a história de um menino vivendo a infância nos anos 80 no México, em um ambiente dominado pela pobreza e pela desesperança. E eu sei que dizendo assim parece que é super pesado e triste, mas na verdade é tudo contado em um tom melancólico de comédia que chega a comover. Curtinho, com 160 páginas, é uma leitura deliciosa e me fez rir com seu realismo beirando o fantástico e o pragmatismo que só quem veio de origem humilde é capaz de entender no que cala de mais fundo no coração.

A História do Mundo Para Quem Tem Pressa, de Emma Marriott: Bom, um dia eu reparei que não estava entendendo mais nada do mundo e resolvi buscar um livro que rapidamente me explicasse como fomos parar aqui. Sério, eu realmente fiz isso. Acabei achando esse, que explica em 200 páginas a história do mundo, não é incrível? É mesmo muito útil caso você queira refrescar a memória sobre tudo o que está acontecendo nesses últimos cinco mil anos. Você sabe, é tanta coisa rolando que a gente acaba se perdendo. Como todo livro de história, este é fascinante e chato ao mesmo tempo, então recomendo a leitura alternada com algum outro romance de sua predileção que seja realmente legal. Mas esse é legal, sim.


Todos os livros deste post foram lido via Kindle, no formato de ebook. Falta menos de dez livros para eu bater minha meta anual, que é de 35 livros por ano. Acho que vai acontecer, hein?

Até o proximo post! 🙂

Resenhas

Resenhas rápidas: livros de final de fevereiro

Bastidores de “Breaking Bad”: os atores Bryan Cranston e Aaron Paul com Vince Gillian, criador da série

Romance, produção própria, mistérios. Teve de tudo esse mês.

Esse mês eu li uns sete livros, o que considero pouco. Minha justificativa é que foquei mais na escrita do que na leitura, além de ter tido alguns problemas com o Kindle Unlimited. Com tudo solucionado, mais pro final do mês a leitura entrou nos eixos e trago agora os livros que ainda não tinha resenhado por aqui. Vamos a eles?

Eu não disse que na próxima lista de lidos já teria um livro meu?! Invisível foi lançado em versão digital no comecinho de fevereiro, embora eu na verdade tenha escrito-o ano passado. Após uma boa revisão, uma linda capa nova (obrigada, Jules & Tico), ele chegou à Amazon pronto para roubar seu coração. Ou quase isso. Se trata de uma história curtinha sobre um mochileiro que encontra o amor, e algumas dores de cabeça, ao fazer de São Paulo sua nova morada passageira. Pra ler rapidinho agora e te deixar feliz depois. Dá pra comprar aqui.

E então, sem grana para comprar um livro novo, você se pega dando uma olhada na enorme fila de espera do seu kindle e acha um pequeno tesouro. Não sei o motivo de ter demorado tanto para ler As Virgens Suicidas, mas foi bom saber que ele estava ali me esperando o tempo todo. Difícil quem não conheça o filme inspirado no livro, aquela poesia visual diáfana criada pela Sofia Copolla em 1999. O livro ecoa as lembranças que temos do filme, o tempo todo oscilando entre sombrio e etéreo ao contar a trágica e instigante história das cinco jovens irmãs que se suicidam uma após a outra sem nenhum motivo aparente. Dá para ficar bastante angustiada lendo, principalmente porque, embora não se aponte culpados, qualquer mulher que já teve 13 anos de idade é capaz de entender que o suicídio nunca é uma ideia nova. Ou absurda.

Polícia da literatura cafona, pode me prender mais uma vez. Esse livro é da mesma autora do famigerado “O Ar Que Ele Respira”, que resenhei no artigo passado e me fez cair prostrada de joelhos (drama, drama, drama) com o quão lindo pode ser um livro puramente sobre amor. Aqui em Sr. Daniels temos a história de um amor moderno meio que proibido, aluna apaixonada por professor, tudo embalado com versos de Shakespeare, algumas fatalidades dolorosas e cenas quentes de sexo. Se você gosta de ler suspirando e pensando “que homão da porra”, este livro pode ser para você.

Preciso dizer que levei um ano para terminar de ler esse livro. Ficava me demorando na leitura, sem querer que acabasse, porque amo Breaking Bad e lê-lo era assisti-la novamente com um aprofundamento arrebatador. Como o nome já entrega, Vamos Cozinhar? revive cada episódio da série em análise minuciosa, entregando detalhes de roteiro, direção, fotografia, edição e trilha sonora, além de curiosidades sobre a série, seus personagens, atores e substâncias químicas. Absolutamente tudo o que você precisa saber sobre Breaking Bad está ali, disposto em listas e tópicos objetivos cheios de amor e humor. De fã para fã. Se você gosta de Breaking Bad, precisa ler esse livro.

Fazia muito tempo que queria ler esse, Deus me ajudou e ele chegou ao Unlimited. Não achei que a história seria tão sombria quanto a capa já anuncia, mas a surpresa foi boa. Conta a história de uma adolescente que sobrevive à uma tragédia onde perdeu amigas e o namorado e com isso sua família decide pela mudança de cidade para tentar superar o trauma. O problema é que o fantasma do que viveu não abandona Mara Dyer — e desde a primeira página já ficamos sabendo que nada é muito normal na vida dela. Mistério, suspense, um tom meio sobrenatural e, quem diria, romance juvenil, dão o tom desse thriller angustiante que vai te pegar pelo colarinho de maneira certeira. O livro é a Parte 01 da trilogia Mara Dyer, o que muito me contraria pois detesto trilogias, mas não tem muito o que fazer. Depois desse começo aniquilador, vou acabar lendo a série toda.

Em tempo: à exceção de “As Virgens Suicidas” (digital emprestado por amiga) e “Vamos Cozinhar?” (físico comprado em sebo), todos os livros dessa lista foram adquiridos de maneira gratuita através do Kindle Unlimited.

Dicas

Como catalogar suas leituras?

Ler e simplesmente esquecer não é mais uma opção. Reflexo dessa urgência moderna de dar check in em toda e qualquer atividade nossa nas redes sociais, sentimos a necessidade de ter um controle dos livros lidos assim como temos das séries vistas, por exemplo, até mesmo para tornar aquela experiência mais palpável e para mostrar para os amigos e indicar aquele livro do coração.

Em uma conversa de Twitter, amigas debatiam sobre qual é o melhor aplicativo para catalogar nossas leituras. Eu só conheço (e uso) dois, o Skoob e o GoodReads. Como não coube lá o comparativo completo entre eles, resolvi trazer minhas impressões para cá. Importante dizer desde já que esse comparativo é baseado na minha experiencia pessoal e não reflete uma opinião geral, apenas a minha. Já adianto também que não acho que um seja melhor do que o outro, ambos são ótimos e servem para diferentes necessidades. A gente sabe que em se tratando de aplicativos muitas coisas contam, das importantes às supérfluas e o que acaba imperando é mesmo o gosto pessoal. Eu gosto dos dois!

Para começar, tanto Skoob quanto GoodReads tem suas versões para web e também como aplicativo — disponíveis gratuitamente para iOS e Android. O modo de logar em ambos é simplificado, você pode atrelar seu perfil à sua conta do Facebook. E, caso opte por isso, pode compartilhar tanto no Facebook quanto no Twitter suas atividades como livros lidos, abandonados ou que quer ler.

Ela é carioca. O Skoob é uma plataforma brasileira, do Rio de Janeiro, cuja missão é “socializar e incentivar o hábito da leitura”. No ar desde 2009, o site vem crescendo e trazendo cada vez mais recursos para seus usuários. Começou como uma plataforma para troca de livros usados e aos poucos o foco foi mudando para o modelo de rede social para leitores e catalogação. No Skoob você pode criar sua estante virtual e separá-la por “prateleiras” com os livros que já leu, os desejados, os que tem em casa e os que desistiu de ler, entre outras categorias. Também é possível adicionar livros não encontrados no catálogo, assim como dar nota e resenhar os livros lidos — e suas resenhas ficam disponíveis para o público, que pode votar e comentar.

Recentemente trouxeram a função de Meta de Leitura, que funciona da seguinte maneira: você lista os títulos que quer ler no ano e conforme vai lendo, vai subindo no ranking geral e dos amigos. Essa meta funciona principalmente para você que tem uma lista definida de livros para ler, já comprados ou emprestados. É uma forma de se organizar e de se incentivar para colocar os livros encostados em dia. Para além dessa lista de Metas, no final do ano o Skoob prepara uma página exclusiva para você com seus livros lidos em quantidade e qualidade e média de páginas por dia.

O grande diferencial do Skoob são seus sorteios e cortesias de livros, resultados de suas muitas parcerias com editoras. São muitos sorteios mensais. Para participar, basta acessar a página de cortesia, clicar nos livros cujos sorteios deseja participar e você já está concorrendo.

A função de rede social bomba por aqui. As pessoas podem te pedir em amizade, deixar recados no seu mural, votar nas suas atividades e um feed na página de home te mostra o que os amigos andam fazendo. Também existem os grupos de debate, que funcionam mais ou menos como as saudosas comunidades de Orkut e trazem temas tão amplos como “Ficção Científica” quanto curiosos como “O cinema estragou o livro!”.

Contras? Múltiplos banners de publicidade que poluem um pouco a página e uma certa instabilidade do aplicativo se você acessa pelo iPhone.

Skoob: web | Android | iOS | Me adiciona!

Pra gringo ver. O Goodreads é uma plataforma americana criada em 2007 e comprada pela Amazon em 2013, quando as coisas realmente começaram a acontecer. Seu mote é “Encontre seu próximo livro favorito” e sua missão é “ajudar as pessoas a encontrar e compartilhar os livros que elas amam”.

Todo em inglês, segue o modelo básico de estantes virtuais onde você cataloga suas leituras e lista seus livros desejados. No entanto, se você usar só a parte de catalogação vai perder muito: o lado “rede social” é o que realmente se destaca nessa plataforma. Você pode, sim, avaliar e resenhar livros, mas o que chama mesmo a atenção é ver o que seus amigos e autores estão lendo, participar de fóruns e grupos incríveis sobre uma ampla variedade de temas e ter contato direto com autores. Atenção para a seção “Ask the Author”, onde você tem uma grande lista de escritores para os quais pode mandar perguntas. Para você que é leitor e também autor, é fácil vincular seu perfil “normal” com o de escritor com suas obras — mais uma forma de aproximar o autor de seu público.

Contando com um motor potente como a Amazon, o GR tem hoje mais de 55 milhões de usuários que fomentam discussões e ajudam a ampliar o catálogo de livros (você pode adicionar os que não encontrar), o que torna a plataforma das mais completas e vivas. Navegando pelo menu “Community” você encontra questionários e trívias, cotações, listas de livros por gênero, quotes e dicas de eventos. No menu “Browse” você encontra artigos sobre o mundo literário, notícias, entrevistas e recomendações de lançamentos. Você também pode escolher receber por e-mail boletins regulares sobre livros novos, sugestões, entrevistas com autores e até poesias.

É realmente um mergulho no universo da literatura. Como ferramenta respeitada que é, o Goodreads também tem seus próprios prêmios literários e anualmente escolhe os melhores livros do ano através da votação popular do “Goodreads Choice Awards”. A premiação é separada por gênero literário, veja os vencedores do ano passado aqui.

Das minhas seções favoritas, o Desafio Literário deles é baseado em números: você define em janeiro quantos livros quer ler no ano e em dezembro recebe seu resumo em um gráfico caprichado e bastante detalhado.

Contras? O fato de ser todo em inglês pode tornar a experiência um pouco limitadora se você não domina o idioma. Além disso, não é tão fácil achar alguns títulos em português — é preciso estar atento para cadastrar a versão correta do livro na sua estante e não a edição em inglês.

Goodreads: web | Android | iOS | Me adiciona!

Resenhas

Resenhas rápidas: leituras do início de Fevereiro

Foto: Blog Palavras Radioativas

Mais seis livros para contar

Seguindo aquele formatinho de sempre que inventei aqui pro blog, vou fazer resenhas curtinhas para os livros que li recentemente. Estes foram lidos entre o final de janeiro e o comecinho de fevereiro. Seis livros em menos de um mês parece muito, mas não se assuste: metade deles são daqueles que você lê em um dia apenas. Vamos lá?

César Greco é o fotógrafo oficial do Palmeiras e nesse livro documenta em fotos a trajetória do time na Copa do Brasil 2012, a qual foi campeão. É daquelas edições bonitonas, com imagens de encher os olhos, típico livro de mesa (Olá, Kramer!). Tenho o livro em casa desde o ano passado e um dia em casa, meio à toa, resolvi tirar da fila de leitura. As fotos são mesmo lindas e passam a emoção do que foi a conquista do título. Para quem quiser ir além no trabalho do Greco, sem clubismo, o Instagram do fotógrafo é recheado de fotos incríveis — e dos mais lindos desse nicho de perfis de esporte.

Palahniuk é aquele escritor sem defeitos, não tem muito o que dizer. Fazia tempo que não lia nada dele, até descobrir que está com vários livros no Kindle Unlimited. Este aqui, ótimo como tudo o que ele toca, conta a história de um fanático religioso que sequestra um avião para se suicidar em pleno ar. Única coisa que me incomoda, parece que todo livro do Chuck Palahniuk precisa obrigatoriamente ter uma Marla Singer, a mulher louca e intensa, misteriosa e apaixonante em sua singularidade. Em Sobrevivente, ela atende pelo nome de Fertility Holly e é quem vai guiando o protagonista, Tender Branson, até o ato final: a morte de maneira trágica e espetacular, a redenção que nenhuma religião foi capaz de lhe entregar, por mais que se esforçasse. Nota “dez de dez”, como de costume.

Como eu amo ser cafona! Sério, olha essa capa. Olha esse título. E o conteúdo em si não fica longe. Tô de olho nesse livro desde o ano passado, porém meu guilty pleasure não me permite gastar mais de vinte reais em livros que eu sei que são apenas bobagens românticas. No entanto, esse mês O Ar Que Ele Respira entrou em promoção na Amazon por incríveis DOIS REAIS e não pude resistir. O livro é tão lindo (e quente) que dói. Conta a história de duas pessoas que passaram por tragédias pessoais em seu passado e acabam se encontrando ao tentar reconstruir a vida. Eles se atraem, se apaixonam, mas é tanto trauma que fica difícil estabelecer uma relação. Eles precisam lutar por esse amor. Eles sofrem. Eles fazem sexo sem parar. É bom demais. Como eu amo ser cafona, eu ainda vou acabar lendo tudo dessa autora (os livros dela dessa coleção ainda estão para chegar ao Brasil, O Ar… é o primeiro). Recomendo demais se você gosta de um romance açucarado e não tem medo de ser feliz.

Aí você fala “Mais um romance açucarado, Tati, você não tem vergonha?”, porque, né, olha esse título e essa capa. No entanto, te digo que aqui eu fui extremamente culta e refinada. E me dei muito bem. Quer Casar Comigo? é um clássico da literatura americana, relançado no Brasil recentemente pela Biblioteca Azul e inacreditavelmente disponível via Kindle Unlimited. Conta a história de um casal de amantes que precisa resolver se vai ficar junto e abrir mão de seus casamentos ou se coloca fim no caso secreto deles. Mais do que uma história de amor, é quase um tratado sobre o modo de vida da classe média americana, com seus sonhos e conflitos, hipocrisias e falta de ambição. A escrita de Updike é qualquer coisa de sublime, tudo corre em um ritmo diferente enquanto a história é contada, de uma maneira muito apaixonante. Dos melhores livros que li esse ano, quiçá na vida.

Esse livro me surpreendeu positivamente, achei que seria só uma coletânea de textos de blog (o autor é blogueiro), mas vi aqui uma história coesa e interessante sendo contada de um modo muito bonito. Enrique Coimbra, em uma escrita meio ficção, meio fatos reais, conta uma história de amor improvável e dolorosa entre um menino hétero e um menino gay, sob a ótica do menino gay (o próprio Enrique, no caso). Livro curtinho, menos de cem páginas, que você praticamente engole de tão bem escrito e tão instigante. Li em quarenta minutos, antes de dormir.

Antes de tudo, dá uma olhada com mais atenção nessa capa MARAVILHOSA. Achei esse livro nem sei como, nas minhas andanças pela seção de livros gratuitos da Amazon. Uma história bem curtinha, nem cem páginas também, mas bem legal. É sobre uma mulher que teve um caso de amor sobrenatural — dizer mais do que isso seria entregar demais. Costumo ser meio reticente com literatura fantástica, mas essa aqui me conquistou. Único ponto negativo foi que o subtitulo dá a entender que se trata de uma saga, no entanto não achei nenhum outro livro da autora disponível.

E é isso! Uma novidade feliz (para mim, ao menos) é que no próximo post de resenhas já teremos um livro meu entre os lidos do mês. Aguardem! ❤

Dicas

Dez curiosidades da vida dos grandes autores

Sem querer ser a leva-e-traz do mundinho literário, mas você soube da última? Resolvi tirar a poeira dos babados mais antigos que acercam os nossos heróis dos livros e trazer para você uma listinha básica deles. Aproveite!

  • J. D. Salinger perdeu uma namorada para Charles Chaplin

O autor de “Apanhador no Campo de Centeio” sempre prezou por levar uma vida discreta, mas alguns escândalos sempre conseguem escapar mesmo quando você é o mais discreto dos romancistas. Quando tinha 20 e poucos anos, Salinger sofreu de amor ao namorar Oona O’ Neil e ser trocado por Chaplin alguns meses depois. O ator era 36 anos mais velho que Oona e a “roubou” de Salinger, deixando o autor furioso. Salinger mostrou que não sabia perder ao escrever uma carta raivosa e completamente desrespeitosa para Chaplin, explicitando em detalhes sórdidos como ele imaginava que seria a vida sexual de Chaplin e Oona — baseado no que ele conhecia dela. Que babaca.

  • Jack Kerouac era um andarilho mesmo

Durante a época em que morou em Northport, Long Island, o autor de “On The Road” era sempre visto perambulando pela cidade descalço, bêbado e puxando um carrinho de mão. Alcoólatra a vida toda, sua única companhia nessa vida andarilha era um vinho barato chamado Thunderbird, que era também a sua bebida favorita.

  • Virgínia Woolf levou um tapa de Rodin, o escultor

Só de imaginar que Woolf e Rodin estiveram juntos no mesmo lugar já é um choque, mas a coisa não para por aí. Quando menina, muito antes de escrever o clássico “Ao Farol”, Woolf visitou o estúdio do escultor francês junto com algumas amigas. Explicitamente instruída a não mexer nas peças inacabadas que Rodin mantinha ocultas enroladas em faixas, ela fez o quê? Exatamente, foi lá e desenrolou uma das esculturas proibidas. Surgindo do nada como um bombeiro vendo o circo pegar fogo, Rodin avançou para Woolf e lhe deu sonoro tapa no rosto na frente de todo mundo. Ah, se já existisse Facebook naquela época, imagina o textão…

  • Arthur Conan Doyle acreditava em fadas

Eis um mistério que nem Sherlock Holmes seria capaz de resolver: como seu criador podia ser tão ingênuo? Quem sabe a fase literária mais infame de Doyle, em 1920 ele publicou “The Coming of The Fairies”, uma acalorada defesa de duas adolescentes inglesas que afirmavam ser amigas de um grupo de fadas minúsculas e aladas. As fotos das meninas brincando com os supostos seres místicos eram claramente forjadas -e, mais tarde, expostas como falsas-, mas Doyle não se privou jamais do seu direito de ser trouxa. Por toda a década de 20 ele continuou a proclamar a existência real de fadas em artigos e palestras — a despeito de absolutamente ninguém o levar a sério.

  • Edgard Allan Poe foi educado em um cemitério

Isso com certeza explica muita coisa. Quando estudou em um internato na Inglaterra, a classe de Poe era ao lado de um cemitério e acabou sendo seu maior campo de estudo. Mesquinho para comprar livros didáticos, o professor do futuro poeta e romancista levava seus alunos para aulas práticas no meio das tumbas e jazigos. Segundo se conta, cada criança escolhia um túmulo como “seu” e aprendia subtração ao descobrir a idade do morto diminuindo o ano de nascimento do ano da morte dele. A ginástica ficava por conta da pá de madeira que cada aluno ganhava já no primeiro dia de aula — quando um novo defunto chegava, os meninos ajudavam a escavar a cova e já garantiam o esforço físico do dia.

  • Charles Dickens era superticioso pra caramba

O que “Grandes Esperanças” tem de lindo, seu autor tinha de esquisito. Tocava em tudo três vezes para “não dar azar”, considerava sexta-feira seu “dia de sorte” e sempre saia da cidade quando o último fascículo dos seus romances era publicado no jornal. Mas a mania mais maluca era mesmo acreditar que o alinhamento dos campos magnéticos do planeta (?) ajudava a promover a criatividade (??) — o que ele garantia ao fazer a sua parte e sempre dormir com a cabeça virada para o Pólo Norte. É. Vai entender…

  • A vida sexual de Liev Tolstói era um livro aberto (mesmo)

Pelo jeito tínhamos aqui alguém que gostava bastante de se gabar… Na noite de núpcias, o escritor russo compartilhou sua extensa história sexual com a esposa Sophia, de apenas 18 anos, encorajando-a a ler todos os seus diários pessoais antes de irem para a cama. Eles tiveram 13 filhos.

  • Lewis Carroll inventou a lombada

Não aquela das ruas, mas a dos livros. Entre seus vários inventos, foi o autor de “Alice No País das Maravilhas” que teve a ideia de imprimir o título do livro na lombada da capa protetora, para que o se pudesse ser facilmente encontrado na estante. Ah, Carroll também inventou um modelo próprio de triciclo.

  • Mark Twain era uma chaminé ambulante

Só de ficar do lado do autor de “As aventuras de Tom Sawyer” você já podia ter um ataque de tosse. O romancista fumava desde os oito anos de idade, com uma incrível marca de entre 20 e 40 charutos por dia. E foi neste ritmo até o dia da sua morte. Apesar de poder se dizer um especialista no pigas, Twain não era um purista do fumo: preferia as marcas de charuto mais baratas e vagabundas que podia encontrar.

  • Oscar Wilde se vestia de menina

Acontece que o sonho da mãe de Wilde era ter uma menina. Ao dar à luz ao pequenino futuro autor de “O Retrato de Dorian Gray”, a progenitora não se fez de rogada: vestiu Wilde com vestidos, saias, laços e fitas durante toda a infância do menino. Não venha concluir apressadamente que isso tem alguma ligação com homossexualidade, hein? Ernest Hemingway, por exemplo, passou pela mesma situação na infância — e isso sim pode explicar um pouco do seu machismo extremo na vida adulta: supercompensação, será?

Fonte: A Vida Secreta dos Grandes Autores, de Robert Schnakenberg.

Resenhas

As primeiras leituras do ano

Paulo Leminski — Foto: Divulgação

Resenhas rápidas dos livros que li nesse comecinho de janeiro

Não sei como surgiu esse número cabalístico (de tanto ler Nick Hornby, quem sabe), mas decidi que a cada cinco livros lidos, faria um post aqui com resenhas rápidas sobre eles. Para meu mais completo espanto, cheguei rápido aos meus primeiros cinco livros lidos de 2017, então estou cumprindo o prometido e trazendo minhas impressões sobre as primeiras histórias do ano.

Esse livro é um apanhadão de todos os livros já publicados do Leminski e mais alguns conteúdos novos. Mesmo para quem já leu tudo dele (como eu), vale a leitura, pois condensada assim sua obra parece fazer ainda mais sentido e ser ainda mais forte. Eu tinha começado a lê-lo no finalzinho de dezembro e foi o primeiro livro que terminei em 2017. Leminski foi um poeta inovador e multi-facetado, sua obra mesmo nos dias atuais ainda é incrivelmente tocante e sem igual por aí. Um dos meus poetas favoritos.

Livro muito curtinho (49 páginas!) que eu achei por acaso no Kindle Unlimited e me interessei pela história porque se parece com a que estou escrevendo(!). Li em uma tarde e adorei, embora ache que o autor poderia ter desenvolvido mais para não deixar a gente tão no gostinho de quero mais. É uma história de amor bonitinha, com personagens cativantes, em um livro extremamente simples e direto.

Quando baixei esse livro no Kindle Unlimited, e eu nem lembro o que me levou a baixá-lo, eu juro que não imaginava que seria arrebatada por uma paixão tão avassaladora. Estou sendo deliberadamente piegas pois o tema permite, esse livro permite. Com poucas páginas de leitura já fiquei absolutamente apaixonada por essa história e pela escrita da Collen Hoover, a ponto de comprar todos os outros livros dela e ficar procurando notícias da produção do filme de O Lado Feio do Amor (dizem que sai em 2018). A história começa simples, mas engrena de plot twist em plot twist e você se envolve totalmente. Fala de uma moça que muda de cidade para morar com o irmão e poder trabalhar e estudar. No dia da mudança, o irmão fora à trabalho, ela dá de cara com um cara bêbado dormindo na porta do apartamento deles. Eles discutem horrores e ela ainda tem que cuidar dele naquela noite, pois descobre que esse cara bêbado vida loka é o melhor amigo do irmão dela e será presença constante em sua vida agora. E aí as coisas começam a acontecer. Eu amei tudo nesse livro. O amor cafona, a mocinha bad ass, o mocinho que é a bruta flor do romantismo. E fiquei feliz, muito feliz, de ter achado tão rápido o meu livro favorito de 2017.

Quis ler esse assim que foi lançado e só agora arrisquei. Achei a capa lindinha e a premissa parecia boa, no entanto me decepcionou. Não que seja um livro ruim, mas para mim não bateu. Conta a história de um adolescente armênio que se apaixona por um bad boy skatista da turma dele. Até aí tudo bem, o que realmente incomoda aqui é que parece que o autor usou o livro apenas como desculpa para falar da cultura de seu país, jogando com isso como se fosse uma barreira para a história de amor do livro, o que acaba se mostrando claramente que não é. Narrado na primeira pessoa, o menino só faz enfatizar tudo o que existe nos costumes e culinária do seu povo, no quanto são diferentes e no tanto que sofrem preconceito até hoje. Até receita de prato típico tem no final do livro. Achei um pouco forçado, embora a história em si, isoladamente, seja bem fofa.

CHEGOU A VICIADA EM COLLEN HOOVER (carinhosamente chamada de CoHo nos fóruns de literatura, já aprendi)! Foi o livro de estréia dela (O Lado Feio do Amor é o oitavo), então o estilo ainda está se desenvolvendo, mas a escrita apaixonada que lhe é característica já está ali. Esse é o primeiro volume de uma trilogia que aqui começa a contar a história de Lake, uma adolescente que descobre o amor em meio a um mar de tragédias pessoais. O que eu chorei no busão lendo esse livro não foi pouco e em dois dias já tinha lido tudo. Vale pelas lágrimas, pelas lições de vida que absorvemos através dos personagens principais, pela fofura dos personagens mirins e por nos ensinar o que é slam, um tipo de competição de poesia que já chegou até no Brasil. Maravilhoso.

E é isso. Se for nesse ritmo, consigo bater fácil minha meta de leitura de 2017. Fixei o desafio em 35 livros para esse ano. E vocês, como estão as leituras nesse comecinho de janeiro?