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10 chick lits modernas para aquecer o coração

Para quem cresceu lendo chick lit, ou livro de mulherzinha, como chamam por aí, é um pouco complicado seguir encontrando boas obras nesse gênero na vida adulta, quando nossa visão de amor muda um pouco e a gente já evoluiu tanto. Além disso, a partir das conversas que o movimento feminista ampliou no decorrer dos últimos anos, é difícil hoje ler as histórias “água com açúcar” como as que líamos dez ou quinze anos atrás e não problematizar.

A boa notícia é que, ao contrário do que se pode pensar, esse gênero não parou no tempo. É claro, ainda existe por aí muita coisa datada e de mau gosto nas prateleiras. Mas também existem muitos títulos modernos, que sabem falar de amor como hoje queremos ouvir. E ainda com aquele toque romântico que nos encantou lá no começo da nossa jornada como leitor.

A seguir, trago a minha lista de dez chick lits modernas favoritas. São histórias de amor, com romance, paixão e humor, mas sem ferir ninguém. Além do seu coração, é claro.

Importante! Clicando no título dos livros, você será direcionado para a página deles na Amazon. É possível comprar na versão física ou ebook. Comprando por esse link, você garante uma pequena comissão para mim, sem acréscimo no valor final da compra.

Lendo de cabeça para baixo, de Jo Platt

Esse livro me fez rir e chorar com a história de uma recém-divorciada que trabalha em uma loja de livros e tem um vizinho muito bonito e bonzinho. A escrita é super fluente e chique, uma coisa meio Um Lugar Chamado Notthing Hill, sabe? É daqueles livros que fazem você se sentir super refinada por estar lendo um romance de alto nível que é, no final das contas, mais uma história de amor super clichê. Porque a gente ama ser erudita, mas ama ainda mais um clichê.

Aliança de casamento, por Jasmine Guillory

Falando em clichê, esse é um clássico: eles se conhecem no elevador e o moço convida a moça para ser namorada “falsa” dele em um casamento. Ela topa, é claro. Esse é um livro especialmente interessante porque o casal é inter-racial, o que rende algum caldo. Além disso, eles moram em cidades diferentes, e amor à distância acaba sendo outro elemento importante da trama.

Minha vida (não tão) perfeita, por Sophie Kinsella

Kinsella é rainha do gênero e soube adaptar suas histórias para os dias de hoje. Prova disso é esse seu título, um dos mais recentes, que conversa bem com o que a gente vive no cotidiano. Aqui a nossa heroína finge ter uma vida perfeita nas redes sociais. Na vida real, a história é outra, e isso acaba se virando contra ela quando contratempos a obrigam a cair na real. E, claro, no meio disso, surge uma história de amor inesperada.

Uma noite com Audrey Hepburn,
por Lucy Holliday

Primeiro de uma série, esse livro traz a história de uma moça meio maluquinha que, um belo dia ao voltar para casa, se depara com Audrey Hepburn em seu sofá. Ainda sem saber se é sonho ou delírio, o fato é aceito e logo temos Hepburn ajudando a protagonista em seus casos amorosos. É hilário e muito fofo.

E se acontece?, por Melanie Harlow e David Romanov

Esse livro incrível tem todos os elementos que a gente ama em uma chick lit: casal que começa se detestando, depois ficam próximos, depois ficam juntos, uma química irresistível, cenas hilárias e outras super quentes. A diferença é que… é uma história de amor entre dois homens. Um dos melhores romances que já li, vai surpreender você também.

O ar que ele respira, por Brittainy C. Cherry

Foi lendo os famigerados romances de banca como Júlia, Bianca e Sabrina, que muitas de nós começamos a amar chick lit. Hoje esse tipo de literatura ganhou um “banho de loja” e faz bonito nas prateleiras comuns, com títulos poderosos que se tornam best sellers entregando o que a gente mais ama: romances inevitáveis, heróis irresistíveis e a Cura Através do Amor. Cherry domina essa literatura muito bem e esse é só mais um dos seus livros maravilhosos. Sério, é paixão à primeira página.

O lado feio do amor, por Colleen Hoover

Gosta daquelas histórias de amor sofridas, onde os dois no casal são problemáticos, onde o drama impera e tudo parece sem solução? Esse livro é para você. Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas, e ainda assim, é uma história incrível e impossível de parar de ler. Recomendo demais.

A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida, por Laura Tait e Jimmy Rice

Esse é daqueles romances bonitinhos onde dois jovens que já foram um casal se reencontram após anos e decidem ter uma segunda chance. É super leve e divertido. A narrativa, escrita a quatro mãos, é deliciosa.

Amor à segunda vista, por Mhairi McFarlane

Adoro esse livro, detesto essa capa, que conta muito pouco da grandeza desse romance. Também na linha “ex-casais que se reencontram”, esse ainda traz elementos que somam à discussão, como bullying, gordofobia e mais. Bem interessante, brilhantemente construído e mais, extremamente divertido e inspirador.

Beijando horrores, por Tati Lopatiuk

Gosto tanto de chick lit que já escrevi mais de dez, nos mais variados formatos. Mas essa é a minha favorita, porque é a mais recente e, também, porque foi a que mais me diverti escrevendo. E ainda me divirto muito com ela, relendo de vez em quando. É a história de uma garota um pouco atrapalhada que começa em um novo emprego se envolve em uma paixão bem improvável.

Gostou da lista? Espero que ela inspire suas próximas leituras. 🙂

Dica final: mesmo que você não tenha um Kindle é possível ler ebooks pelo app do Kindle no seu celular ou tablet ou pelo próprio site da Amazon, no seu navegador. Esse artigo aqui explica certinho, é bem simples.

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Dica: minhas papelarias favoritas

Imagem: Death to Stock

Mais ou menos quase tudo que uso no meu bullet journal

Este momento chegou: senti a necessidade de fazer um post sobre as minhas papelarias favoritas. Colocando em lista, vi que não são tantas, mas são poucas e boas.

Gosto muito de andar pela Liberdade e ver as novidades, no entanto a verdade é que só compro mesmo em duas lojas (as duas primeiras listadas aqui). Todo o resto do meu consumo de papelaria é online mesmo. Aqui, as minhas favoritas tanto físicas quanto virtuais:

Fancy Goods — www.fancygoods.com.br

A Fancy Goods é daquelas lojas de presentes, com foco em papelaria também. Os adesivos e washitapes dela são os meus favoritos, eu juro que me falta ar quando eu entro lá. Toda a loja é muito fofa e as atendentes são muito simpáticas. Eles vendem online e entregam para todo o Brasil, mas se você tiver a oportunidade, sugiro que dê uma passada na loja para visitá-los. É tudo lindo demais. Fica na R. Galvão Bueno, 224.

Haikai Papelaria

A primeira coisa sobre a Haikai Papelaria é que você se sente muito espiã descobrindo a loja. Ela fica no subsolo do Shopping Trade Center, você desce uma escadinha sinistra e vai reto até o final do corredor para achá-la. Chegando lá, o paraíso! A loja é pequeninha e lotada de artigos de papelaria e material artístico. Eles têm um foco bem forte em canetas e canetinhas especiais, então lá eu gosto de comprar as minhas canetas Stabilo (não sei mais escrever com outras) e também ver o que tem de novidade nos adesivos. Você também encontra papel de origami de todo tipo (eu uso pra fazer fundo em algumas “artes” minhas no bujo). A Haikai é da mesma família da Fancy Goods, então pode esperar o mesmo atendimento simpático e fofo. Fica na Galvão Bueno, 17 e tem que descer as escadas, como disse. Eles não vendem online.

Clubinho do papel — http://clubinhodopapel.com.br/

O Clubinho do Papel não é exatamente uma loja, é um kit de assinatura mensal de itens de papelaria! Tá começando agora e, por isso, os kits estão super concorridos. São duas opções de kit (básico ou completo) que você pode escolher e receber em casa, custando no máximo 25 reais com frete já incluso. Os itens dos kits são surpresa, mas você já tem uma ideia da quantidade do que virá no seu pacotinho pelo descritivo presente no site. É muito legal porque é um jeito bem acessível (e divertido) de experimentar produtos novos na papelaria. O de novembro já foi, em 05 de dezembro abrem as vendas para o próximo kit do mês.

La Papeterie — http://www.lapapeterie.com.br/

Descobri a La Papeterie por sugestão do Instagram e fiquei transtornada. É tudo lindo demais no site deles, chega a ser ofensivo. Fiz um pedido de quase cem reais já na primeira compra (hihihihi) de tão apaixonada que fiquei. Quando recebi o pacote, o amor só aumentou: a qualidade dos produtos é de cair o queixo e o cuidado na embalagem é tudo na vida. Vem tudo embaladinho com folha de seda, vem perfumadinho, vem com bilhetinho… Sério, transborda amor. Deles eu comprei umas washitapes lindas, lindas, que não achei na Liberdade em lugar nenhum. Foi também o único lugar onde achei aquelas washi com dias da semana, sabe? Recomendo demais.

Estúdio Agridoce — https://www.elo7.com.br/estudioagridoce/loja

Essa também foi descoberta por sugestão do Instagram! A Estúdio Agridoce Papelaria tem uma pegada bem “compre de quem faz”, ela é hospedada no Elo 7 e os produtos são bem baratinhos. Foi das primeiras compras online de papelaria que fiz e gostei bastante. Com eles eu comprei adesivos, procure pelo álbum “Pra Quem Ama Papelaria” e vá à loucura.

Aff The Hype — https://affthehype.com/

Vamos falar de caderninhos? Mais uma sugestão do Instagram, veja como eu sou influenciável. A Aff The Hype tem poucos modelos, mas são tão lindos e especiais que vale a indicação. Eles são produzidos à mão, com todo o cuidado, e o pedido vem com cartinha e dedicatória, com todo o amor do mundo. Comprei dois caderninhos com eles e tô com dó de usar, claro.

Mini So Brasil — https://www.loveminiso.com.br/produtos-japoneses

A Mini So é tipo aquelas lojas Daiso de produtos japoneses e chegou recentemente ao Brasil com o firme propósito de nos enlouquecer. Eu gosto muito de comprar os caderninhos de lá, que são lindos e têm um preço RIDÍCULO de barato. O site deles é só para você ver o que tem, as vendas são feitas apenas em lojas físicas. Eu costumo ir na do Shopping Center 3, que fica na Avenida Paulista, 2064. O estoque é renovado diariamente, então sempre tem novidade.


Para quem me perguntou do caderno para bullet journal, eu uso aquele pontilhado (ou pontado) e comprei em uma outra papelaria na Liberdade que não vou recomendar porque voltei lá outro dia e uma vendedora foi mega grossa comigo. De todo modo, sei que esse tipo de caderno é feito pela Cícero também. O meu é da linha Papertalk da Ót!ma Gráfica, que tem loja virtual, que eu olhei aqui e é um tanto confusa… Na Fancy Goods eles também vendem a linha Papertalk, a questão é que esses cadernos pontilhados esgotam rápido, então tem que procurar bastante. Claro, que você pode usar qualquer caderno para fazer um bullet journal, é que quis explicar melhor sobre o meu.

Outra coisa que uso no meu bujo são fotinhas e imagens impressas em papel adesivo. Para isso, tenho uma HP Sprocket, uma impressorinha que cabe na palma da mão e é uma graça em tecnologia e praticidade. Falei dela com mais detalhes neste post para o blog Lomogracinha.

Por último, quero dizer que eu não estaria neste mundo do bullet journal sem o apoio da Michelli Nunes e sem a inspiração constante da Duds. Fazer bullet journal é algo incrível porque estimula a sua criatividade, te dá um propósito nos dias mais cinzas e, no fim, é um registro da sua vida.

Se você tiver qualquer dúvida sobre algo abordado neste post ou sobre bullet journal em geral, pode comentar aqui ou me procurar no Instagram que eu respondo como posso! Vamos levar a palavra do bullet journal adiante!

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Como catalogar suas leituras?

Ler e simplesmente esquecer não é mais uma opção. Reflexo dessa urgência moderna de dar check in em toda e qualquer atividade nossa nas redes sociais, sentimos a necessidade de ter um controle dos livros lidos assim como temos das séries vistas, por exemplo, até mesmo para tornar aquela experiência mais palpável e para mostrar para os amigos e indicar aquele livro do coração.

Em uma conversa de Twitter, amigas debatiam sobre qual é o melhor aplicativo para catalogar nossas leituras. Eu só conheço (e uso) dois, o Skoob e o GoodReads. Como não coube lá o comparativo completo entre eles, resolvi trazer minhas impressões para cá. Importante dizer desde já que esse comparativo é baseado na minha experiencia pessoal e não reflete uma opinião geral, apenas a minha. Já adianto também que não acho que um seja melhor do que o outro, ambos são ótimos e servem para diferentes necessidades. A gente sabe que em se tratando de aplicativos muitas coisas contam, das importantes às supérfluas e o que acaba imperando é mesmo o gosto pessoal. Eu gosto dos dois!

Para começar, tanto Skoob quanto GoodReads tem suas versões para web e também como aplicativo — disponíveis gratuitamente para iOS e Android. O modo de logar em ambos é simplificado, você pode atrelar seu perfil à sua conta do Facebook. E, caso opte por isso, pode compartilhar tanto no Facebook quanto no Twitter suas atividades como livros lidos, abandonados ou que quer ler.

Ela é carioca. O Skoob é uma plataforma brasileira, do Rio de Janeiro, cuja missão é “socializar e incentivar o hábito da leitura”. No ar desde 2009, o site vem crescendo e trazendo cada vez mais recursos para seus usuários. Começou como uma plataforma para troca de livros usados e aos poucos o foco foi mudando para o modelo de rede social para leitores e catalogação. No Skoob você pode criar sua estante virtual e separá-la por “prateleiras” com os livros que já leu, os desejados, os que tem em casa e os que desistiu de ler, entre outras categorias. Também é possível adicionar livros não encontrados no catálogo, assim como dar nota e resenhar os livros lidos — e suas resenhas ficam disponíveis para o público, que pode votar e comentar.

Recentemente trouxeram a função de Meta de Leitura, que funciona da seguinte maneira: você lista os títulos que quer ler no ano e conforme vai lendo, vai subindo no ranking geral e dos amigos. Essa meta funciona principalmente para você que tem uma lista definida de livros para ler, já comprados ou emprestados. É uma forma de se organizar e de se incentivar para colocar os livros encostados em dia. Para além dessa lista de Metas, no final do ano o Skoob prepara uma página exclusiva para você com seus livros lidos em quantidade e qualidade e média de páginas por dia.

O grande diferencial do Skoob são seus sorteios e cortesias de livros, resultados de suas muitas parcerias com editoras. São muitos sorteios mensais. Para participar, basta acessar a página de cortesia, clicar nos livros cujos sorteios deseja participar e você já está concorrendo.

A função de rede social bomba por aqui. As pessoas podem te pedir em amizade, deixar recados no seu mural, votar nas suas atividades e um feed na página de home te mostra o que os amigos andam fazendo. Também existem os grupos de debate, que funcionam mais ou menos como as saudosas comunidades de Orkut e trazem temas tão amplos como “Ficção Científica” quanto curiosos como “O cinema estragou o livro!”.

Contras? Múltiplos banners de publicidade que poluem um pouco a página e uma certa instabilidade do aplicativo se você acessa pelo iPhone.

Skoob: web | Android | iOS | Me adiciona!

Pra gringo ver. O Goodreads é uma plataforma americana criada em 2007 e comprada pela Amazon em 2013, quando as coisas realmente começaram a acontecer. Seu mote é “Encontre seu próximo livro favorito” e sua missão é “ajudar as pessoas a encontrar e compartilhar os livros que elas amam”.

Todo em inglês, segue o modelo básico de estantes virtuais onde você cataloga suas leituras e lista seus livros desejados. No entanto, se você usar só a parte de catalogação vai perder muito: o lado “rede social” é o que realmente se destaca nessa plataforma. Você pode, sim, avaliar e resenhar livros, mas o que chama mesmo a atenção é ver o que seus amigos e autores estão lendo, participar de fóruns e grupos incríveis sobre uma ampla variedade de temas e ter contato direto com autores. Atenção para a seção “Ask the Author”, onde você tem uma grande lista de escritores para os quais pode mandar perguntas. Para você que é leitor e também autor, é fácil vincular seu perfil “normal” com o de escritor com suas obras — mais uma forma de aproximar o autor de seu público.

Contando com um motor potente como a Amazon, o GR tem hoje mais de 55 milhões de usuários que fomentam discussões e ajudam a ampliar o catálogo de livros (você pode adicionar os que não encontrar), o que torna a plataforma das mais completas e vivas. Navegando pelo menu “Community” você encontra questionários e trívias, cotações, listas de livros por gênero, quotes e dicas de eventos. No menu “Browse” você encontra artigos sobre o mundo literário, notícias, entrevistas e recomendações de lançamentos. Você também pode escolher receber por e-mail boletins regulares sobre livros novos, sugestões, entrevistas com autores e até poesias.

É realmente um mergulho no universo da literatura. Como ferramenta respeitada que é, o Goodreads também tem seus próprios prêmios literários e anualmente escolhe os melhores livros do ano através da votação popular do “Goodreads Choice Awards”. A premiação é separada por gênero literário, veja os vencedores do ano passado aqui.

Das minhas seções favoritas, o Desafio Literário deles é baseado em números: você define em janeiro quantos livros quer ler no ano e em dezembro recebe seu resumo em um gráfico caprichado e bastante detalhado.

Contras? O fato de ser todo em inglês pode tornar a experiência um pouco limitadora se você não domina o idioma. Além disso, não é tão fácil achar alguns títulos em português — é preciso estar atento para cadastrar a versão correta do livro na sua estante e não a edição em inglês.

Goodreads: web | Android | iOS | Me adiciona!

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Dez curiosidades da vida dos grandes autores

Sem querer ser a leva-e-traz do mundinho literário, mas você soube da última? Resolvi tirar a poeira dos babados mais antigos que acercam os nossos heróis dos livros e trazer para você uma listinha básica deles. Aproveite!

  • J. D. Salinger perdeu uma namorada para Charles Chaplin

O autor de “Apanhador no Campo de Centeio” sempre prezou por levar uma vida discreta, mas alguns escândalos sempre conseguem escapar mesmo quando você é o mais discreto dos romancistas. Quando tinha 20 e poucos anos, Salinger sofreu de amor ao namorar Oona O’ Neil e ser trocado por Chaplin alguns meses depois. O ator era 36 anos mais velho que Oona e a “roubou” de Salinger, deixando o autor furioso. Salinger mostrou que não sabia perder ao escrever uma carta raivosa e completamente desrespeitosa para Chaplin, explicitando em detalhes sórdidos como ele imaginava que seria a vida sexual de Chaplin e Oona — baseado no que ele conhecia dela. Que babaca.

  • Jack Kerouac era um andarilho mesmo

Durante a época em que morou em Northport, Long Island, o autor de “On The Road” era sempre visto perambulando pela cidade descalço, bêbado e puxando um carrinho de mão. Alcoólatra a vida toda, sua única companhia nessa vida andarilha era um vinho barato chamado Thunderbird, que era também a sua bebida favorita.

  • Virgínia Woolf levou um tapa de Rodin, o escultor

Só de imaginar que Woolf e Rodin estiveram juntos no mesmo lugar já é um choque, mas a coisa não para por aí. Quando menina, muito antes de escrever o clássico “Ao Farol”, Woolf visitou o estúdio do escultor francês junto com algumas amigas. Explicitamente instruída a não mexer nas peças inacabadas que Rodin mantinha ocultas enroladas em faixas, ela fez o quê? Exatamente, foi lá e desenrolou uma das esculturas proibidas. Surgindo do nada como um bombeiro vendo o circo pegar fogo, Rodin avançou para Woolf e lhe deu sonoro tapa no rosto na frente de todo mundo. Ah, se já existisse Facebook naquela época, imagina o textão…

  • Arthur Conan Doyle acreditava em fadas

Eis um mistério que nem Sherlock Holmes seria capaz de resolver: como seu criador podia ser tão ingênuo? Quem sabe a fase literária mais infame de Doyle, em 1920 ele publicou “The Coming of The Fairies”, uma acalorada defesa de duas adolescentes inglesas que afirmavam ser amigas de um grupo de fadas minúsculas e aladas. As fotos das meninas brincando com os supostos seres místicos eram claramente forjadas -e, mais tarde, expostas como falsas-, mas Doyle não se privou jamais do seu direito de ser trouxa. Por toda a década de 20 ele continuou a proclamar a existência real de fadas em artigos e palestras — a despeito de absolutamente ninguém o levar a sério.

  • Edgard Allan Poe foi educado em um cemitério

Isso com certeza explica muita coisa. Quando estudou em um internato na Inglaterra, a classe de Poe era ao lado de um cemitério e acabou sendo seu maior campo de estudo. Mesquinho para comprar livros didáticos, o professor do futuro poeta e romancista levava seus alunos para aulas práticas no meio das tumbas e jazigos. Segundo se conta, cada criança escolhia um túmulo como “seu” e aprendia subtração ao descobrir a idade do morto diminuindo o ano de nascimento do ano da morte dele. A ginástica ficava por conta da pá de madeira que cada aluno ganhava já no primeiro dia de aula — quando um novo defunto chegava, os meninos ajudavam a escavar a cova e já garantiam o esforço físico do dia.

  • Charles Dickens era superticioso pra caramba

O que “Grandes Esperanças” tem de lindo, seu autor tinha de esquisito. Tocava em tudo três vezes para “não dar azar”, considerava sexta-feira seu “dia de sorte” e sempre saia da cidade quando o último fascículo dos seus romances era publicado no jornal. Mas a mania mais maluca era mesmo acreditar que o alinhamento dos campos magnéticos do planeta (?) ajudava a promover a criatividade (??) — o que ele garantia ao fazer a sua parte e sempre dormir com a cabeça virada para o Pólo Norte. É. Vai entender…

  • A vida sexual de Liev Tolstói era um livro aberto (mesmo)

Pelo jeito tínhamos aqui alguém que gostava bastante de se gabar… Na noite de núpcias, o escritor russo compartilhou sua extensa história sexual com a esposa Sophia, de apenas 18 anos, encorajando-a a ler todos os seus diários pessoais antes de irem para a cama. Eles tiveram 13 filhos.

  • Lewis Carroll inventou a lombada

Não aquela das ruas, mas a dos livros. Entre seus vários inventos, foi o autor de “Alice No País das Maravilhas” que teve a ideia de imprimir o título do livro na lombada da capa protetora, para que o se pudesse ser facilmente encontrado na estante. Ah, Carroll também inventou um modelo próprio de triciclo.

  • Mark Twain era uma chaminé ambulante

Só de ficar do lado do autor de “As aventuras de Tom Sawyer” você já podia ter um ataque de tosse. O romancista fumava desde os oito anos de idade, com uma incrível marca de entre 20 e 40 charutos por dia. E foi neste ritmo até o dia da sua morte. Apesar de poder se dizer um especialista no pigas, Twain não era um purista do fumo: preferia as marcas de charuto mais baratas e vagabundas que podia encontrar.

  • Oscar Wilde se vestia de menina

Acontece que o sonho da mãe de Wilde era ter uma menina. Ao dar à luz ao pequenino futuro autor de “O Retrato de Dorian Gray”, a progenitora não se fez de rogada: vestiu Wilde com vestidos, saias, laços e fitas durante toda a infância do menino. Não venha concluir apressadamente que isso tem alguma ligação com homossexualidade, hein? Ernest Hemingway, por exemplo, passou pela mesma situação na infância — e isso sim pode explicar um pouco do seu machismo extremo na vida adulta: supercompensação, será?

Fonte: A Vida Secreta dos Grandes Autores, de Robert Schnakenberg.

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Os meus filmes em 2016

Caça-Fantasmas (2016)

Listei todos que assisti e indico os mais legais

Como vocês já devem ter percebido, eu gosto bastante de listas. Nos últimos anos tenho testado vários sites e apps para listar filmes, buscando um que funcionasse melhor para mim. Por muito tempo usei o Listal, uma espécie de rede social de filmes e séries, mas hoje em dia ele me parece muito confuso. Esse ano, resolvi focar na função de listas do IMDB e gostei bastante. Além do IMDB ter a estrutura mais completa, com todas as informações que se pode querer, as listas ainda podem ser ordenadas em vários critérios e você pode incluir anotações e dar nota para cada filme. Tudo isso via web e via app também. Em paralelo à isso, eu dava check in direto no Facebook em cada filme que assistia, assim eles ficavam ordenados cronologicamente na seção de filmes do meu perfil — isso ajuda a lembrar no decorrer dos meses.

A exemplo da minha retrospectiva literária, não vou dizer qual filme é bom ou ruim, vou apenas destacar aqui os que me marcaram de alguma forma. Afinal, qual o sentido de fazer uma lista o ano todo, senão refletir sobre ela ao final?

Em 2016 eu assisti a 69 filmes. No ano anterior, eu comecei a testar a lista do IMDB lá pela metade do ano e cheguei a marcar 30 filmes, então não é um registro fiel. Esse ano eu fiz certinho, além de só adicionar à lista os filmes que assisti até o final.

O primeiro filme que assisti esse ano foi Perdido em Marte, na casa da Carol. Nós duas temos esse “projeto” de todo ano assistir o máximo de concorrentes ao Oscar de melhor filme e este se enquadrava na categoria. O último filme do ano foi Rogue One: Uma História Star Wars, no cinema, em uma inesperada concessão à saga (eu não manjo nada de Star Wars, mas um amigo queria ver ver).

Desses 69 filmes de 2016, 20 eu assisti no cinema — na maioria das vezes sozinha. Eu adoro ir ao cinema sozinha e quando não é assim, vou com minha amiga Carol ou com meu marido. Foram 59 filmes inéditos e 10 reprises — e ainda tive a alegria de ver uma dessas reprises no cinema, quando Trainspotting entrou por uma semana na programação do Cinemark.

Sem mais enrolações, listo alguns dos filmes que mais mexeram comigo esse ano e deixo a minha lista toda (em ordem cronológica) como curiosidade!

Prêmio Tati Lopatiuk de filmes assistidos em 2016

E por fim… O Grande Favorito & Mais Amado de 2016: Caça-Fantasmas!

Minha lista de assistidos em 2016:

Para 2017 não tenho nenhuma meta a não ser continuar anotando todos os filmes que assisto e perder cada vez mais o medo de ver filmes de suspense ou terror. Acho que estou gostando mais desse gênero (muito por conta das séries que tenho assistido) e quero me aprofundar nele no próximo ano.

O IMDB parece não dar a opção de seguir um perfil, mas de qualquer forma a minha página por lá é essa, caso tenham curiosidade de ver como funciona. Se você gosta de listas, também pode gostar da minha lista de livros lidos em 2016 e das músicas que mais ouvi no ano.

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16 livros para quando você quiser ler algo romântico

Foto: Julie Fernanda

Se tem algo que não cansa, é o amor

Como se não estivesse com uns vinte livros na fila de leitura, dia desses resolvi perguntar para os meus amigos no Facebook que livro eles me indicavam. Queria alguma recomendação que trouxesse o “amor romântico” como tema, mas que não fosse adolescente (young adult) ou muito meloso (chick lit). Sabe aqueles romances mais maduros, mais sérios? Era isso o que eu tinha em mente. De todas as dicas incríveis que recebi, resolvi fazer um post sobre isso para ter registrado. E vai que alguém também se interessa?

Alguns eu já tinha lido, outros não conhecia nem o autor. De todo modo, estão todos aí.

Os títulos estão linkados ao Skoob porque lá já tem uma resenha legal e buscador de preço/disponibilidade.

Dessa lista, por já ter lido, eu recomendo as obras de Llosa e de Cuenca — são daquelas que você não esquece jamais. Funny Girl eu ainda não terminei de ler, mas Nick Hornby eu sempre recomendo de olhos fechados. Os outros eu nunca li, mas já adianto que Livre foi efusivamente recomendado, assim como Liberdade. Já 40 Days of Dating me chamou a atenção pela premissa moderninha: se trata do registro de um experimento real de dois amigos que tentaram namorar um com o outro por quarenta dias.

E é isso! Não deixe de me contar se começar a ler algum desses livros por conta desse post. Vou adorar saber!

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Sim, você deveria ter um Kindle!

Foto: Death For Stock

Acredite, você consegue aderir aos livros virtuais

Tenho um Kindle há pouco menos de dois anos. Oscilo entre momentos de leitura voraz, até dois livros por semana, e de preguiça retumbante, quando me enrolo por quase um mês para terminar um livro de 250 páginas. Seja como for, é sempre bom tê-lo por perto.

Falo especificamente do Kindle porque é o que eu tenho, mas as vantagens de se ter um leitor digital não se restringem a esse modelo — e são vários no mercado. É sempre uma livraria que cria o seu leitor digital e o coloca no mercado. Pela Livraria Cultura, temos o Kobo; o Lev é da Saraiva. E tem o Kindle, da Amazon. Com algumas variações técnicas entre si, todos servem para o que você precisa: ler mais. Não precisa ler um milhão de livros por ano para o investimento valer à pena. Pode ser, apenas, uma página por dia. Isso já é ler mais!

Nesse ponto, a grande diferença entre livro físico e livro digital quem sabe seja essa. Se você fica por uma semana com um livro na bolsa e não o lê, fatalmente desiste de ficar carregando aquele peso e joga o livro pro canto. Com o e-reader, tão levinho, fino e imperceptível no meio da bagunça da mochila, isso dificilmente vai acontecer. O que acaba se tornando uma chance maior de retomar a leitura quando você finalmente estiver a fim.

Sem contar que o leitor digital cabe centenas de livros e você pode ler qual quiser, quando quiser. Sabe aquilo que a internet te ensinou de ter tudo ao mesmo tempo agora? Os leitores digitais te entregam de bandeja. E você já se imaginou carregando dezoito livros físicos porque não sabe qual ler naquele dia? Pois é…

Estou sempre defendendo a bandeira do e-reader, pois vejo que tê-lo realmente dá um gás nas nossas leituras. Eu sei que ele é recomendado massivamente “para quem lê muito”, mas acho que não é só para isso. O e-reader também é para quem lê pouco. E é, principalmente, para quem quer retomar o hábito da leitura.

Acredito que, do mesmo jeito que mudamos a nossa maneira de encarar a TV, a música e os jornais, também precisamos mudar a forma de encarar os nossos hábitos de leitura. Isso é possível com o leitores digitais.

Quando eu digo para alguém que já li dez livros esse ano (o que é pouco dentro dos meus padrões, mas é o que consigo nesse ritmo de vida atual), sempre tenho suspiros tristes como resposta. “Queria ler mais, também. Queria ter tempo para ler…”, é o que sempre ouço. A questão é que eu também não tenho tempo!

Ainda vemos a leitura de um livro como um momento sagrado. Algo que precise de um ritual a ser seguido, em que você senta perto da lareira, pés pro ar no sofá e roupa limpinha, então coloca seus óculos de leitura e abre a primeira página daquele catatau de mil páginas. As coisas não são mais assim. Ninguém mais tem tempo para isso (para nada!) e precisamos aproveitar cada brecha se queremos ler algo. Por isso, os livros virtuais são tão importantes.

A verdade é que eu arranjo tempo para ler porque eu não paro para ler. Eu leio enquanto estou esperando ônibus. No banheiro, fazendo número um ou dois. Leio enquanto estou tomando café da manhã ou enquanto espero o delivery entregar o meu jantar. Não precisa ser todo dia e muito menos o dia todo. Não precisa ser um capítulo inteiro. Muitas vezes, não precisa nem ser uma página inteira. Você lê um trecho, pensa naquilo de modo não esquecer por completo assim que tirar os olhos e segue em frente na sua rotina.

Assim como vamos pulando de uma rede social para outra, de uma conversa para outra e de uma atividade para outra, vamos incluindo a leitura em nossa rotina nesses intervalos entre isso e aquilo.

Tirar a leitura do pedestal e inclui-la no cotidiano: essa é, quem sabe, é a maior vantagem do e-reader. Mas não é a única.

Falando do Kindle, que é o que conheço melhor, ainda existem mais facilidades para ler o que quiser, quando quiser, quanto quiser. Para começar, ele tem um app para mobile que é uma mão na roda. Com ele, eu leio do iPhone mesmo. É ótimo para você dar um tempo do FOMO de redes sociais. Você vai lá no app para ler uma página só, ali enquanto espera uma reunião começar, e quando viu já leu três e evitou de ficar se irritando com Twitter ou Facebook. Não se esqueçam, ler é algo que acalma. Acalma ainda mais se você usa a literatura para te tirar do vórtex de ansiedade que são as redes sociais.

Ainda sobre o aplicativo, se você tem receio e acha que não vai se adaptar à leitura na tela, pode usar o app para se testar, antes de se decidir pelo leitor digital. Se bem que com o tempo que a gente passa diante do celular, acho que isso de não conseguir ler na telinha já não serve mais de desculpa…

Mas e os livros? Tem muitos? Tem todos os que vemos na livraria? Sim! E até mais! É comum livros mais antigos ou muito procurados se esgotarem rapidamente nas livrarias quando são relançados. Nas livrarias virtuais, eles nunca acabam. Sem contar o fato de serem mais baratos e de você não ficar juntando volumes em casa. Você deixa para comprar a versão física apenas daquele livro que gostou demais ou que gostaria de presentear alguém.

Mais uma vez puxando a sardinha pro meu queridinho Kindle, ele tem um catálogo expandido: é o Kindle Unlimited, serviço onde por R$19,90 por mês você tem acesso à imensidão do catálogo da Amazon “de graça”. Não tem os grandes lançamentos assim que saem, mas não demora a chegar. O Quarto de Jack, livro que originou o filme oscarizado ano passado, por exemplo, já está lá para ler de modo gratuito para quem assina o serviço. E os primeiros trinta dias são grátis…

Assim, mesmo que você não tenha o costume de ler muito, acaba indo no embalo da facilidade de adquirir o livro e de poder lê-lo a qualquer instante. Por isso eu digo que os leitores virtuais não são só para os ratos de biblioteca. Todo mundo pode criar o hábito e fazer dele algo divertido. É muito divertido, aliás! Para mim, não é muito diferente de um jogo. Eu escolho os livros que quero, leio no meu tempo, estou sempre por dentro do que de novo está rolando no mercado literário e tenho mais um passatempo para aqueles minutinhos em que estou à toa e sinto que deveria estar fazendo algo.

Aí você vem me dizer: “Ah, mas eu não consigo ler muito, perco o foco…”. Se eu consegui prender a sua atenção até aqui (mesmo que você tenha ido e voltado entre abas e apps), você consegue ler o suficiente para começar um livro e ser envolvido por ele. Vai por mim. Você deveria ter um leitor digital, sim!


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