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#Disney101: A Bela e a Fera

A Bela e a Fera (2017)

Assistindo aos filmes da Disney depois de adulta

A Bela e a Fera, em suas duas versões, a de 91 e a de 2017, foram os filmes que escolhemos para ver naquela tarde já tão distante de sete de julho. Esse sem dúvida é um dia que ficará marcado na minha memória, não exatamente pelos motivos que eu esperava. De todo modo, ao menos temos os filmes para lembrar da parte boa daquele sábado.

É mesmo uma vergonha que eu nunca tivesse visto A Bela e a Fera até então. Engraçado como, com o tempo, a gente vai perdendo a pressa de ver os clássicos: chega tudo tão mastigado até a gente que nem se precisa ir à fonte para entender as referências. Ainda assim, consegui me surpreender bastante com o dois filmes. E descobrir que Bela é a princesa com quem mais me identifico. Até agora.

Não se sabe o amanhã (infelizmente?), é claro.

A Bela e a Fera (1991)

Como eu disse, eu nunca tinha visto o filme e foi uma surpresa compreender que, na verdade, a Fera é que pode ser considerada a grande princesa dessa história da Disney. Afinal, é ela quem recebe o encantamento perverso que a condena a uma condição indesejada, da qual só pode se libertar caso encontre o verdadeiro amor. E a Bela surge como aquela que vai quebrar a maldição e salvar a Fera!

Inversão de valores, toma essa, críticos da Disney.

Bela é um anjo de menina, inteligente, leal e doce. Não é afetada como a maioria das princesas que vieram antes dela, não é caricata. Está sempre lendo, o que também é um jeito de passar a principal mensagem do filme: não julgue um livro pela capa. Ao conhecer a Fera, se assusta com a aparência dele, mas não deixa isso impedir a aproximação dos dois, que acaba se tornando uma grande paixão.

Ah, o amor.

Uma coisa interessante é que Bela é a única da cidade a usar roupas azuis. Gaston, o vilão, usa vermelho, que também é a cor do traje da Fera logo que a conhecemos. Mais para o final do filme, a Fera passa a vestir azul, em um indicativo não só de que está em sintonia com Bela, mas também como para mostrar uma suavização de seu caráter.

Doideira.

Eu gostei demais desse filme. Até o tom meio alucinógeno dos objetos domésticos com vida deu um ar especial. Quer dizer, um candelabro womanizer e uma chaleira fofuxa é tudo o que todos queriam ter em casa, depois de um dia difícil.

Eu, pelo menos, adoraria.

A Bela e a Fera (2017)

E aí, se eu já gostei do filme de 1991, a versão de 2017 veio para selar o meu destino inexorável frente à narrativa de que a Bela é a minha princesinha fav. Apesar do grande buchicho, não vi esse filme ano passado, quando foi lançado, apenas porque a vida não quis. Não tenho outra desculpa.

Quem sabe o momento ideal fosse mesmo aquela tarde de sete de julho. Essa sim é uma boa desculpa, de fato. Por que lembrar do filme nos dias seguintes foi um grande alento para o meu coração despedaçado.

O filme é uma recriação perfeita do original em desenho, porém com mais algumas músicas, além de acrescentar um pouco mais de complexidade aos personagens auxiliares. Assim, temos quase uma hora a mais de filme, se comparado com o de 91. E vale cada minuto.

Hermione (não me matem) está perfeita como Bela. Sempre lembro daquela história de que ela abriu mão de La La Land para fazer esse filme, e o Ryan Gosling abriu mão desse filme para fazer La La Land. O destino, né mores. Será que eles se odeiam? É muito fácil detestar o Gosling, mas é preciso ser um MONSTRO COMPLETO para não gostar da Hermione. Ainda mais depois desse filme. Ela é a princesa perfeita que precisávamos, mesmo não merecendo.

Tudo é perfeito nesse remake, na verdade. Gaston e LeFou estão tão incríveis que simplesmente não é problema meu se eles são vilões. Eu os amo enlouquecidamente mesmo assim. O número musical deles juntos é absolutamente tudo o que quero para mim, pelo resto da vida (entrei no Youtube para linkar aqui para vocês, mas só tem versão shipper do “casal”, risos).

Depois do filme, vimos os extras e é brutal o trabalho que foi feito para produzir esse live action. Só por isso já deveria ser obrigatório ver esse filme. Além de tudo, ele é lindo, atemporal, divertido, emociona. AH! TANTOS SENTIMENTOS. Um filme maravilhoso, capaz de te salvar no pior dos seus dias.

Obrigada, Disney.


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