
Assistindo aos filmes da Disney depois de adulta
Voltamos com o projeto em 2018! Ainda tem muitos filmes que queremos ver e a fila só aumenta.
É provável que adicionemos alguns da Pixar por aqui, no futuro.
Nossa reunião rolou no sábado passado (03). A cidade já estava dominada de foliões, mas não vi nenhuma princesas disney pelas ruas. Preocupante. Depois do almoço, fomos para os filmes.
Não sei muito bem o motivo de terem sido escolhidos esses dois em especial para combinação da tarde. De qualquer modo, seguiu o esquema: um antigo e um novo.
Vou falar sobre eles a seguir.
A Pequena Sereia (1989)

Acho difícil afirmar se eu realmente já tinha visto esse filme. Ele é tão presente no imaginário popular que nem precisa ser visto para que saibamos quando é referenciado em conversas ou publicações na internet.
As canções são consideradas clássicas e os personagens são icônicos mesmo hoje em dia, passados tantos anos.
Na versão original, a história tinha um desfecho bem triste — algo sobre um final catastrófico para a princesa Ariel — , mas nessa versão de 1989 tudo é bonito, feliz e doce.
De fato, esse filme é bem de princesa mesmo. As motivações de Ariel são quase que puramente relacionadas ao seu interesse amoroso e a história gira apenas em torno disso.
Não é como as princesas modernas, que são todas desconstruídas e tal.
Em um universo até então dominado por princesas loiras, uma curiosidade interessante é que Ariel foi a primeira princesa ruiva da Disney. Sua cor de cabelo foi escolhida especialmente para distingui-la o máximo possível de Madison, a sereia interpretada por Daryl Hannah em “Splash: Uma Sereia em Minha Vida”, de 1984.
Ariel também foi a primeira princesa da Disney a aparecer de barriga de fora.
Bom, quem sabe ela não seja tão certinha assim, afinal.
De qualquer forma, o filme poderia ter sido ainda mais inovador, já que em um primeiro momento Jim Carrey chegou a ser cotado para o papel de Príncipe Eric.
Isso eu gostaria de ver.
E o que eu achei do filme? Eu gostei, embora não tenha me emocionado. Parece uma história tão antiga e conhecida que assistimos apenas para reconhecer as canções e falas. Mesmo assim, pelo valor que carrega, vale a experiência.
Encantada (2007)

Para mim, ainda é difícil entender como a Disney pode se levar tão a sério em alguns filmes e não se levar nem um pouco a sério em outros.
“Encantada” parece fazer parte do segundo time e isso sempre me causa espanto e empatia imediata.
Me era inédita a história da princesa Giselle (Giselle!!!) que cai dentro de um poço por artimanha da rainha má e vai parar no mundo real, em Nova York.
A brincadeira que o filme faz em começar primeiro como um desenho e depois ser trabalhado em live action é muito, muito legal.
Amy Adams faz uma (futura) princesa maravilhosa, exagerando na caricatura de propósito para que a gente possa mesmo sentir a real dimensão do que aconteceria se uma princesa da Disney surgisse assim do nada na cidade grande.
Eu estou em um ponto da minha vida em que não consigo não GRITAR a cada vez que vejo um trabalho da Amy Adams, pois a amo demais desde “Animais Noturnos”. De modo que esse filme foi uma grande realização para mim.
As canções, entretanto, são um pouquinho fracas. Exceto pela incrível “That’s How You Know”, com sua performance que honra e eterniza com louvor a cafona moda do flash mob, todas as outras são quase esquecíveis.
O triangulo amoroso do filme me lembrou “O Diário de Bridget Jones”, o que é ótimo. E, nossa, uma princesa em um triângulo amoroso!
Mais um fato legal de “Encantada” é que Idina Menzel, atriz e cantora eternizada por seu trabalho em “Frozen”, está no elenco principal. Neste filme, porém, ela não canta nenhuma música. Ao contrário do que se possa pensar, esse não foi motivo de mágoa para Idina, cujos talentos vocais são tão notáveis. Li no IMDB que ela ficou lisonjeada em ter sido escolhida para o papel apenas por seu talento como atriz.
Existe uma conversa de que “Encantada” pode ter sua “Parte 2” chegando em breve. Isso é raro da minha parte, sou reticente com continuações, mas torço muito para que essa aconteça. Ainda existe muito a ser contado das aventuras dessa princesa improvável no mundo real.
E, gente. Patrick Dempsey e James Marsden no elenco. Sabe?
Acho que já deu para perceber que eu gostei muito de “Encantada”. Foi mesmo o meu favorito da tarde.
Vamos ver o que nos aguarda nas próximas sessões!
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