Resenhas

Sobre “Cadê Você, Bernadette?”

Esse é um livro que você vai comprar pela capa e depois dizer “Não é que é legal mesmo?”

Teve um dia em que eu estava especialmente entediada com toda a minha fila de livros para ler e fiz o que qualquer pessoa entediada faria: dei de ombros para o que já tinha em mãos e comprei outros livros, que coloquei na frente dessa fila.

Um desses livros foi Cadê Você, Bernadette?, que eu escolhi basicamente pela capa ser bem colorida e ele parecer ser uma comédia muito leve.

Eu realmente não acho que você precise ter mais do que um único motivo para escolher determinado livro para ler. No caso desse, eu já tinha mais do que três, então comecei a ler tão logo o Kindle sincronizou a compra feita pela Amazon. Ou seja, em instantes.

Aliás, é tão fácil comprar um livro que não é de se espantar que as pessoas tenham mais de trezentos para ler e nunca terminem nenhum.

Cadê Você, Bernadette? é bonito para além da capa e é engraçado como eu precisava, mas não como eu pensei. Ele conta a história de uma menina de 15 anos que tem uma mãe meio excêntrica (a Bernadette do título). Pois bem, um dia essa mãe some sem deixar vestígios e a menina (Bee) trata de investigar o caso por conta própria.

Por esse enredo, você imagina que pode ser um livro triste. Como por exemplo se pensasse no seguinte enredo: o avô da família, um empresário até que bem sucedido, é preso por fraude e cabe à família se virar sozinha e manter os negócios funcionando. Meio triste, né? Mas também pode ser divertido.

O que esses dois enredos tem em comum? O primeiro é de Cadê Você, Bernadette? e o segundo é de Arrested Development. Os dois tem o dedo de Maria Semple, autora de Cadê Você… e também roteirista ocasional de Arrested.

Sabendo isso, você também já sabe que o que vai encontrar no livro é mais ou menos o que viu na série: situações tristes transformadas em momentos tocantes e até meio absurdos por conta da dose certa de humor.

Ou seja, é muito legal. Não é um humor escrachado, é divertido e meio bobo em alguns momentos. Eu li no avião indo pra casa dos meus pais e dei algumas boas gargalhadas lá para o final. Quase chorei também. Como eu disse, é uma situação triste, no fim das contas. Mas Maria consegue deixar tudo redondinho, divertido e bonito.

Valeu a pena ter furado a fila das leituras. 🙂