
Os cinco livros que li antes do mês terminar
Olá! Enquanto repenso este formato de post (ele ainda funciona? se não ele, como faço para “guardar” minhas impressões sobre os livros que leio?), vamos com as resenhas curtinhas dos últimos livros que li antes do mês virar.

O Maravilhoso Agora, de Tim Tharp: Esse livro me fez pensar sobre a atual moda nos romances e séries de final “sem final”, aquela coisa meio em aberto que fica nas mãos do leitor concluir o que aconteceu no fim da história. Eu não sei se gosto muito disso, ainda mais se a história como um todo não me cativa. Se nada mais der certo, ao menos preciso saber como tudo terminou, não? Não é exatamente o que acontece aqui, onde conhecemos Sutter Kelly, o adolescente mais popular do colégio, e o acompanhamos em suas desventuras amorosas e tentativas de Se Encaixar No Mundo. Achei tudo um pouco irritante (eu já não tenho mais paciência pra homem que se acha O Cara, mesmo na ficção) e o final aberto me irritou ainda mais. Tentei ver o filme e fiquei ainda mais nervosa: atores de 24 anos interpretando jovens de 17 é algo que eu só tolero em Chaves e Gossip Girl. O filme traz um final, mas não é o final que queremos. Então, para mim, foi tudo uma grande perda de tempo. O santo não bateu mesmo.
Psicose, de Robert Bloch: Se você quiser saber o que acho sobre Psicose, eu já escrevi um artigo completo sobre o livro, o filme e a série. Resumindo aqui apenas no que tange ao livro, é realmente tudo impressionante. Incrível como Bloch conseguiu contar uma história pavorosa, profunda e densa em apenas 175 páginas. Nada ali sobra, não tem nada faltando, a medida de cada palavra é exata e o peso de cada uma é calculado. A história do homem que enlouquece sob as rédeas da mãe e se torna um psicopata debaixo dos olhos de todos é uma obra-prima sem igual na literatura até hoje. Dos melhores livros que já li na vida.
Nunca Jamais, de Colleen Hoover e Tarryn Fisher: Nunca Jamais é o que eu deveria dizer para os livros da Collen Hoover, mas obviamente se tem alguém que não aprende, este alguém sou eu. Não é que o livro seja ruim, é o contrário. São muito bons. O problema é que nunca é só um, é sempre uma trilogia, uma quadrilogia, e você fica preso nisso pelo resto da vida, pois a mulher escreve mais que tuiteiro revoltado. Falando desse livro em especial, se trata da história de dois jovens que eram namorados e em um belo dia acordam sem a mais remota lembrança de como costumava ser as suas vidas. Como em uma perda de memória recente, eles não lembram quem são seus pais, onde moram e nem se ainda gostam um do outro para continuar namorando. Uma trama bastante misteriosa e contada no conta-gotas: esse livro tem 192 páginas, o seguinte tem 144 e o livro final da trilogia tem 92 páginas! Por que não fazer em um livro só? Eu devo merecer. O livro é ótimo.
Se Vivêssemos Em Um Lugar Normal, de Juan Pablo Villalobos: Olha, se você está procurando um livro para voltar a ter fé na literatura, pode apostar nesse. Conta a história de um menino vivendo a infância nos anos 80 no México, em um ambiente dominado pela pobreza e pela desesperança. E eu sei que dizendo assim parece que é super pesado e triste, mas na verdade é tudo contado em um tom melancólico de comédia que chega a comover. Curtinho, com 160 páginas, é uma leitura deliciosa e me fez rir com seu realismo beirando o fantástico e o pragmatismo que só quem veio de origem humilde é capaz de entender no que cala de mais fundo no coração.
A História do Mundo Para Quem Tem Pressa, de Emma Marriott: Bom, um dia eu reparei que não estava entendendo mais nada do mundo e resolvi buscar um livro que rapidamente me explicasse como fomos parar aqui. Sério, eu realmente fiz isso. Acabei achando esse, que explica em 200 páginas a história do mundo, não é incrível? É mesmo muito útil caso você queira refrescar a memória sobre tudo o que está acontecendo nesses últimos cinco mil anos. Você sabe, é tanta coisa rolando que a gente acaba se perdendo. Como todo livro de história, este é fascinante e chato ao mesmo tempo, então recomendo a leitura alternada com algum outro romance de sua predileção que seja realmente legal. Mas esse é legal, sim.
Todos os livros deste post foram lido via Kindle, no formato de ebook. Falta menos de dez livros para eu bater minha meta anual, que é de 35 livros por ano. Acho que vai acontecer, hein?
Até o proximo post! 🙂

