
Veja meus favoritos e como faço para ler tanto!
Para 2016 eu tinha definido: leria 35 livros no ano. Li 32. Até que cheguei perto, não é? Mas foi mais por pura coincidência numérica, já que no decorrer daquele ano eu desencantei da leitura em muitos momentos.
Eu estava mais focadas em outras atividades, entre elas escrever meus próprios livros, o que demanda uma energia criativa que quase não deixa espaço para que você embarque com tudo em outras histórias, como deve ser com a leitura de um livro.
Para 2017, então, eu insisti na meta dos 35 livros, prometendo melhorar. Não defini nenhum aspecto prático além deste: Eu leria pelo menos um capítulo por dia.
O truque é que, quando o livro é bom, você não consegue ler só um capítulo. Como em muitas outras atividades que nos jogam no desconhecido, quando se trata de ler um livro a gente tem medo é de começar. Preguiça até, muitas vezes. Fica enrolando… Mas a partir do momento que você começa, tudo fica mais fácil.
Perto do ano acabar, o GoodReads me avisa que o desafio está terminado. Eu li 62 livros no ano. Uau!
Uma grande loucura, pois nem pensei muito nisso. Acho que tive a sorte de pegar livros bons que me empolgaram na leitura. Assim como em 2016, também estive trabalhando nos meus romances, mas de algum modo dessa vez eu consegui usar melhor minha energia para balancear minha motivação. Aprendi a listar minhas atividades e prioridades no dia (pontos para o bullet journal!) e com isso ficou mais simples ter como tarefa diária o ato de ler. Minha cabeça se programou para isso.
Relendo aqui o meu post de leituras de 2016, vejo que focar na leitura como uma atividade como outra qualquer era exatamente o meu objetivo para 2017. E não é que deu certo?
Acho que o segredo é esse. Saber dosar. Não preciso passar a tarde lendo, posso ler só umas dez páginas e ir fazer outra coisa. E também aprendi que não preciso me fechar em apenas um estilo, mesmo ele sendo meu favorito. Esse ano eu li de tudo e intercalei livros densos com romances leves, histórias curtinhas com novelas mais longas. Isso dava um alívio na leitura, instigava a curiosidade.
Acima de tudo, esse foi o ano em que aprendi que não tem demérito nenhum em considerar leitura um livro de poucas páginas. Porque eu sei o quanto custa mentalmente escrever dez páginas que sejam de uma história. Então, é livro sim.
Também larguei mão de achar que só podia ler ebook. Eu estava muito paranoica sobre “gastar com livros”, sabe? Como se livro digital fosse sempre de graça… Não é. E, às vezes, faz um bem danado se presentear com aquele livro que está todo mundo falando e você morrendo de curiosidade. Me deixei levar por uma capa bonita na livraria, um impulso de “não tô fazendo nada mesmo” e acabei tendo boas surpresas.
Em 2017 eu deixei de resenhar no Medium e passei a fazer resenhas rápidas no Facebook mesmo, em um álbum dedicado a isso. Esse foi um passo importante para agilizar e dar valor à leitura. Registrando assim com rapidez, me sentia animada ao dar aquela tarefa como feita e iniciar outra.
Essas foram atitudes que tomei para ler mais esse ano. Não que ler seja um esforço doloroso, algo que faça por obrigação. Pelo contrário, é dos meus passatempos favoritos. A questão é que somos tão instigados por tantas outras opções de atividades, o dia todo e todo dia, que acabamos deixando de lado as que já estamos acostumados. E depois, nos sentimos culpados por não estar dando tanta atenção a isso quanto deveríamos. Esse ano eu quis corrigir isso.
Acho que consegui; e com isso fui presenteada com histórias incríveis, muitas delas já eternas no meu coração. Já pensou se eu tivesse me fechado de vez para isso?
Desses 62 livros, alguns marcaram muito, alguns nem tanto, e outros mais que todos. Por isso, sem mais delongas (risos), listo aqui o já tradicional…
Prêmio Tati Lopatiuk de livros lidos em 2017
Mais impactante: Cama, de David Whitehouse
Se Não Desisti Foi Por Pouco: Alriet: Quando O Amor Acontece, de Grazi Fontes
Encantador do Início ao Fim: O ar que ele respira, de Brittainy C. Cherry
Aqueceu o Coração: Quinze dias, de Vitor Martins
Ensinou a Viver: Romancista como Vocação, de Haruki Murakami
Desgraçou Minha Cabeça: Uma História Simples, de Leila Guerriero
Me Senti Jovem: Outros Jeitos de Usar a Boca, de Rupi Kaur
Apoie seu Artista Local: Ao vivo em Goiânia: quatro contos de patroa, de Seane Melo
Mulherão da P0rra: #GIRLBOSS, de Sophia Amoruso
E por fim…
O Grande Favorito & Mais Amado de 2017:
Gostaria de destacar também a série “Elementos” da Brittainy C. Cherry. Li os quatro livros da coleção esse ano, chegando a comprar o último na pré-venda (nunca tinha feito isso por autor nenhum). Ela é uma romancista maravilhosa e, além de proporcionar histórias lindas, me fez aprender muito com seus livros, como escritora.
Aqui a lista completa das minhas leituras:

As minhas resenhas (curtinhas!) para cada um desses livros está aqui nesse álbum.
Esse gráfico bonitinho que você viu é feito no GoodReads. Tendo perfil lá, você pode definir uma meta de leitura para o ano e ir acompanhando seu progresso. Em dezembro, o site te mostra o resultado final.
Se você quiser, também é possível ir lá agora e cadastrar os livros que leu esse ano: basta você lembrar quais foram e colocar como lidos em 2017. Não esqueça de fixar qual foi sua meta em “2017 Reading Challenge”, uma das opções do menu no seu perfil.
Aliás, me adiciona lá? Vamos trocar dicas de leitura!
Para 2018, pretendo firmar o compromisso de ler ao menos 65 livros. Vamos ver se consigo manter esse ritmo e aprimorá-lo um pouquinho. Quero acreditar que sim!

