Resenhas

ANNA: obrigada, Deus, um filme bom

ANNA (2019)

Mais uma vez me vejo enveredando pelo viés da resenha lúdica. A verdade é que o mundo está insuportável e um dos poucos escapes que a população tem encontrado é por meio do consumo do que antigamente chamávamos de “arte” e hoje em dia é apenas algo como “ai cara…”.

Essa semana mesmo fomos vitimados com a notícia de mais um filme de Matrix e mais um filme de James Bond. Isso somado à notícia de que a Marvel pode largar o Homem-Aranha e todas as novidades sobre o live action de A Dama & O Vagabundo(???). Quer dizer, dá até desânimo ao pensar que nada de realmente novo surge no entretenimento, e mesmo as franquias vão por um caminho tortuoso (Por que choras, Spiderfan?).

Diante desse cenário desalentador, é até um susto ir ao cinema e ver um filme bom. Olha que raridade, um filme bom! Um filme que não é a vigésima quinta perna de uma franquia, nem reboot, nem live action com bichos feitos no computador. Caramba, que diferente! Um filme bom, enfim!

Porradaria, armas, talheres, toco afiado de mesa

Ontem fui ao cinema conferir a pré-estreia de ANNA, o novo do Luc Besson. O Luc Besson, ou apenas Luc dos Leleques se você é íntima como eu, tem vários trabalhos como diretor nesse gênero cinematográfico “mulher bonita dando coronhada em homem”. Para quem não sabe, o francês (é assim que você fica sabendo que ele é francês), já dirigiu filmes como O Profissional, O Quinto Elemento, Lucy ( kkkk até hoje eu rio), e também Valerian & a Cidade dos Mil Planetas. Então, indo ao cinema ver um filme dele o que você espera é ver um longa nesse mesmo estilinho, mas um pouco pior, já que hoje em dia só sai filme ruim desse bueiro chamado Hollywood!!!!!

Porém, a surpresa.

uhhh cheia de charme / uhhh desejo enorme! / de se aventurar!

ANNA segue o roteiro padrão da história de espiã, que já vimos em outros carnavais e amamos: a linda garota de alguma nacionalidade “exótica” (aqui é russa), com uma história de vida que a tornou uma gelada arma de extermínio em massa. No novo do Besson, a nossa garota é uma modelo internacional que pula de lá pra cá trocando de peruca e matando geral com tudo o que encontrar pela frente: revólver sem munição, toco de mesa, garfo de refeição normal, veneno na seringa.

E aí você vai dizer: Ah, Tati, então é só mais um filme como tantos que já vimos por aí!

E eu te digo que não, eu te digo que você está enganado. E eu te digo isso com imensa alegria, porque o tempo todo me dizem que eu estou enganada, então é uma satisfação quando quem se engana é o outro.

(esse emoji)

O que torna ANNA tão diferente são as muitas reviravoltas que o filme toma, te fazendo questionar o tempo todo em quem confiar, te deixando cabreiro até mesmo com a cronologia dessa história. Verdade seja dita, durante quase todo o filme se você olhar para as pessoas ao seu lado no cinema elas estarão com a cara daquele emoji desconfiado.

E isso é um grande diferencial, se você for pensar que hoje o telespectador tudo sabe, tudo conhece, tudo tem uma teoria, tudo ele sabe mais do que a própria pessoa que fez o filme. Hoje o telespectador é uma pessoa que leva uma vida tão lascada, vivendo em um contexto político tão vil, que ele coloca toda a expectativa de felicidade dele numa porra de um filme, então filme nenhum nunca vai ser bom pra ele, porque o diretor lá no set de filmagem dele não tá pensando “vou gravar essa cena aqui do jeito que o Silvio quer, porque tá foda o presidente do país dele”. Não, meus caros.

O que eu dizia? Sim, ANNA consegue romper esse status quo de desânimo e expectativas irreais do telespectador quando traz uma trama coesa e intrincada, somado a cenas embasbacantes de porradaria e um elenco que faz miséria da arte da dramaturgia inventada por Shakespeare (conceito, por sua vez, inventado por mim).

Pessoas muito bonitas e extremamente talentosas

Muitas vezes, quando você vê a Helen Mirren no elenco de algum filme, a primeira coisa que pensa é: “coitada, fez esse pelos boletos”, porque é difícil um filme que chegue à altura do seu talento. Não raro, em seus filmes ela dá só 10% do seu potencial, tal qual nosso cérebro, que dá só 5% do seu esforço em um dia normal como hoje.

Em ANNA, no entanto, Helen tem a chance de se esparramar na sétima arte. Interpretando a vilã russa (estou simplificando, a personagem tem camadas) que deveria ajudar a bela espiã Anna, mas tem uma certa mágoa que a impede de ser parceira de verdade, a atriz britânica (é assim que você fica sabendo que ela é britânica) dá um verdadeiro show de interpretação, nos brindando com momentos sublimes e até algum alívio cômico.

perfeita

Além disso, temos ainda as interpretações on point de Cillian Murphy e Luke “Gaston” Evans, antagonistas de si mesmos, e mostrando que quem tem amigo não morre pagão: a sorte que o Luc Besson tem de ter esse pessoal no seu casting!

Outra boa surpresa, e na verdade, a melhor delas, é a moça que faz a protagonista. Anna é interpretada por Sasha Luss, uma atriz ainda relativamente novata (ela já vez Valerian, do Besson também), mas com total domínio do seu belo corpo, da sua bela carinha e das suas valiosas emoções.

de peruca em peruca, Sasha Luss vai mostrando quem é na fila da dramaturgia

Dito tudo isso, espero que tenha ficado clara a mensagem que eu queria passar já no título do texto: ANNA é um filme muito bom. Mesmo. Desde a trama àgil, passando pelas incríveis cenas de ação e a fotografia impecável (repare na primeira cena em que Luke Evans interage com Sasha Luss, as cores e os planos daquela cena!), passando pela interpretação primorosa desse elenco chiquérrimo, você vê que o Luc Besson fez mais uma pra Deus.

Fez mais uma para Deus e quem aproveita é a gente, pobres mortais que agonizam e choram por 120 minutos que seja de escapismo, pessoas bonitas e alguma luta envolvendo piruetas e facas. Com ANNA, temos. Primorosamente, temos.


〰️ ANNA: O PERIGO TEM NOME estreia nos cinemas brasileiros em 29 de agosto. O blog viu o filme antes na pré-estreia à convite da Paris Filmes e Arroba Nerd.

Resenhas

Doce Lar: a questão do mais ou menos amor

Doce Lar (Sweet Home Alabama) – 2002

Pessoal, antes de tudo eu gostaria de esclarecer que esse não é um blog só de resenhas cinematográficas, é só porque filmes de comédia romântica é o que mais estou consumindo ultimamente.

Dito isso, vamos hoje falar de “Doce Lar”, que eu assisti ontem só porque parecia ser a romcom clássica, mas me vi terminando o longa (acho chic dizer “longa”) repleta de sentimentos contraditórios como insatisfação, dúvida e feminismo branco.

Para quem não conhece, o filme traz a história de Melanie Carmichael, uma estilista em ascensão, que vive em Nova York e tem uma vida super cosmopolita e moderna ao lado de seu namorado gatão, Andrew, que também é filho da prefeita de NY!!! Até aí tudo bem, mas ocorre que o Andrew pede a Melanie em casamento e ela precisa voltar para o interior, de onde se origina, para resolver umas pendências, como por exemplo o fato de ainda ser casada com o bonitão e turrão (ai, meninas…) Jake. Porque como ela e o Jake casaram muito novos, e ela meio que abandonou todos para viver seu sonho em NY, ele nunca concedeu o divórcio, fazendo com que Melanie viva nessa situação irregular que não era um problema até ela querer casar de novo, dessa vez com o Andrew!

Só nessa sinopse você já encontra conteúdo problemático o suficiente para garantir que o feminismo jamais passe fome. Fazia sete anos que Melanie não voltava para o interior (Alabama!), e é de se perguntar como um homem pode ser tão baixo de não dar o divórcio para uma pessoa que ele não vê há quase uma década. Você vai pensar: que homem tóxico!!! Bom, hoje você pensa, mas não podemos esquecer que eles fazem tudo de propósito, então esse homem é interpretado por Josh Lucas, que tem olhos azuis e um sorriso lindo que te faz esquecer qualquer bosta – como em toda romcom padrão.

Difícil, né meninas

Contudo, para mim o problema nem reside na coisa do homem tóxico, afinal fazer problematização retroativa, por princípio, é pedir para ganhar uma úlcera – ainda mais de um filme de quase 20 anos atrás. Na verdade, o que me incomodou no filme foi como a proposta dele é mostrar a mocinha, Melanie, divida entre dois amores – mas o que vemos é que ela não gosta mesmo de nenhum dos dois.

⚠️ Atenção: A partir daqui, esse texto terá spoilers de “Doce Lar”, um filme lançado há 17 anos.

Reese Witherspoon, por sua recente incursão no drama e por seu dinheiro para bancar suas próprias produções, é hoje considerada uma grande atriz – mas nem sempre foi assim. Lá no começo dos anos 2000, que é quando temos “Doce Lar”, ela ainda estava engatinhando no ramo das romcom, tentando ser a nova Meg Ryan (era o que todas tentavam na época).

Isso, quem sabe, pode explicar por que nesse filme que estamos estudando hoje ela tenha uma atuação que não entrega de verdade o que o personagem deveria passar. Senão, vejamos. A primeira cena sobre o relacionamento dela com Andrew, o gatão filho da prefeita, é quando ele enche o apartamento dela de rosas para lhe desejar boa sorte no desfile que ela fará logo mais. A reação de Melanie é de espanto quase desconfortável. Normal, você vai dizer, entrar na sua casa e colocar flores por tudo é psicopatia, mas não se esqueçam que em 2002 isso ainda era visto como romântico.

Esse sentimento de espanto incomodado permeia todas as reações de Melanie em relação a Andrew. Quando ele abre uma loja Tifany só para ela escolher seu anel de noivado, a cara dela é de quem quer apenas correr e nunca mais voltar. Quando a imprensa descobre que eles estão noivos, em um grande burburinho no evento da mãe do cara, até nas fotos dos jornais a Melanie sai com cara de chocada.

Melanie sempre muito surpresa com tudo

Desde o primeiro momento, fica claro que Melanie não gosta realmente de Andrew. Ela gosta do que ele representa: o cara moderno da cidade grande, lindo como um galã de cinema (que é, pois Patrick Dempsey), rico e gentil. No entanto, não existe uma real conexão entre os dois. Esse amor idealizado e vazio, aliás, se mostra mútuo também quando vemos que todos esses atos românticos de Andrew tem como motivação apenas irritar a própria mãe, que não vê o namoro com bons olhos. Ou seja, Melanie quer Andrew como namorado-troféu para validar ter fugido de suas origens. Andrew quer Melanie como ferramenta de conflito que faça sua mãe lhe dar atenção.

Foda.

Mas é claro que a relação de Melanie com Andrew não pode ser perfeita, caso contrário o filme não existiria. Ela precisa estar um pouquinho deslocada nesse relacionamento para que possa ver em Jake, o marido caipira abandonado, uma possibilidade – e aí temos um filme!

Agora vai, caraio!

Mais ou menos. Quando Melanie retorna para o Alabama em busca do seu divórcio, ela é confrontada por todos por ter abandonado família, amigos e noivo para viver seus sonhos na capital. Toda essa hostilidade é muito chata e triste, e vem principalmente de Jake, que claramente não superou o fato da mulher que era sua namorada desde os 10 anos de idade(!) ter dado no pé.

Aí entra a questão do que Melanie ainda sente por Jake. Parece ser apenas atração, já que ele é bonitão. Note que estamos falando de atração, não de amor. Afinal, amor não deve ser, ela o abandonou quase dez anos atrás! E ela está muito bem em NY, com sua carreira decolando e o noivado prestes a virar casamento. Assim, ela não deveria sentir nem isso, certo? Não só porque está noiva, mas porque esse relacionamento está fadado ao fracasso pela distância geográfica (naquele tempo não tinha webnamoro): ela tem sua vida consolidada em NY e ele é um caipira que jamais vai abandonar o Alabama. E aí?

Assim que se inicia o arco de Melanie na redescoberta do que sente por Jake, o que temos é alguma forçação de barra para que pareça que essa atração seja vista como “ela sempre amou o cara” – sendo que ela nem pensava nele até precisar exigir o divórcio! Ela estava bem em NY, por que só agora lembrou que ama o Jake? Por outro lado, Jake não esqueceu mesmo e mostra, ainda que com seu jeito rústico (ai ai, meninas) que nunca deixou de amar Melanie.

Fica um amor estranho, onde Jake se mostra um cara apaixonado de verdade e Melanie uma moça tentando caber nessa história que ele criou dentro da cabeça dele, nos anos em que estiveram separados. A cena em que Melanie interrompe o próprio casamento com o Andrew e vai atrás do Jake é de um constrangimento brutal, porque, gente? A atitude dela é apenas uma resposta para o fato de que Jake representa suas origens e a ama mais do que qualquer pessoa. OK. Então, ela retribui esse amor, honra essas origens, consuma essa atração, volta para ele. Mas ela ama Jake?

Um amor que precisa ser convencido de que existe.

Não parece que ama. Interpretação capenga ou não, o que parece é que Melanie não sabe ao certo o que quer, não ama nem Jake nem Andrew, só oscila entre relacionamentos que oferecem o que ela precisa (Andrew dava status, Jake dá pertencimento), mas ela mesmo não oferece nada em troca. Por que agora, muito bem, ela terminou com o Andrew e voltou com o Jake. Ótimo, mas como essa relação irá se dar? Ela vai abandonar sua vida em NY? Vai voltar para o Alabama, como se precisasse ser salva de alguma enganação sofrida em NY – coisa que sabemos que não é verdade, pois Melanie é construída como uma pessoa que ama sua nova vida na cidade grande? O que Melanie está disposta a fazer de fato por esse amor?

Simplesmente perfeito em frustrar o telespectador do início ao fim, o filme termina sem trazer essas respostas, se encerrando na cena em que Melanie volta com Jake e é isso. Como vai ser a dinâmica desse relacionamento, não sabemos. Melanie não é a mesma garota de sete anos atrás, ela tem outras ambições, vive outra vida. Essa vida se encaixa no pacato interior? Ponte aérea NY / Alabama era uma possibilidade em 2002?

Enquanto sobem as letrinhas, o filme mostra algumas fotos onde é insinuado que Melanie ficou no Alabama com Jake, enquanto outras trazem ela com seus amigos em NY. Fica meio confuso e é compreensível que a ideia seja confundir, já que não tem como explicar.

A história de Melanie parece ser a de uma moça que ainda não se descobriu de fato, entre profissão, vida amorosa e o sentimento de dívida com as origens que renegou. No meio desse caminho, dois caras lhe oferecem o tipo de amor que eles podem oferecer. Por sua vez, ela, ainda imatura, responde com algo que se pode chamar de “mais ou menos amor”, um sentimento construído muito mais nas necessidades emocionais da vez do que no real afeto. Também não dá para criticar muito, a gente sabe que a gente faz o que pode. Ainda assim, fica essa sensação esquisita, porque você deita na cama para ver um filme de amor e termina toda coisada, pensando em quanto amor existe de verdade nos “eu te amo” ditos por aí.

Resenhas

Armações do Amor: um diamante da romcom

Armações do Amor (Failure to Launch) – 2006

Garotas de 30+ que tiveram sua educação sentimental baseada em comédias românticas (ou romcom, do inglês) dos anos 90 e 2000 hoje se encontram perdidas como o John Travolta naquele meme, sem ver mais esse tipo de obra no cinema.

É claro que o mundo mudou e é bom que ele mude. No entanto, não deixa de ser um pouco triste saber que nunca mais será produzido um filminho onde a mocinha é um pouco atrapalhadinha e vê seu mundo girar em torno de um cara um pouco canalha, mas com um sorriso lindo. Nos tempos atuais, a mulher não precisa de um homem para nada, nem mesmo para fazer um filme romântico.

Como típica mulher nascida nos anos 80, está no meu código genético acreditar no amor romântico (sentimento que foi descontinuado de 2010 para cá) e querer ver relacionamentos assim nos produtos de entretenimento que consumo. Não é o caso de idealização – eu tenho um cérebro -, mas sim do desejo humano de poder descansar a cabeça dos problemas lá fora nem que seja por 101 minutos ou menos.

eu sinceramente acho o amor TUDO

Ontem eu assisti a “Armações do Amor”, um diamante desse gênero. Inédito para mim por motivos que desconheço, foi uma alegria encontrar um filme assim que eu ainda não tinha visto. De 2006, o filme traz todos os elementos básicos imprescindíveis a uma romcom, a saber:

  • Protagonista masculino com um maxilar incrível e uma personalidade duvidosa – disfarça imaturidade com charme e tem um sorriso arrebatador que anula qualquer porcaria que saia daquela boca;
  • Protagonista feminina atrapalhada e fofa, beleza padrão e estonteante ao mesmo tempo;
  • Melhor amiga da protagonista feminina como personagem que serve apenas de eco da mente da mocinha principal, alguém que está ali para que a mocinha se entenda ao ouvir a sua própria voz falando com a amiga;
  • Bando masculino, trupe carismática e bem-intencionada composta pelos melhores amigos do mocinho;
  • Viés de comédia de erro, onde um mal-entendido é o centro da trama e o grande momento do filme é quando a verdade é revelada;
  • Cenas gratuitas do mocinho sem camisa;
  • Redenção de conflitos com um belo e longo diálogo entre o casal, com declarações de amor (discutir relacionamento era chic, back then), lágrimas e risos.

Além disso, o filme compõe a trilogia de obras de Matthew McConaughey onde ele aparece dando as costas para o seu par romântico no pôster, veja:

Falando em Matthew McConaughey, ele está perfeito fazendo o seu personagem típico até enveredar pelo drama e alçar vôo no Oscar: em “Armações do Amor” ele é Tripp, um solteirão conviccto que ainda mora com os pais e não vê problema nenhum em levar uma vida inconsequente e cheia de casinhos, já que não encontra a “garota ideal”.

A questão é que ele acaba se deparando com essa garota ideal na forma de Paula (Sarah Jessica Parker, impecável em looks e makes), uma moça que ele conhece por acaso – sem saber que ela foi contratada pelos pais dele para viver um relacionamento falso e convencê-lo a sair de casa(!!!).

Note que “Armações do Amor”, como boa romcom clássica, traz um enredo problemático e até ofensivo, o que só torna a trama mais saborosa. Quer dizer, a personagem Paula é quase uma prostituta de luxo, que topa um relacionamento por dinheiro e tem uma vasta clientela, no entanto tudo é perdoado porque ela tem um carisma absurdo e se apaixona pelo mocinho, afinal. Tripp usa e descarta as mulheres com quem se relaciona, mas não vai fazer isso com Paula porque ela é diferente.

aiaiaiaiaiai que inferno

O engano dos dois vai fazer com que eles sofram e precisem se conhecer melhor como pessoa, individualmente, para só então poder olhar para o outro com empatia. Os amigos e familiares vão se envolver até certo ponto para ajudar na resolução desse conflito, já que é público e notório que eles formam o casal perfeito e precisam ficar juntos. Algum alívio cômico vai surgir na forma de um personagem menor, que pode ser uma criança ou um cachorro. O filme vai terminar com a sugestão de felizes para sempre, de algum modo.

É o puro suco da comédia romântica, em uma produção sem erros, feita sob medida para você descansar a cabeça no travesseiro e pensar “naquele tempo é que era bom”, como de fato fiz e estou fazendo agora.

O filme ainda conta com um elenco estrelado, com Zooey Deschanel, Bradley Cooper, Kathy Bates e Patton Oswalt. Eu assisti na Netflix e recomendo que você assista também, caso seja uma das orfãs da romcom que os tempos modernos criaram.

Naquele tempo é que era bom.