
Romance, produção própria, mistérios. Teve de tudo esse mês.
Esse mês eu li uns sete livros, o que considero pouco. Minha justificativa é que foquei mais na escrita do que na leitura, além de ter tido alguns problemas com o Kindle Unlimited. Com tudo solucionado, mais pro final do mês a leitura entrou nos eixos e trago agora os livros que ainda não tinha resenhado por aqui. Vamos a eles?

Eu não disse que na próxima lista de lidos já teria um livro meu?! Invisível foi lançado em versão digital no comecinho de fevereiro, embora eu na verdade tenha escrito-o ano passado. Após uma boa revisão, uma linda capa nova (obrigada, Jules & Tico), ele chegou à Amazon pronto para roubar seu coração. Ou quase isso. Se trata de uma história curtinha sobre um mochileiro que encontra o amor, e algumas dores de cabeça, ao fazer de São Paulo sua nova morada passageira. Pra ler rapidinho agora e te deixar feliz depois. Dá pra comprar aqui.
E então, sem grana para comprar um livro novo, você se pega dando uma olhada na enorme fila de espera do seu kindle e acha um pequeno tesouro. Não sei o motivo de ter demorado tanto para ler As Virgens Suicidas, mas foi bom saber que ele estava ali me esperando o tempo todo. Difícil quem não conheça o filme inspirado no livro, aquela poesia visual diáfana criada pela Sofia Copolla em 1999. O livro ecoa as lembranças que temos do filme, o tempo todo oscilando entre sombrio e etéreo ao contar a trágica e instigante história das cinco jovens irmãs que se suicidam uma após a outra sem nenhum motivo aparente. Dá para ficar bastante angustiada lendo, principalmente porque, embora não se aponte culpados, qualquer mulher que já teve 13 anos de idade é capaz de entender que o suicídio nunca é uma ideia nova. Ou absurda.
Polícia da literatura cafona, pode me prender mais uma vez. Esse livro é da mesma autora do famigerado “O Ar Que Ele Respira”, que resenhei no artigo passado e me fez cair prostrada de joelhos (drama, drama, drama) com o quão lindo pode ser um livro puramente sobre amor. Aqui em Sr. Daniels temos a história de um amor moderno meio que proibido, aluna apaixonada por professor, tudo embalado com versos de Shakespeare, algumas fatalidades dolorosas e cenas quentes de sexo. Se você gosta de ler suspirando e pensando “que homão da porra”, este livro pode ser para você.
Preciso dizer que levei um ano para terminar de ler esse livro. Ficava me demorando na leitura, sem querer que acabasse, porque amo Breaking Bad e lê-lo era assisti-la novamente com um aprofundamento arrebatador. Como o nome já entrega, Vamos Cozinhar? revive cada episódio da série em análise minuciosa, entregando detalhes de roteiro, direção, fotografia, edição e trilha sonora, além de curiosidades sobre a série, seus personagens, atores e substâncias químicas. Absolutamente tudo o que você precisa saber sobre Breaking Bad está ali, disposto em listas e tópicos objetivos cheios de amor e humor. De fã para fã. Se você gosta de Breaking Bad, precisa ler esse livro.
Fazia muito tempo que queria ler esse, Deus me ajudou e ele chegou ao Unlimited. Não achei que a história seria tão sombria quanto a capa já anuncia, mas a surpresa foi boa. Conta a história de uma adolescente que sobrevive à uma tragédia onde perdeu amigas e o namorado e com isso sua família decide pela mudança de cidade para tentar superar o trauma. O problema é que o fantasma do que viveu não abandona Mara Dyer — e desde a primeira página já ficamos sabendo que nada é muito normal na vida dela. Mistério, suspense, um tom meio sobrenatural e, quem diria, romance juvenil, dão o tom desse thriller angustiante que vai te pegar pelo colarinho de maneira certeira. O livro é a Parte 01 da trilogia Mara Dyer, o que muito me contraria pois detesto trilogias, mas não tem muito o que fazer. Depois desse começo aniquilador, vou acabar lendo a série toda.
Em tempo: à exceção de “As Virgens Suicidas” (digital emprestado por amiga) e “Vamos Cozinhar?” (físico comprado em sebo), todos os livros dessa lista foram adquiridos de maneira gratuita através do Kindle Unlimited.

