
Se tenho um novo autor favorito? Tenho sim.
Sim, sou eu de novo falando deste homem. Depois de ler três livros seguidos de David Levithan (e falar sobre aqui), dei um tempo, li outros autores, mas acabei voltando para o meu novo favorito. Li dois na sequência.
Peguei “Will & Will” primeiro, o mais famoso dele, escrito em parceria com o tão estrelado quanto John Green. Esse é o livro que deu fama à Levithan, o colocou entre os mais vendidos do mundo e o alçou à condição de porta-voz dos gays adolescentes americanos. Se é que podemos colocar assim.
A história começa um pouco confusa até você pegar o jeito, mas é basicamente isso: cada capítulo é narrado por um menino chamado Will Grayson, são dois, e eles não tem nada a ver um com outro, até que suas histórias se cruzam.
São adolescentes passando por uma fase muito delicada da vida, a descoberta do amor. Enquanto o Will 1 é hétero e não tem muita certeza sobre estar apaixonado por uma colega de turma, o Will 2 é secretamente gay e mantém um relacionamento virtual com um cara que ele nunca viu na vida.
A cola que une os dois é Tiny Cooper, melhor amigo do Will 1 e que, de alguma forma, acaba se aproximando de Will 2. Tiny é um cara enorme de quase dois metros e mais de três dígitos na balança que produz um musical sobre sua própria vida no colégio e é mais gay impossível. O modo como a relação entre os três se dá, entre desencontros, brigas e amores declarados é o que dá forma à Will & Will. Essa é uma história sobre amizade e amor, cheia de belas palavras e metáforas perfeitinhas.
É muito difícil não gostar de David Levithan.
Embora seja divertido e sem muito compromisso com a realidade, esse é dos livros mais pé no chão do autor. A história é crível e nem por isso deixa de encantar e ser fantástica. Os personagens são muito humanos e reais — eu passei o livro todo odiando o Tiny até entender que ele é apenas… Como a gente.
Will & Will não é um livro muito grande, são 350 e poucas páginas, mas demanda um pouco mais de atenção na leitura exatamente por conta dessas sutilezas poéticas de linguagem e essa coisa dos capítulos alternando narrador. É daqueles livros que você lê destacando parágrafo sim, parágrafo não e, quando acaba, fica querendo mais.
O que nos leva ao livro seguinte.

Terminada a leitura de Will & Will, li Me Abrace Mais Forte, que é como um spin off dele. Lembra que eu falei que o Tiny Cooper estava produzindo um musical sobre a própria vida? Então, Me Abrace Mais Forte é o roteiro desse musical.
Pra quem está familiarizados com roteiros de teatro, é um prato cheio. Não que seja difícil de pegar o jeito, o modo como o livro foi escrito entrega várias introduções feitas por Tiny a cada novo ato e assim ele vai conduzindo o desenrolar das cenas. É bem divertido, na verdade, e mega rápido de ler. Com esse livro, entramos de vez no coração do personagem. E a peça que ele escreveu é nada menos do que maravilhosa.
Em Me Abrace Mais Forte, Tiny conta sua trajetória desde o nascimento. Como ele se descobriu gay e como descobriu o amor. A peça é uma enorme lição de moral sobre amar alguém, mas não é pedante nem chata em momento nenhum. Pelo contrário, é linda e tocante. Eu chorei foi muito.
Desses dois livros, posso dizer que gostei mais do segundo, por ele ser mais emotivo e poético, mas é impossível lê-lo sem ter antes lido o primeiro, caso contrário a experiência não será completa. Assim, recomendo os dois!
Agora, mais alguns livros de descanso e volto para Levithan. Ainda tenho três dele na minha fila!
Em tempo: Peguei os dois livros de graça no Kindle Unlimited.






