Brain Dump*, Futebol, Séries

SQUID GAME: EU, HEIN?

Atenção: este post não contém spoilers de nada, siga em paz.

Neste final de semana eu resolvi fazer uma breve faxina digital nos meus pertences (digitais) e descobri, horrorizada, que o último post aqui tinha sido em janeiro deste ano. Janeiro! Quanta coisa aconteceu de lá pra cá, e você aí pensando que o último filme que eu vi foi Bridget Jones (quer dizer, é óbvio que você não estava pensando nisso, mas quem sabe poderia pensar e nada é mais torturante do que ficar pensando no que as pessoas podem pensar de você se é algo que você não gostaria que ficassem pensando de você).

De qualquer forma, pensei que já tava mais do que na hora de atualizar por aqui, só que ontem lancei minha nova newsletter (já assinou? assine aqui e descubra semanalmente o que eu penso) e fiquei obliterada por isso porque a plataforma levou 3 dias para me liberar de uma verificação que costuma ser automática.

O que se relaciona com o pseudo bug do milênio que tivemos ontem, uma saborosa loucurinha astral e tecnológica onde as principais redes sociais e comunicadores ficaram fora do ar por uma tarde inteira, nos dando o assombroso gostinho de liberdade virtual. São tantas amarras que nos prendem!

Nisso, eu vi um post da Loma no insta relembrando que blog é o futuro, isso era 5 da manhã de terça, hora em que lhes escrevo, então eu dei um pulo da cama e falei: vou escrever no meu blog.

Mas este não é um texto sobre eu escrevendo um texto.

Squid Game: só se fala em outra coisa

Febre do momento, a série Squid Game agrada todos os públicos: os que gostaram, os que não gostaram e os que nem assistiram. Por ser o único assunto possível para uma população magoada com a vida lá fora, o TV show (kk) acaba por reunir todas essas pessoas em volta do ódio e do amor por algo que, na verdade, nem tem tanta importância assim. É só uma série.

Eu assisti semana passada e fiquei impressionada com a ultraviolência e tudo, mas sendo uma costumaz consumidora de dramas coreanos, não foi como se a fórmula em si me impressionasse mais do que assistir uma série coreana de romance de 18 episódios de uma hora de duração onde o primeiro beijo só acontece no episódio 16. O pessoal por lá tem esse jeitão diferente e intenso mesmo. Mas aí virou essa loucura e, mesmo reconhecendo o mérito, não consigo deixar de pensar “tá bom, gente, chega” para essa obsessão que deixa a impressão de que esta é a única série que existe.

Outras séries que existem e estou assistindo por estes dias: Glow Up, Ted Lasso, Only Murders In The Building, Because This is My First Life (olha aí, uma série coreana!)… E Midnight Mass (apesar de que eu comecei toda animada e me desanimei quando percebi que era só uma outra versão de Haunted Hill (nada contra Haunted Hill, adoro, mas queria algo diferente dos mesmos atores interpretando os mesmos medos)).

Enfim, quem sabe a melhor resenha sobre Squid Game tenha vindo mesmo do Alex, em uma noite em que eu estava assistindo a série e ele sentou do meu lado por 30 segundos durante o episódio, disse “eu, hein?” e foi jogar video game. Talvez seja isso.

Mas este não é um texto para falar sobre Squid Game.

O que foi feito de Lionel Messi?

Em um dos meus momentos mais brilhantes (eleitos por mim), escrevi por aqui tempos atrás sobre as movimentações profissionais do Messi. De lá pra cá, aconteceram várias coisas, todas elas inimagináveis e ultrajantes e fico pensando que este é um tópico que merece atualização.

Jogando no PSG, Messi agora tem o privilégio de morar em um lugar fedido com uma vista linda, o que se conecta com o cotidiano de vários de seus fãs pelo mundo. Trocar de emprego no meio da pandemia foi um toque brutal de realidade que nosso astro viveu, colocando-o em par de igualdade comigo, por exemplo, que também dei este passo em 2021.

Sendo bastante honesta com vocês, o novo time do Messi é uma equipa que me causa pouco mais do que ojeriza, e eu prefiro limpar as caixinhas de areia dos meus gatos do que ver o PSG em campo, o que tem sido um grande dilema nesta minha vida de fã do Lionel. Agora com Suárez e Griezmann, o Atlético de Madrid é um time que me causa muito mais satisfação de ver jogar, então me divido entre continuar acompanhando o Barcelona, torcer involuntariamente pelo Atleti e suportar ver fotos do Messi abraçando o Neymar.

Mas este não é um texto sobre futebol.

Resumindo para vocês

Bom, pessoal, já está dando a hora de eu tomar banho e começar o dia, então vamos ficando por aqui. Espero que tenham gostado de todas essas atualizações e continuem fazendo todas as coisas de que vocês gostam e que servem na manutenção da sua felicidade cotidiana, como ter inspirações súbitas, assistir séries que todos estão assistindo e idolatrar argentinos que levam 8 jogos para fazer gol no novo time.

Fica aqui a promessa, fundamentada em absolutamente nada além de um desejo sincero e pouco prático, de continuar atualizando por aqui com mais frequência e encontrar um tema único sobre o qual postar e não fazer uma salada de fruta como foi este.

Mas este é um texto sobre eu voltando a fazer o que amo.